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AFEAL reforça compromisso com a profissionalização do mercado de esquadrias

Sexto encontro da Associação Nacional de Esquadrias de Alumínio reforça o compromisso de estar próximo ao associado.

AFEAL reforça compromisso com a profissionalização do mercado de esquadrias

Foto: Divulgação

Abrindo a programação de conteúdos da Fesqua 2024, a Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio realizou o seu sexto encontro na manhã do dia 12/09/24. Felipe Gattera, presidente da AFEAL, fez uma apresentação institucional sobre a entidade: “Estou aqui para reforçar o compromisso de estar próximo do associado, que é cada vez mais forte”, diz Gattera.
 
Ele fez algumas considerações gerais sobre a AFEAL, que em agosto último comemorou 40 anos em atividade com a publicação de um livro temático da associação e com a realização de uma solenidade, destinada a parceiros e associados, no Theatro Municipal.
 
O maior destaque de sua apresentação foi sobre a Nova Academia AFEAL, uma plataforma de EAD com videoaulas e até mesmo avaliações criadas com o intuito de levar conhecimento a todo o mercado, uma vez que a qualificação de mão de obra é uma das principais bandeiras da associação. A nova plataforma visa formar e capacitar profissionais em gestão, produção, organização de estoque e até instalação de esquadrias.
 
Em seguida foi a vez de Carlos Eduardo Alvarenga Godói, consultor e gestor da nova academia AFEAL, falar mais sobre a ferramenta de aprendizado, cuja primeira fase, que consiste em 70 aulas divididas em oito módulos – ao todo AFEAL oferece mais de 200 videoaulas em todos os níveis de formação. A nova plataforma visa capacitar para a padronização e cumprimento dos processos, assim como gestão de pessoas, ou seja, vai desde as hard skills (competências técnicas) até as chamadas soft skills (competências criativas).

Dando continuidade à programação da manhã, foi exibido um vídeo apresentando a 2ª edição do prêmio Nelson Firmino 2024, que, dividido em 5 categorias, envolve toda a cadeia produtiva das esquadrias e vidros e tem inscrições abertas até o final deste mês.

Em seguida, o economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas, apresentou um amplo e aprofundado painel econômico do mundo, hoje, e seus prováveis impactos sobre a construção civil no Brasil. O nosso sistema tributário foi uma das principais críticas do economista, que defendeu estratégias de ESG para acelerar a construção.

O evento contou ainda com dois debates. “Perspectivas da Construção”, aberto por Camila Moreno de Camargo, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, que começou com uma provocação: 85% do território edificado do Brasil é irregular. Ela ainda defendeu a necessidade de estudantes de arquitetura conhecerem mais materiais sustentáveis na construção civil. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), criticou o modelo de leilões para licitações de obras públicas, enquanto Luiz França, da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), se opôs ao saque-aniversário do FGTS, que diminuiria a probabilidade do cidadão de baixa renda realizar o sonho da casa própria. O economista Gesner Oliveira também acalorou o debate.
 
Ao final do encontro, foi a vez do painel “Perspectivas da Cadeia de Insumos”, que teve protagonismo do alumínio, material do qual o Brasil é o terceiro maior produtor do mundo, com apenas 10,8% do total empregado na construção civil – 54% de todo alumínio feito no país é reciclado, do total feito a partir de materiais reciclados. Rodrigo Navarro, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT), apontou uma previsão de crescimento de 3,5% no setor da construção este ano. Gustavo Garrido, presidente da Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (AsBEA), defendeu a importância de mudar a lógica do mercado na utilização de materiais sustentáveis e de continuar inovando em tecnologias que ofereçam soluções energéticas mais eficientes em construção.



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