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"Quando comecei, diziam que Facilities ficava no primeiro subsolo", lembra Ana Cristina Vidal

FM fala sobre construção de carreira, contratação de serviços e planejamento estratégico.

"Quando comecei, a gente falava que Facilty ficava no primeiro subsolo, escondido na sala que dava", lembra Ana Cristina Vidal

​Ana Cristina Vidal
"já tinha os olhos de uma pessoa de Facilities", como ela mesma descreve, no primeiro emprego, quando atuou como secretária executiva na Cargill Citrus Ltda. Na parte "administrativa", como era descrita a área de Facility Management na época, encontrou-se. Depois, com mais experiência, decidiu especializar-se em Facilities na Academia de Engenharia e Arquitetura..

Para Vidal, o mercado começou a reconhecer a importância do Facility Manager recentemente. "Quando comecei, diziam que Facilities ficava no primeiro subsolo, trabalhando na sala que estava disponível. E, hoje, não é mais assim. O Facility Manager, na verdade, precisa trabalhar integrado, junto com os outros departamentos, no crescimento de qualquer empresa. Afinal, desde o início de uma ideia de montagem de escritório, de alterações de layout dos ambientes até uma reforma nos banheiros, as mudanças para acomodar o crescimento das empresas passam pelo FM. Então, o Facilty tem que estar na parte estratégica mesmo, no crescimento ou na redução de todas as empresas", afirma.
 
Experiência na ESPN - Disney
Por quase dez anos, Vidal teve a ESPN - Disney como segunda casa, lugar onde teve os maiores aprendizados da vida. Em 2014, quando passou a fazer parte do quadro de funcionários da empresa, teve a tarefa de analisar o melhor cenário para a recolocação de mais de 100 funcionários em outro prédio e de melhorar a sinergia e a comunicação entre os demais colaboradores que estavam no prédio principal. "O grande desafio foi fazer a obra, porque existia uma movimentação diária muito grande, e tínhamos, inclusive, que trocar todo o telhado do prédio. Tivemos que realizar um trabalho muito próximo com as demais empresas para que a reforma não impactasse no dia a dia do prédio de broadcasting", lembra.

Para realizar a troca do telhado, a equipe responsável tinha que trabalhar de acordo com as condições climáticas. Como o ambiente ficava descoberto, existia o perigo de afetar uma das áreas mais importantes do prédio: as áreas técnicas e todo o arquivo gravado. No final, Vidal e equipe conseguiram entregar a obra antes do prazo: "Como a área era livre, não fazia barulho nos programas e não atrapalhava o restante do prédio, conseguimos trabalhar durante 24 horas, com três turnos. Depois da entrega, a mudança foi muito rápida, porque já tínhamos contratado bons fornecedores e tudo funcionou".

Nenhuma contaminação no prédio durante a pandemia: desafios e estratégias 
Além do reconhecimento obtido pela excelente entrega do novo espaço, Vidal comentou sobre uma grande realização durante a pandemia: nenhuma contaminação por covid-19 ocorreu no prédio da corporação. "A gente trabalhava 24/7, então tivemos que acionar o nosso plano de emergência. Foi o trabalho de colaboração da equipe operacional, com a equipe de segurança e a equipe de safety", pontua.

De 480 funcionários que trabalhavam presencialmente, o prédio passou a ser ocupado por cerca de 28 colaboradores. Quando alguém precisava ir ao escritório, recebia um kit de emergência em casa, que continha álcool em gel, lenço de higiene, máscara e um termômetro. Além disso, devido a quantidade de alguns equipamentos de transmissão, era necessário fazer a locomoção de aparelhos de um lugar para outro. "Eu retirava de uma pessoa, esse material ia para o escritório, para fazer toda a desinfecção, e entregávamos na casa de outra pessoa", recorda Vidal.

Outra estratégia que contribuiu para a segurança dos colaboradores foi a contratação de uma empresa especializada em limpeza hospitalar. Os profissionais contratados realizavam a desinfecção do prédio aos sábados de manhã, com produtos específicos que permitiam a presença dos funcionários no local.
  
Expectativas sobre a carreira
Por questões de saúde, Vidal mudou-se para Santos e tentou, por algum tempo, trabalhar no modelo híbrido. Ao sair da ESPN - Disney, permitiu-se ficar dois meses fora do mercado até que foi convidada a ocupar o cargo de nova gerente nacional de Facilities em em uma empresa multinacional da área de transportes marítimos. "Eu gosto de trabalhar com equipe nova, gosto de ensinar e aprender coisas novas. Esta troca recarrega minha energia. Meu objetivo é fazer a empresa crescer, se modernizar e entregar o que a empresa almeja, além de mostrar o conhecimento que tenho e colocar em prática", comenta Ana Cristina.


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