Crônica de FM: coisa da minha cabeça ou necessidade de manutenção?

Álvaro Novaes, supervisor de Facilities Management na BP Bunge Bioenergia, reforça importância da manutenção preventiva em relato.

Crônica de FM: coisa da minha cabeça ou necessidade de manutenção?

Foto: Canva.com/ Poguz P


Como profissional de Facilities Management, é impossível não saber a importância da manutenção preventiva no ambiente corporativo. Afinal, esse aspecto não só assegura o funcionamento contínuo das instalações, mas também desempenha um papel significativo na otimização de recursos e na minimização de custos operacionais. Porém, muitas vezes encontramos desafios para a implementação e eficácia.

Os custos iniciais da manutenção preventiva, dependendo do investimento, levam um certo tempo para aplicação em treinamento de pessoal, compra de equipamentos e de ferramentas. Ao longo da minha carreira, passei por experiências que reforçaram a importância da boa manutenção preventiva para evitar a corretiva, sendo uma delas muito engraçada.

Quando ainda trabalhava no setor da saúde, passei dias ouvindo um barulho bem baixinho do ar-condicionado. Todas as vezes, eu perguntava aos meus colegas se mais alguém ouvia e as respostas eram sempre negativas. Cheguei a pensar: será que o problema sou eu? Na época, procurei até um otorrinolaringologista, pois considerei ser um problema de saúde.

Por trabalharmos em um hospital, as pessoas brincavam que poderiam ser vozes do além. No entanto, o barulho persistia e, mesmo que só eu escutasse, acionei a empresa responsável pelo ar-condicionado para uma avaliação do aparelho. Mesmo com a revisão completa do sistema, nada foi encontrado. Depois disso, pensei que poderia estar enlouquecendo.

Mais uma vez, persisti na avaliação do ar-condicionado. Dessa vez, consegui aprovação para acionar uma outra empresa e ela apontou que o compressor da máquina já estava começado a apresentar problemas. No momento, o caso era simples por tratar-se de um sistema central, mas havia outros fatores relacionados ao barulho. Com a manutenção preventiva do sistema, evitamos o gasto de cerca de R$19 mil com manutenção corretiva e até a compra de um novo equipamento, que custava em torno de R$ 51 mil.

Como FM’s, sabemos o impacto dos custos de manutenção corretiva e o tempo de inatividade na operação, além do desconforto gerado aos colaboradores e aos pacientes de um hospital. Após esse episódio, não hesito em procurar uma segunda opinião. O investimento em programas de manutenção preventiva eficazes, neste sentido, é essencial para evitarmos problemas de rentabilidade, eficiência e reputação da organização. 


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