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Suas habilidades atuais te sustentarão em 5 anos?

Pesquisa da Indeed aponta atualização como tópico essencial entre trabalhadores.

Por Mateus Murozaki

Suas habilidades atuais te sustentarão em 5 anos?

Foto: Canva.com/SelectStock

A competitividade do mercado de trabalho traz consigo cada vez mais desafios para aqueles que buscam entrar ou se manter nele. Um deles, talvez o mais importante, é a constante necessidade de atualização em um cenário que está mudando de forma cada vez mais acelerada.

A Indeed, portal de busca de vagas, conduziu uma pesquisa com 1.000 trabalhadores do Brasil para determinar como se sentem em relação às suas habilidades e como elas serão avaliadas no futuro. Desses, 82% acreditam que suas habilidades atuais não serão suficientes nos próximos anos, com exatamente metade destes prevendo mudanças significativas em suas rotinas, enquanto a outra metade acredita que as mudanças serão moderadas.

De acordo com Lucas Rizzardo, diretor de vendas do Indeed no Brasil, essa percepção está ligada ao fato de que o mercado é diretamente movido pela acelerada evolução da tecnologia. Ele menciona, como exemplo, a IA, que, no pouco tempo em que esteve disponível em larga escala, já está mudando o cenário do trabalho atual. Ele aponta também que não se trata de áreas específicas buscando atualização: todas as áreas veem esse aspecto como algo essencial. “Quando surgiu a inteligência artificial no mercado, qual era o receio dos profissionais? De serem substituídos. Isso foi logo no início. Hoje dá para falar que a gente não vê ainda a inteligência artificial substituindo algumas posições, só que a gente consegue trabalhar em conjunto com essa tecnologia”, explica o diretor.

Apesar da procura por habilidades em tecnologia, o aprendizado de novos idiomas também é uma prioridade e, de acordo com Rizzardo, o elemento mais importante: “Idioma ainda no Brasil tem um déficit bem grande, principalmente para inglês, mas eu acho que o idioma ainda é um grande diferencial. A maioria dos candidatos, quando me perguntavam quais cursos fazer, eu perguntava como estava o inglês deles. Se eles me dissessem que não tinham, era a primeira coisa que eu recomendava”, aponta o profissional.

Por parte das empresas, também é essencial promover esse crescimento e busca por novos conhecimentos através de cursos e seminários. 32% dos participantes acreditam que o treinamento necessário virá de seus empregadores, amenizando o medo de substituição ou enxugamento de postos de trabalho, enquanto 39% acreditam ter a capacidade de buscar esse conhecimento por conta própria.

Entre os métodos mais buscados, cursos online são os preferidos (44%), com qualificações formais que emitem certificados um pouco atrás (42%). Além disso, a busca por métodos de ensino híbridos também está forte.

51% dos trabalhadores afirmaram buscar aprendizado que os prepare a longo prazo, enquanto outros 48% afirmaram ter passado por treinamento para atender necessidades imediatas. 33% se requalificaram completamente.

De acordo com Rizzardo, parte do fato de tais resultados está diretamente relacionado ao perfil da geração Z, que está entrando no mercado agora: “O que eu vejo? Essa geração não está tão preocupada em se atualizar, porque já é uma geração que já vem surfando a onda da tecnologia, da inteligência artificial, de determinados aplicativos. Quando vamos para uma geração anterior, é a que mais sentiu um pouco o fato de não acompanhar tanto a tecnologia e, às vezes, de se sentir obsoleta.”


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