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Nove em cada dez empresas brasileiras adotam híbrido, aponta pesquisa

Estudo da JLL revela que modelo mais popular é de dois dias de trabalho no escritório e três dias remotos por semana.

Por Natalia Gonçalves

No Brasil, 60% das empresas adotam modelo híbrido

Foto: Canva.com/ CocoSan


A América Latina lidera a adoção do modelo híbrido de trabalho. Segundo estudo conduzido pela JLL, a implementação do modelo em países latino-americanos corresponde a 71%, o que supera os índices de outras regiões com uma margem ampla. A flexibilidade, conforme a pesquisa, pode ser observada como uma vantagem diante do transporte público e do trânsito nas grandes cidades da América Latina.

No Brasil, por exemplo, nove em cada dez empresas adotaram o modelo híbrido no pós-pandemia. Isto é, das 41 empresas brasilieras que responderam o estudo, 37 trabalham no híbrido. Com o título “Futuro do trabalho: os modelos para o local de trabalho na América Latina”, o relatório coletou respostas em 13 países da América Latina, sendo realizado no final do ano passado. Neste sentido, a JLL entrevistou 289 gerentes de RH e financeiros, sendo 43% de empresas globais, 33% de locais e 34% de multilatinas.

Conforme o estudo, o regime de trabalho mais popular, utilizado por 29% das empresas, é de dois dias de trabalho no escritório aliados a três dias remotos por semana. Aliás, o modelo é mais popular entre empresas com mais de 750 funcionários, multinacionais e empresas dos setores financeiro e de seguros e de tecnologia e telecomunicações.

Antes da pandemia, ainda segundo o relatório, “funcionários de duas em cada três empresas compareciam ao escritório cinco dias por semana, enquanto o trabalho remoto era utilizado por apenas 8% das companhias”. Hoje em dia, apenas uma em cada cinco empresas na América Latina exige a presença dos colaboradores cinco vezes na semana.

Apesar da popularidade do modelo híbrido na América Latina, a adoção do remoto é tímida em comparação com outras regiões. O uso do modelo remoto nos países latino-americanos é de 10%, na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) é de 29%, na APAC (Ásia-Pacífico) de 25% e na América do Norte de 24%.
 
Devido as incertezas em relação a prevalência do modelo híbrido, o estudo observa que desenvolvedores e investidores nos principais mercados de escritórios da América Latina são cautelosos. Isso fica evidente, de acordo com a pesquisa, pois existe:

- Menor produção de novos inventários; 
- Diminuição do volume transacional; 
- Aumento das taxas para ativos de escritórios.

Se interessou sobre o assunto? No 19º Congresso InfraFM, a discussão sobre o impacto do modelo híbrido nos espaços de trabalho e na gestão de portfólio imobiliário continua. Na palestra ministrada pela Juliana Dias, Workplace Services Manager no Google, e pela Cristina Castroviejo Vilela, gerente de Facilities na Marsh McLennan, elas falarão sobre o universo da gestão de instalações, com insights sobre estratégias e ferramentas. Confira essa e outras palestras no site do evento


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