Novo nicho pode revolucionar o setor hospitalar

Um casamento perfeito impactando hospitais de grandes redes no Brasil e no Mundo.

Por Mateus Murozaki

Um novo nicho no mercado hospitalar

Foto: Divulgação

É fato que hospitais devem ser planejados para promover bem-estar e aconchego para seus residentes, e existem maneiras óbvias de alcançar esse objetivo. Arquitetura, higiene, segurança... os exemplos são diversos e já foram amplamente discutidos por profissionais do setor. No entanto, há um aspecto pouco reconhecido, mas que pode trazer diversos benefícios a um ambiente de saúde: o varejo.

Sim, a adição de comércios variados em um hospital pode não parecer a ideia mais comum, mas, comprovadamente, traz vantagens significativas para a gestão hospitalar, além de beneficiar visitantes, pacientes e colaboradores. Lincoln Aragoni, fundador da R2H (Retail to Hospital), é especialista na elaboração de planos de implementação de centros comerciais em unidades de saúde.

Seu primeiro projeto foi no Hospital Israelita Albert Einstein, onde trabalhou por mais de oito anos, cinco deles focados na manutenção da área de varejo. Aragoni explica: "Depois de toda essa experiência, decidi transformar isso em um negócio. Há seis meses, fundei a R2H com o objetivo de profissionalizar essa gestão dentro dos hospitais. Embora hoje seja comum encontrar cafeterias em hospitais, falta uma estratégia eficaz para a ocupação e exploração dos espaços. A R2H ajuda os hospitais a identificar e maximizar o potencial de seus espaços".

Os benefícios são variados. O principal deles é a ocupação de áreas subutilizadas dentro dos hospitais. Aragoni destaca que essa é uma barreira inicial a ser superada, já que muitos gestores acreditam não ter espaço suficiente para lojas. É uma questão de mostrar que o espaço existe, mesmo que esteja oculto.

Além disso, a melhoria na qualidade da experiência dos ocupantes é notável. Embora um hospital não seja o local onde se pensaria em abrir uma loja de conveniência, o fluxo massivo de visitantes cria uma demanda para esses serviços. Eles oferecem alternativas valiosas e ajudam a descomprimir a atmosfera hospitalar, geralmente pesada.

Aragoni também observa que, além de criar um novo nicho no mercado hospitalar, essa abordagem beneficia o setor varejista ao proporcionar novas oportunidades de operação e receita. Pelo fato de não haver custo por parte dos hospitais e da receita acessória considerável, não existe um grande risco financeiro.

No exterior, hospitais como John Hopkins e Northwestern Memorial já adotaram essa estratégia com sucesso. No Brasil, a ideia ainda está em fase inicial, mas Aragoni acredita que a conscientização sobre seus benefícios pode tornar a abordagem uma prioridade para mais instituições.

Se você se interessa pelo tema e deseja entender mais sobre o varejo hospitalar, não perca a palestra de Lincoln Aragoni no 10º Fórum InfraFM Hospitais & Ambientes de Saúde. Clique aqui para conferir a programação e fazer sua inscrição.


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