Climatização Corporativa

A importância da manutenção e operação eficiente dos sistemas de climatização em edifícios corporativos.

Por Léa Lobo

Climatização Corporativa

Foto: Divulgação

No dia 05 de setembro de 2024, a SMACNA Brasil promoveu o Smacna Day em São Paulo, reunindo especialistas do setor de climatização para discutir as melhores práticas e inovações tecnológicas para edificações. Durante o evento, Fábio Morais, Vice-Presidente da Brookfield, trouxe um olhar técnico e estratégico sobre a importância dos sistemas de climatização em edifícios corporativos e os desafios associados à operação e manutenção.

Em sua apresentação, Fábio Morais destacou um dos principais problemas enfrentados no setor: a operação e manutenção dos sistemas de climatização. Segundo ele, embora pareça um processo simples, muitas vezes a negligência nessa etapa pode gerar problemas complexos e onerosos.

"Manter e operar adequadamente é o maior desafio. Às vezes parece simples, mas é o que pode causar grandes problemas se não for feito da maneira correta", afirmou. Ele ressaltou que, por vezes, a escolha de fornecedores ou mantenedores baseados apenas no critério de menor preço acaba comprometendo a qualidade do serviço e, no longo prazo, gerando custos ainda mais altos.

Morais alertou para o perigo de contratar equipes que não possuem treinamento ou certificação dos fabricantes de equipamentos de climatização, um erro que pode resultar em prejuízos significativos. Ele exemplificou uma situação em que o mantenedor contratado não foi aprovado pelo fornecedor dos equipamentos instalados no edifício. Como consequência, problemas que poderiam estar cobertos pela garantia acabaram sendo tratados como despesas de capital (CAPEX) não previstas.

"Às vezes, você escolhe o prestador de serviço mais barato, e ele não tem a qualificação necessária. Na hora que o problema aparece, o fornecedor diz: 'Esse mantenedor não foi treinado por nós, então a garantia não cobre'. Isso transforma uma situação que poderia ser simples em um grande custo adicional", explicou Morais.

Durante sua palestra, Fábio Morais também ressaltou que, em grandes projetos, os riscos são menores no estágio de desenvolvimento e instalação, pois os principais projetistas e instaladores costumam estar envolvidos. No entanto, os problemas começam a aparecer no médio e longo prazo, especialmente em edifícios com altas taxas de vacância. A falta de manutenção regular, combinada com a redução de pessoal qualificado, acaba encurtando o ciclo de vida útil dos sistemas de climatização e aumentando os custos operacionais.

"Um edifício pode ficar cinco anos com 20% de vacância, e isso leva à redução da manutenção e da contratação de equipes adequadas. Esse ciclo só vai encurtando, e o custo só vai aumentando", alertou.

Outro ponto levantado por Morais foi a importância de investir em manutenção preventiva para evitar problemas maiores no futuro. Ele mencionou que, muitas vezes, os gestores de edifícios subestimam a necessidade de manutenção contínua, optando por soluções paliativas e baratas que acabam custando mais caro a longo prazo. A falta de manutenção adequada não apenas compromete o desempenho do sistema de climatização, mas também pode afetar o conforto e a saúde dos ocupantes do edifício, além de aumentar os custos energéticos.

A palestra reforçou a importância de se investir em operação e manutenção de qualidade para garantir a eficiência e durabilidade dos sistemas de climatização em edifícios corporativos. A escolha de fornecedores qualificados, o treinamento adequado das equipes de manutenção e a implementação de práticas preventivas são essenciais para evitar problemas futuros e reduzir custos operacionais.

O evento mostrou que, embora o desenvolvimento e a instalação de sistemas de climatização sejam etapas críticas, a operação e manutenção contínua desempenham um papel igualmente importante na longevidade e eficiência desses sistemas.



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