Engetrail aposta em engenharia integrada para atender à demanda por execução de obras

Empresa atua em gestão de obras, fit-out, retrofit e intervenções em ambientes corporativos, industriais e hospitalares

Por Léa Lobo


Engetrail aposta em engenharia integrada para atender à demanda por execução de obras

Da esquerda para a direita: Junior Ledo e Evandro Porto. Foto: Divulgação


​A necessidade de transformar projetos em obras viáveis, com controle de prazos, custos e qualidade, abriu espaço para o fortalecimento da Engetrail no mercado brasileiro de engenharia e construção. Dirigida por Evandro Porto e Junior Ledo, a empresa busca atender organizações e escritórios de arquitetura que precisam de um parceiro especializado na execução dos projetos.

Com atuação em obras corporativas, industriais, hospitalares, de varejo e logística, a Engetrail oferece soluções que abrangem gestão de obras, fit-out corporativo e retrofit. A empresa ganhou um novo posicionamento de mercado a partir de 2025, com uma marca desvinculada da atuação em arquitetura. A estratégia permitiu estabelecer parcerias com diferentes escritórios, preservando a autoria dos projetos e concentrando a atuação da Engetrail na engenharia e na execução das obras.

Segundo seus diretores, essa separação ajuda a criar uma relação mais clara e colaborativa com arquitetos, projetistas e demais especificadores. Na prática, o escritório desenvolve a concepção arquitetônica e encontra na Engetrail uma empresa preparada para conduzir a construção, sem disputar a criação ou o relacionamento do parceiro com o cliente. “A criação de uma nova marca abriu muitas portas. Nosso negócio é construção e serviço”, explicam os executivos. O objetivo é funcionar como um braço de execução, transformando conceitos e projetos em espaços concluídos e prontos para operar.

Planejamento antes do canteiro

O modelo de trabalho da empresa parte do desenvolvimento ou da validação do projeto executivo, acompanhado por um cronograma compatível e um escopo definido antes do início da obra. A lógica é reduzir decisões improvisadas no canteiro e evitar retrabalhos, mudanças de última hora e custos não previstos. Na gestão das obras acompanham o processo do início ao fim, incluindo o controle de equipes, suprimentos, custos, qualidade e prazos. A empresa também destaca o uso da tecnologia BIM como apoio para melhorar a compatibilização dos projetos e dar mais previsibilidade à execução.

Entre os segmentos atendidos estão escritórios, indústrias, hospitais, varejo e operações de food service. Em seu portfólio, a companhia apresenta projetos realizados para marcas como Unimed, EstrelaBet, Boa Vista e Adidas. A lista institucional também menciona trabalhos para empresas como McDonald’s, Beam Suntory, Galvani, Credit Saison e Qintess.

Nas intervenções hospitalares, a execução exige cuidados adicionais para respeitar os protocolos das instituições de saúde e reduzir impactos sobre os serviços médicos. Isso envolve organização do canteiro, controle de ruídos, limpeza e planejamento das etapas de trabalho, especialmente quando a obra ocorre em uma unidade em funcionamento.

Mercado enfrenta margens menores e prazos maiores

Na avaliação dos diretores, o setor de construção enfrenta um período de forte pressão financeira. Empresas contratantes que anteriormente realizavam pagamentos em 15 ou 20 dias passaram, em muitos casos, a trabalhar com prazos de 60, 90 ou até 120 dias.

Para a construtora, porém, os investimentos começam antes do recebimento, pois é necessário mobilizar equipes, comprar materiais, contratar fornecedores e manter a operação durante a execução. A antecipação de recebíveis também se tornou mais onerosa diante das taxas de juros elevadas, consumindo uma parcela significativa da margem dos projetos. “O mercado está muito apertado. Há empresas que entram nas obras, mas não conseguem entregar, interrompem a execução ou abandonam o trabalho”, observam os executivos.

Esse cenário torna a capacidade financeira um critério tão importante quanto a competência técnica na seleção de fornecedores. Mais do que apresentar o menor orçamento, a empresa contratada precisa demonstrar estrutura para sustentar o fluxo de caixa da obra, gerenciar riscos e concluir o trabalho conforme o contrato. Para os profissionais de Facilities, Real Estate e Workplace, a situação reforça a importância de avaliar não apenas preço e prazo, mas também histórico de entregas, qualificação das equipes, planejamento de suprimentos, capacidade de mobilização e saúde financeira dos possíveis parceiros. Ao se posicionar como elo entre os projetos e a execução, a Engetrail pretende contribuir para preencher essa lacuna. “Existe uma demanda muito grande de escritórios que desenvolveram o projeto e perguntam quem vai executar?”, resumem os diretores.

Em um mercado marcado por cronogramas cada vez mais desafiadores, margens reduzidas e necessidade de manter as operações dos clientes em funcionamento, a capacidade de planejar, antecipar riscos e entregar o que foi contratado passa a ser um dos principais diferenciais das empresas de engenharia e construção.


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