Cacau Show entra no mercado de parques temáticos

Aquisição posiciona empresa em setor ascendente.

Por Mateus Murozaki

Cacau Show entra no mercado de parques

Foto: Canva.com/jana_lsb0

Em busca de expandir seu negócio para mercados em que ainda não tem participação marcante, a Cacau Show anunciou em fevereiro a compra do Grupo Playcenter, conhecido como um dos mais tradicionais no setor de parques de diversão.

A aquisição vai ao encontro de outros investimentos da Cacau Show: a franquia recentemente inaugurou uma megastore em Itapevi que conta com uma montanha-russa, um carrossel e um “trem-cinema”, além de um resort em Campos do Jordão, com uma segunda unidade sendo construída em Águas de Lindóia. Além disso, há a intenção de construir um parque de 2 bilhões de reais na cidade de Itu.

O valor da transação ainda não foi revelado. A compra dos ativos adiciona ao portfólio da Cacau Show não apenas o parque outdoor Playcenter, desativado desde 2012, mas também a marca Playland, centros de entretenimento presentes em diversos shopping centers ao redor do Brasil.

Alexandre Costa, CEO da empresa, comenta que “se os primeiros 35 anos da nossa história foram sobre a nossa paixão pelo cacau, os próximos 35 anos serão também sobre o show”. O empresário aponta que, além de uma empresa de experiências, a decisão de parar de vender seus produtos para supermercados e focar nas próprias lojas é um exemplo disso.

Mercado de parques no Brasil

O setor de parques, atrações turísticas e entretenimento no Brasil está em um crescimento estável. De acordo com dados do Panorama Setorial desenvolvido em conjunto pela Sindepat, Adibra e Noctua, o valor acumulado de investimentos feitos para 97 empreendimentos novos é de R$9,5 bilhões, totalizando R$15,5 bilhões em investimento total. Tais empreendimentos foram todos identificados no ano passado, apontando para um crescimento considerável do setor no pós-pandemia. O número identificado em 2023 foi de 755.

No ano passado, a estimativa é de mais de 180 mil empregos entre diretos, terceiros e indiretos; mais de 128 milhões de visitantes e mais de R$8,2 bilhões em faturamento. A área de Atração Turística é a que mais faturou no meio, representando 22,1% do total, com os FECs (centros de entretenimento familiares que oferecem atividades indoor) em segundo lugar, atingindo 21,6%, e os parques de diversão ou temáticos com 18,9%.

Tendo em vista tais números, não é de se espantar que o interesse de Alexandre Costa em se inserir nesse mercado com a Cacau Show. Por ora, não existem planos concretos sobre o que será feito com a marca Playcenter, mas o empreendedor já expressou a vontade de reabrir o parque outdoor fechado em 2012.


Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Data Center

BNDES amplia aposta em data centers nacionais com novo projeto de arquitetura modular

Financiamento de R$ 10,18 milhões para a ALGcom busca desenvolver uma solução brasileira capaz de reduzir em até 50% o tempo de implantação de data centers, em um momento de expansão da infraestrutura digital no país

Workplace

Licença-paternidade ampliada: o que essa mudança revela sobre os ambientes de trabalho?

A ampliação da licença-paternidade coloca um tema tradicionalmente tratado pelo RH dentro de uma discussão mais ampla sobre ocupação, experiência do colaborador e adaptação dos ambientes corporativos às novas formas de trabalho

Operações

CVM revê exigência para relatórios ESG e desloca discussão para a governança corporativa

Mudança na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários retira a obrigatoriedade da divulgação de informações de sustentabilidade a partir de 2026, mas pressão de investidores, financiadores e cadeias globais de valor tende a manter a agenda ESG no centro das estratégias empresariais

Workplace

Itaú amplia trabalho presencial para três dias. O híbrido está entrando em uma nova fase?

Nova política amplia a presença física para parte dos colaboradores e reforça uma tendência observada em grandes empresas: a discussão sobre trabalho híbrido começa a migrar da quantidade de dias no escritório para a gestão da cultura, da colaboração e da experiência dos times

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea