Afinal, onde estamos quando o assunto é workplace?
 

A palavra "gerenciamento" te impede de enxergar lacunas na operação?

Profissionais da Planoa comentam quais os aspectos negligenciados em operações de obras.

Por Mateus Murozaki

A palavra "gerenciamento" te impede de enxergar lacunas na operação?

Foto: Divulgação

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Em muitos dos casos, a resposta pode ser um “não, mas o Facility Manager é a pessoa mais adequada” e, no papel, não é difícil entender de onde vem essa ideia. Trata-se, afinal, do profissional mais familiarizado com as minúcias da operação e, num geral, aquele que mais está acostumado a lidar com gestão de recursos e imprevistos.

Obras corporativas, porém, são diferentes de operações de cotidiano, visto que não basta delegar tarefas para a construtora e deixar que ela resolva as questões por si só. É necessário uma atenção particular e um olhar estratégico próprio. Isso, somado às tarefas de operação regulares desses profissionais, pode resultar em experiências frustrantes e cheias de dores de cabeça para todos os envolvidos.

Gestão de Obras vs Gestão de Processos

De acordo com profissionais da empresa Planoa Gestão, empresa focada exclusivamente em consultoria de gerenciamento de projetos para implementação de ambientes corporativos, ao delegar as tarefas para uma construtora, um profissional deixa de fazer mais da metade da operação.

“Nossa vontade de fundar a empresa partiu muito de como a gente contratava esse tipo de trabalho no mercado. Acabava que era um trabalho que nos ajudava, porque era mais um par de olhos na obra, que estava vendo o que acontecia, só que a gente tinha muita atividade interna do processo, por um lado,  e tinha que cobrar muito desses fornecedores, então virava mais um cotovelo para a gente em termos de comunicação do que propriamente nos livrava de todo esse dia a dia que a gente tinha com relação a isso“, explica Luiz Felippe Silva, sócio-diretor da consultora.

De acordo com o profissional, 40% de uma obra acontece no local, enquanto os 60% restantes ocorrem internamente, envolvendo reuniões com a diretoria, elaboração de relatórios, análise de indicadores, alinhamento com compras, entre várias outras funções burocráticas e complexas que ocupam o tempo do gestor responsável.

A Planoa tem um foco nessa operação de projeto interna, com expertise das etapas que não só ajuda a traçar um plano estratégico para a execução das obras, como também livra o gestor de parte desse trabalho.

“Temos ótimos players no mercado corporativo, seja de arquitetura, seja de construção, então onde acontece o problema? O problema está justamente em buracos de escopo: o cliente não pediu direito, a construtora não entendeu ou achou errado,  depois vem change order lá na frente, esse budget vira dois budgets, tem um desgaste para o profissional de facilities…”, complementa Silva.

Ivan Mori, diretor técnico da empresa, também aponta uma confusão no termo “gerenciamento”, apontando que, por uma ideia generalizada em torno da palavra, acredita-se que apenas contratar cada parte separadamente já é o suficiente, considerando que cada uma faz o próprio gerenciamento, e não se atentam à lacuna deixada entre elas.

Por conta disso, a empresa prefere usar o termo “Client Rep PM”, ou “Representantes do Cliente em Project Management”, termo que, de acordo com eles, não é utilizado no Brasil.

Dificuldades da cultura de gestão de obras

De acordo com os diretores, a maior barreira que a empresa enfrenta hoje é a dificuldade de outros profissionais em compreender a importância de um gerente de projetos. Para isso, os diretores fizeram uma imersão de marketing pensando na melhor maneira de se apresentar à possíveis clientes.

Silva explica que muitas empresas, por uma questão histórica de evolução do mercado, tendem a colocar tudo de obra nas mãos dos fornecedores, devido à falta de profissionais com conhecimento técnico. Esse vão técnico entre o cliente e a construtora é o que a Planoa busca preencher.



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