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Aficionado por Inovação e Tecnologia

Cassio Pereira do MAM Rio de Janeiro, detalha a importância da área para o negócio do museu, enquanto instituição sem fins lucrativos, mas que precisa de recursos

Para ilustrar um pouco de como é a atividade de FM em museus, a revista InfraFM convidou Cassio Pereira, Gerente de Operações e Tecnologia do Museu de Arte Moderna – MAM, do Rio de Janeiro, para falar do seu dia a dia profissional. Cassio nos contou que é um aficionado por inovação e tecnologia e por isso iniciou carreira na área de Tecnologia da Informação, com sistemas e infraestrutura de rede, prestando consultoria em médias e grandes empresas nacionais e multinacionais. Disse que aprendeu e se desenvolveu muito ao trabalhar com excelentes profissionais e mentores nas empresas das Organizações Globo. Em 2013, o executivo aceitou um novo desafio que definiria o rumo da sua carreira: Coordenar a área de Operações e Tecnologia no então recém-inaugurado MAR - Museu de Arte do Rio de Janeiro, momento em que conheceu o universo de Obras de Arte, conservação e preservação de acervos museológicos, e bibliográficos, e toda infraestrutura e tecnologias envolvidas para manutenção de patrimônio tombado. E em 2020, foi convidado pelo Diretor Executivo do MAM Rio – Fabio Szwarcwald, a integrar a equipe e reformular a Gerência de Operações e Tecnologia. Acompanhe:

Quais foram os desafios e os caminhos para a implantação da sua área?
Primeiro foi necessário reestruturar a área de Operações e TI. Precisei literalmente “arregaçar as mangas” e fazer um benchmark a fim de descobrir os nossos principais desafios da instituição. Precisei implantar um Plano de Manutenção Predial e um cronograma de execução da manutenção, e realizar reformas estruturais, elétricas, e hidráulicas, para sairmos de um cenário de manutenções reativas, e mudarmos para uma proativa – preditiva, preventiva e corretiva. Também foi necessário coordenar todas as ações para finalmente viabilizar a execução do programa de eficiência energética, patrocinado pela Aneel/Light, para a instalação de uma usina fotovoltaica em toda laje do Museu, que trará uma economia no ano de até 60% na conta de energia. Além disso, para cuidar de todo o entorno do Museu, a fim de preservar o patrimônio e trazer segurança no acesso ao Museu, foi preciso criar pontes com as entidades públicas do entorno do Museu: IPHAN-RJ, as Secretarias da Prefeitura para preservação do meio ambiente, Assistência Social para pessoas em situação de rua, e o Aterro Presente. Todo este plano de ação e de melhorias contínuas está diretamente relacionado com a preservação dos nossos três tipos de acervos: Museológico, Documental e Fílmico.

Como está estruturada sua área?
A área de FM é constituída de uma equipe multidisciplinar, que atua na manutenção predial e conservação patrimonial, climatização, segurança patrimonial - CFTV, Segurança e Brigada, Tecnologia - help desk, sistemas e rede, Limpeza e Jardinagem, e no atendimento ao público.  Em 2020, a Gerência de Operações e Tecnologia reestruturou e assumiu todas as equipes das áreas supracitadas e direciona as atividades para a preservação da arquitetura do Museu, bem como a conservação dos nossos acervos de obras de arte. 

Quais são os maiores benefícios da sua área para os usuários?
Mesmo sendo um Museu privado, as ações do MAM Rio proporcionam o acesso a arte, cultura e educação, tanto no meio físico como em todas as nossas plataformas digitais - totalmente de graça! E para o acesso às exposições, implantamos um programa de contribuição sugerida. Ao adquirir o ingresso, o visitante pode contribuir se puder, e o quando desejar. Isto é a democratização de acesso à cultura, a arte e a informação. E em geral, o público fiel que consome Arte, contribui para visitar as exposições e mostras de cinema, e nos ajuda a manter este excelente programa. E desta forma conseguimos proporcionar um ambiente acolhedor, seguro, e confortável para colaboradores e visitantes do Museu.

Qual a importância da área para  o negócio fim do museu?
Nossa área de Facility Management é o pilar de sustentação para que as unidades de negócios consigam desenvolver e realizar as atividades de Educação, Arte e Cultura, Comunicação; e fazemos a convergência entre todas as áreas de Conservação e Preservação de acervos, documentação e filmes, Administrativo, Eventos, às Diretorias Executivas e Artísticas, para realização desses programas, curadorias e ações para a sociedade. Fornecemos a base para que todos os setores responsáveis consigam adotar as boas práticas de ESG - Ambiental, Social e Governança, na instituição.

Uma mensagem para os colegas da área sobre como podemos desenvolver ainda mais a atividade de FM no Brasil.
Além de manter o core business da empresa, o gestor da área de FM precisa buscar incansavelmente a inovação, tecnologia, e a melhoria contínua nos serviços. Este investimento potencializa o crescimento de sua empresa e quando aliadas às boas práticas de ESG, demostra a preocupação e a responsabilidade para o desenvolvimento da empresa e da sociedade ao seu entorno. Sobretudo neste momento, num cenário pós pandêmico, com a economia mundial ruída, onde todo e qualquer recurso precisa ser otimizado. As empresas que seguirem esta cultura, poderão fazer a diferença e se destacar no mercado. Ter a oportunidade de apontar para empresa algumas iniciativas como a emissão zero de carbono, energia limpa, água de reuso, e outras boas práticas para a sustentabilidade, contribuirão para o sucesso na gestão de FM.  


Cassio Pereira, Gerente de Operações e Tecnologia do Museu de Arte Moderna – MAM.

 

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