Quem decide primeiro, investe de forma mais inteligente
 

Novo nicho pode revolucionar o setor hospitalar

Um casamento perfeito impactando hospitais de grandes redes no Brasil e no Mundo.

Um novo nicho no mercado hospitalar

Foto: Divulgação

É fato que hospitais devem ser planejados para promover bem-estar e aconchego para seus residentes, e existem maneiras óbvias de alcançar esse objetivo. Arquitetura, higiene, segurança... os exemplos são diversos e já foram amplamente discutidos por profissionais do setor. No entanto, há um aspecto pouco reconhecido, mas que pode trazer diversos benefícios a um ambiente de saúde: o varejo.

Sim, a adição de comércios variados em um hospital pode não parecer a ideia mais comum, mas, comprovadamente, traz vantagens significativas para a gestão hospitalar, além de beneficiar visitantes, pacientes e colaboradores. Lincoln Aragoni, fundador da R2H (Retail to Hospital), é especialista na elaboração de planos de implementação de centros comerciais em unidades de saúde.

Seu primeiro projeto foi no Hospital Israelita Albert Einstein, onde trabalhou por mais de oito anos, cinco deles focados na manutenção da área de varejo. Aragoni explica: "Depois de toda essa experiência, decidi transformar isso em um negócio. Há seis meses, fundei a R2H com o objetivo de profissionalizar essa gestão dentro dos hospitais. Embora hoje seja comum encontrar cafeterias em hospitais, falta uma estratégia eficaz para a ocupação e exploração dos espaços. A R2H ajuda os hospitais a identificar e maximizar o potencial de seus espaços".

Os benefícios são variados. O principal deles é a ocupação de áreas subutilizadas dentro dos hospitais. Aragoni destaca que essa é uma barreira inicial a ser superada, já que muitos gestores acreditam não ter espaço suficiente para lojas. É uma questão de mostrar que o espaço existe, mesmo que esteja oculto.

Além disso, a melhoria na qualidade da experiência dos ocupantes é notável. Embora um hospital não seja o local onde se pensaria em abrir uma loja de conveniência, o fluxo massivo de visitantes cria uma demanda para esses serviços. Eles oferecem alternativas valiosas e ajudam a descomprimir a atmosfera hospitalar, geralmente pesada.

Aragoni também observa que, além de criar um novo nicho no mercado hospitalar, essa abordagem beneficia o setor varejista ao proporcionar novas oportunidades de operação e receita. Pelo fato de não haver custo por parte dos hospitais e da receita acessória considerável, não existe um grande risco financeiro.

No exterior, hospitais como John Hopkins e Northwestern Memorial já adotaram essa estratégia com sucesso. No Brasil, a ideia ainda está em fase inicial, mas Aragoni acredita que a conscientização sobre seus benefícios pode tornar a abordagem uma prioridade para mais instituições.

Se você se interessa pelo tema e deseja entender mais sobre o varejo hospitalar, não perca a palestra de Lincoln Aragoni no 10º Fórum InfraFM Hospitais & Ambientes de Saúde. Clique aqui para conferir a programação e fazer sua inscrição.


Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Workplace

O que muda quando diferenças culturais entram no projeto de um escritório

Na implantação da sede brasileira da Yuwell, Henrique Tso, gerente de Recursos Humanos para a América Latina, precisou conciliar referências da matriz chinesa com custos, fornecedores, prazos e formas de trabalho locais

Mercado

De Itaú a Amazon: quem ocupa os maiores escritórios de São Paulo

Itaú lidera a lista com 91,4 mil m² no Esther Towers. O ranking mostra onde estão as grandes empresas e por que áreas corporativas extensas se tornaram mais disputadas

Operações

Seu prédio usa água potável onde não precisa?

Nova resolução nacional define critérios para o reúso não potável e recoloca em debate onde essa água pode ser usada nos edifícios

Operações

Mercado Livre terá a maior locação de galpão do Brasil. Como manter 464 mil m²?

O novo complexo próximo a Viracopos ajuda a explicar por que, em ativos logísticos de grande escala, manutenção deixa de ser uma lista de ordens de serviço e passa a ser gestão de risco operacional

Mercado

Itaú ocupa 91 mil m² e recoloca o longo prazo no centro da estratégia imobiliária

A maior locação corporativa já registrada no segmento especulativo no Brasil ocorre quando políticas híbridas amadurecem e grandes áreas de alto padrão ficam mais escassas em São Paulo

Operações

Microsoft trata água no próprio campus e reduz dependência da rede pública

Projeto em Mountain View integra reúso, águas pluviais e operação predial e mostra como a resiliência hídrica começa a entrar no desenho dos grandes campus corporativos

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea