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Incêndios estruturais ainda preocupam

Monitoramento diário de ocorrências de incêndios no país em janeiro de 2023 apresenta alta de mais de 12% em relação ao mesmo período no ano passado.

Incêndios estruturais ainda preocupam

Foto: canva.com / nopparatk

As notícias de incêndios estruturais começaram o ano em alta. É o que revela levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no país. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 214 ocorrências de incêndios estruturais em janeiro deste ano, representando alta de 12,7% ante ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registradas 190 notícias. 
 
Os números representam uma alta progressiva em comparação com janeiro de 2021 e 2020, quando foram capturadas 157 e 92 reportagens, respectivamente. "O ano já começa com elevada quantidade de ocorrências de incêndio pelo país. Temos acompanhado casos em shoppings, indústrias, teatros, hospitais e outras edificações. Sabemos que esses incêndios tradicionalmente acontecem por problemas de qualidade de equipamento, falta de manutenção, erros de projetos e de instalação, problemas de treinamento da mão de obra e falta de interesse, de modo geral, dos proprietários na proteção contra incêndio, que fazem somente o mínimo necessário para ser aprovado pelos bombeiros", diz Marcelo Lima, consultor do ISB. 
 
Os sinistros contabilizados são os chamados "incêndios estruturais", ou seja, aqueles que poderiam ter sido contornados com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências. 
 
A legislação de prevenção e combate a incêndios é estadual e está atualizada. A de São Paulo é uma das mais avançadas do país e serve de modelo para grande parte do Brasil. "A questão está em aplicá-la corretamente", explica Marcelo Lima. 
 
"O estado exige a instalação de sistemas de incêndio, mas não faz qualquer exigência quanto ao nível de qualidade dos equipamentos. Não há certificação, exceto para extintores. Com isso, temos sistemas instalados por todo o Brasil que atendem plenamente à legislação, mas que provavelmente não funcionarão e isso só será descoberto no pior momento, durante uma ocorrência de incêndio", conclui Lima. 
 
Uso de sprinklers ainda é tímido 
Em pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos junto a empresas multinacionais e de capital nacional com mais de 250 funcionários a pedido do ISB, revelou que o grau de adoção de sprinklers nas empresas é baixo. Apenas 36% das 300 companhias entrevistadas pelo Ipsos disseram contar com sistemas deste tipo em suas instalações. 

O levantamento mostrou ainda que apenas 14% das entrevistadas disseram contar com sistema deste tipo em todas as suas unidades e 22% declararam contar com o sistema em apenas algumas unidades operacionais. 

O estudo detectou que o uso de sprinklers é maior entre as multinacionais. 48% das empresas estrangeiras, com operações no país, ouvidas pelo levantamento, disseram ter sprinklers em suas operações. Entre as empresas nacionais, o índice é de 34%. 

O porte também influi na aderência a este tipo de tecnologia. O índice de uso sprinklers em empresas com mais de 500 funcionários é de 45%. Entre empresas menores, com 250 a 499 funcionários, o percentual é de 28%. 



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