Onde encontrar benchmarking para Facilities no Brasil?

Em um setor cada vez mais pressionado por eficiência, tecnologia, ESG e experiência do usuário, a troca estruturada de práticas entre empresas se tornou uma das ferramentas mais valiosas para acelerar resultados e evitar erros já conhecidos pelo mercado

Por Redação

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Todo gestor de Facilities já enfrentou a mesma dúvida em algum momento: como saber se uma operação está realmente performando bem?

Indicadores internos ajudam a medir evolução, mas existe um limite para análises feitas apenas dentro da própria organização. É justamente nesse ponto que o benchmarking ganha relevância. Comparar processos, tecnologias, contratos, estruturas organizacionais e modelos de gestão com outras empresas permite identificar oportunidades de melhoria que dificilmente seriam percebidas de forma isolada.

O conceito não é novo. Um dos casos mais conhecidos remonta à Xerox, que nos anos 1980 estruturou programas formais de benchmarking para entender por que concorrentes conseguiam operar com custos menores e maior eficiência. Desde então, a prática se consolidou em diversos setores como instrumento de aprendizado organizacional.

Hoje, a lógica se expandiu para áreas como Facilities, Property, Workplace, manutenção, energia, mobilidade corporativa, contratos, ESG e experiência dos usuários.

O benchmarking deixou de ser comparação de indicadores
Durante muitos anos, benchmarking era associado principalmente à comparação de métricas. Custo por metro quadrado, consumo de energia, índice de manutenção corretiva, ocupação de espaços e níveis de satisfação estavam entre os principais parâmetros utilizados.

Esses indicadores continuam relevantes, mas a troca entre empresas passou a incluir aspectos mais amplos. O relatório IFMA Trends Report 2025 aponta que inteligência artificial, análise de dados, eficiência energética, sustentabilidade e experiência dos ocupantes estão entre as prioridades emergentes para líderes de facilities em todo o mundo. O estudo também destaca a crescente integração entre tecnologia predial, operação e tomada de decisão baseada em dados.

Na mesma direção, o relatório What Occupiers Want 2025, da CoreNet Global, mostra que empresas passaram a priorizar flexibilidade imobiliária, modelos híbridos de trabalho, eficiência operacional e qualidade da experiência dos colaboradores na definição de suas estratégias de ocupação.

Já o estudo Global Human Capital Trends, da Deloitte, aponta que líderes empresariais vêm ampliando investimentos em tecnologia, desenvolvimento de competências, bem-estar e resiliência organizacional para responder a ambientes cada vez mais complexos e dinâmicos.

Em conjunto, esses relatórios sugerem que a agenda dos gestores deixou de estar concentrada apenas em manutenção, contratos e infraestrutura. Temas como inteligência artificial, digitalização de processos, experiência dos colaboradores, ESG, eficiência energética, gestão de fornecedores e resiliência operacional passaram a fazer parte das discussões estratégicas das organizações.

Por que as visitas técnicas continuam sendo relevantes?
Apesar da quantidade crescente de estudos, webinars e relatórios disponíveis, a observação direta continua sendo uma das formas mais eficazes de aprendizado operacional. Visitar uma operação permite observar aspectos que raramente aparecem em apresentações ou documentos. Fluxos de trabalho, integração entre equipes, tecnologias aplicadas, soluções de manutenção, sistemas prediais, modelos de governança e experiências dos usuários costumam ficar mais evidentes quando vistos em funcionamento.

Essa lógica explica por que programas de visitas técnicas continuam presentes em congressos, associações e fóruns executivos ao redor do mundo.

Para profissionais de Facilities, a oportunidade de conhecer ambientes de alta complexidade pode gerar insights aplicáveis em diferentes segmentos. Um aprendizado obtido em um data center, por exemplo, pode influenciar decisões em hospitais, indústrias, escritórios corporativos ou operações logísticas.

Onde encontrar benchmarking para Facilities no Brasil
No Brasil, um dos principais pontos de encontro para essa troca de experiências acontece durante o Congresso InfraFM. Além das palestras e painéis, o evento se consolidou como um ambiente de relacionamento entre gestores responsáveis por algumas das maiores operações corporativas do país, reunindo profissionais de segmentos como indústria, tecnologia, serviços financeiros, saúde, varejo, logística, telecomunicações e infraestrutura crítica.

Um dos destaques da edição de 2026 é o programa de visitas técnicas, que permite aos participantes conhecer operações em funcionamento e trocar experiências diretamente com as equipes responsáveis pela gestão dos ambientes. Os participantes Full Congress puderam conhecer de perto operações como Ascenty (Data Center), Azul, Bradesco, Insper, Lenovo, Nestlé, Ouro Safra, Roche, Trane e Vivo Telefônica. 

Cada uma dessas operações representa desafios distintos de gestão. Enquanto ambientes financeiros exigem altos níveis de segurança, continuidade operacional e governança, data centers trabalham com disponibilidade crítica, eficiência energética e redundância. Já empresas de tecnologia, telecomunicações e indústria apresentam demandas específicas relacionadas à experiência dos usuários, infraestrutura predial, manutenção, sustentabilidade e inovação.

Mais do que observar instalações, as visitas oferecem a oportunidade de compreender decisões de gestão, modelos operacionais e soluções adotadas por organizações que enfrentam desafios semelhantes em diferentes escalas.

Como construímos este material
Esta matéria foi desenvolvida com base em estudos e publicações de organizações como IFMA, CoreNet Global, Deloitte e outras entidades ligadas à gestão de ambientes corporativos, além de informações oficiais do Congresso InfraFM 2026 sobre seu programa de visitas técnicas. Caso identifique alguma inconsistência ou queira sugerir novas pautas, entre em contato pelo e-mail [email protected].


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