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Workplace Arquitetura lança Workschool e aplica neuroarquitetura ao setor educacional brasileiro

Workplace lança frente dedicada ao setor educacional, aplicando neuroarquitetura, biofilia e experiência do usuário a projetos de escolas e universidades em sintonia com os desafios da Educação 4.0

Por Léa Lobo

Workplace Arquitetura lança Workschool e aplica neuroarquitetura ao setor educacional brasileiro

Nova frente, liderada por Michele Ortunes, une expertise corporativa a projetos de escolas e universidades em momento de transformação da Educação 4.0.

A Workplace Arquitetura Corporativa, uma das principais referências brasileiras em projetos de ambientes de trabalho, anuncia o lançamento da Workschool, sua nova frente dedicada exclusivamente ao setor educacional. A iniciativa surge em um momento de aceleração do mercado de arquitetura para aprendizagem, impulsionado pela Educação 4.0, modelos híbridos pós-pandemia e pela evidência científica de que o espaço físico influencia diretamente o desempenho cognitivo, emocional e o senso de pertencimento dos estudantes.

Mercado em transformação com evidências científicas e dados
​Estudos consolidados demonstram que o design do ambiente físico impacta diretamente os resultados educacionais. A pesquisa seminal “Clever Classrooms”, conduzida pelo professor Peter Barrett e sua equipe na Universidade de Salford (Reino Unido, 2015), comprovou que o design da sala de aula pode aumentar o progresso de aprendizagem dos alunos em até 16%. Fatores como iluminação natural, qualidade do ar, acústica e flexibilidade espacial são determinantes para o desempenho cognitivo.

Pesquisas mais recentes reforçam essa tese. Um estudo publicado em 2022 na revista Building and Environment (Elsevier) mostrou que espaços com elementos de design biofílico (presença de plantas, luz natural e vistas para a natureza) podem melhorar a atenção sustentada e reduzir o estresse em até 15% entre estudantes. No Brasil, o relatório “Infraestrutura Escolar e Aprendizagem” do INEP/MEC (2023) aponta que a qualidade da infraestrutura permanece como um dos principais fatores associados à variação no desempenho dos alunos na Prova Brasil e no ENEM.

O mercado reflete essa demanda. Segundo a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), o setor privado de educação superior movimenta mais de R$ 80 bilhões anuais, com crescimento acelerado de instituições que buscam diferenciação por meio da experiência do aluno.

Globalmente, o relatório The State of Organizations 2023, da McKinsey, revelou que cerca de 90% das organizações adotaram modelos híbridos de trabalho, impulsionando a necessidade de reconfiguração de espaços físicos para suportar experiências de aprendizagem flexíveis e híbridas, tendência que se mantém forte no Brasil com a expansão de escolas premium e universidades que investem em “learning experience design”.

Do corporativo para o educacional com profundidade estratégica
A Workschool traz a proposta de aplicar ao universo educacional a mesma metodologia estratégica que a Workplace utiliza há anos em projetos corporativos de grande porte: integração profunda entre arquitetura, operação, cultura organizacional e experiência do usuário. A nova frente será liderada por Michele Ortunes, arquiteta, professora universitária e especialista em facilities e infraestrutura educacional, com sólida trajetória em gestão acadêmica, desenvolvimento de espaços de aprendizagem e processos de avaliação ligados ao Ministério da Educação.

Thais Trentin, fundadora e CVO da Workplace, explica o movimento: “Quando falamos com uma empresa sobre escritório, debatemos sobre o que ela quer viver, qual cultura quer construir e que impacto quer gerar nas pessoas. Cada escola é um clã, uma comunidade, uma tribo. A escola é o primeiro ambiente corporativo do ser humano — é ali que aprendemos a conviver, colaborar e pertencer, antes mesmo de entrar em uma empresa. Se o ambiente é cultura em estado sólido, é na escola que essa cultura começa a ganhar forma.”

Michele Ortunes detalha a visão prática: “O espaço educacional participa da formação. Para a pessoa que está na sala de aula, o que ela precisa de infraestrutura? Vai desde uma cabine primária que precisa estar funcionando até a canetinha carregada para que o professor consiga dar aula. É o básico do básico, e tudo tem que funcionar. O espaço precisa entregar o que a instituição vende: inovação, excelência, pertencimento. Quando isso não ocorre, perdemos oportunidade de alinhar ambiente e propósito pedagógico.”

Escola como primeiro drive relacional e coletivo
Para Michele, a discussão transcende o layout do projeto. O ambiente educacional pode e deve contribuir para segurança psicológica, pertencimento e desenvolvimento integral. “Se queremos um futuro melhor para nossas crianças, precisamos começar agora. A escola é esse primeiro drive, é relacional, é coletivo”, afirma.

A Workschool atende o mercado defendendo que projetar escolas, universidades e centros de aprendizagem requer repensar modelos em declínio e exige domínio técnico somado a sensibilidade para compreender comportamentos, gerações e novas formas de acesso ao conhecimento.


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