Fale com a nossa equipe e vamos garantir a sua participação
 

Como a Sicredi Vale do Piquiri Abcd e PR/SP estrutura agências e fortalece regiões em São Paulo

Com planejamento de infraestrutura, seleção estratégica de imóveis e obras em ritmo acelerado, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd e PR/SP amplia sua presença em São Paulo por meio de um modelo integrado de implantação de unidades

Por Léa Lobo

Como a Sicredi Vale do Piquiri Abcd e PR/SP estrutura agências e fortalece regiões em São Paulo

Foto: Divulgação


Com planejamento de infraestrutura, escolha estratégica de imóveis e obras em ritmo acelerado, a cooperativa amplia sua presença na capital paulista.

O avanço das cooperativas de crédito no Brasil tem impulsionado um movimento de expansão física das instituições financeiras, com abertura de novas agências e fortalecimento da presença regional. Nesse cenário, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP vem ampliando sua atuação na capital paulista por meio de um modelo estruturado de implantação de unidades, que combina planejamento de infraestrutura, escolha estratégica de imóveis e obras executadas em prazos reduzidos.

A cooperativa está presente em 43 municípios do Paraná e em oito municípios de São Paulo, incluindo a capital paulista e o Grande ABC, e soma atualmente 100 agências, mais de 283 mil associados e cerca de 1.700 colaboradores. O crescimento acompanha a expansão do sistema Sicredi, que reúne mais de 10 milhões de associados, cerca de 3 mil agências e aproximadamente 51 mil colaboradores distribuídos em 100 cooperativas pelo país.

Transformar essa estratégia de crescimento em unidades, no entanto, exige um trabalho que vai muito além da abertura de novos endereços. O processo envolve planejamento de infraestrutura, gestão patrimonial, articulação com fornecedores, regularizações legais e execução de obras em prazos reduzidos.

Expansão com método e relacionamento
Na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, essa operação é conduzida pela área de Patrimônio e Serviços, responsável por coordenar desde a escolha dos imóveis até a entrega final das agências.

À frente da área está Henrique Mayer de Paula, coordenador responsável pela expansão e manutenção das unidades na capital paulista e no ABC. Aos 38 anos, ele soma 16 anos de trajetória na cooperativa, com experiência nas áreas de controladoria, gestão de projetos e infraestrutura.

Formado em Administração com ênfase em Finanças e pós-graduado em Gestão de Projetos, Henrique coordena frentes que incluem projetos arquitetônicos, obras, compras, regularizações legais, segurança e gestão de facilities.

Mais de 30 agências tiveram participação direta dele, desde a definição do imóvel até a entrega final. “Cuidamos da expansão, das obras, dos projetos, das compras, da manutenção, das questões legais e da segurança. É uma operação completa, que exige planejamento e gestão constante de relacionamento”, afirma.

Apesar da abrangência das atividades, a estrutura interna é enxuta. Grande parte das etapas é executada por empresas parceiras que atuam de forma integrada à equipe da cooperativa. O modelo busca transformar fornecedores em extensões da área de Patrimônio e Serviços.

Para garantir eficiência e padrão de qualidade, a cooperativa mantém critérios rigorosos de seleção e acompanhamento de fornecedores, avaliando saúde financeira, regularidade fiscal, certificações técnicas e cumprimento de normas de segurança.

Além dos processos formais, o relacionamento direto também faz parte da estratégia. Henrique mantém encontros periódicos com fornecedores para alinhar expectativas e discutir melhorias.

Outro diferencial é a troca constante de experiências entre as cooperativas do sistema Sicredi. Profissionais da área de patrimônio compartilham fornecedores, soluções e boas práticas, adaptando estratégias às características de cada região.

Escolha dos imóveis e implantação
Na capital paulista, um dos principais desafios está na escolha dos imóveis. A estratégia prioriza pontos de grande visibilidade, geralmente em avenidas ou áreas comerciais consolidadas.

A busca por esses espaços exige um trabalho intenso de campo. A equipe percorre bairros, conversa com comerciantes e coleta informações diretamente no entorno para identificar oportunidades de instalação das agências. Segundo ele, até padarias acabam funcionando como centros informais de inteligência territorial.

Depois da definição do imóvel, inicia-se uma nova etapa que envolve licenças, regularizações, negociações com concessionárias e adaptações estruturais.

Mesmo com planejamento detalhado, imprevistos durante a obra são comuns. Estruturas ocultas, infiltrações ou limitações construtivas podem exigir ajustes ao longo da execução. O prazo médio de implantação de uma agência varia entre 60 e 90 dias, um cronograma que exige organização rigorosa e acompanhamento constante das equipes envolvidas.

Nos últimos anos, a área também passou a utilizar ferramentas tecnológicas para gestão de facilities. Um sistema especializado registra ocorrências, acompanha chamados de manutenção e monitora prazos de atendimento nas unidades. Para Henrique, porém, tecnologia não substitui presença. “Gestão de obra exige proximidade. Estar no local, conversar com as equipes e tomar decisões rápidas faz diferença”, destaca.

Ao final de cada implantação, ele enxerga mais do que uma nova agência. “São projetos que vão ficar por muitos anos. Passar pelo local depois e lembrar que você participou daquela construção tem um significado enorme”, afirma.

Engenharia, planejamento e execução acelerada
Se o planejamento começa na área de Patrimônio e Serviços, a transformação dos imóveis em agências depende da execução das obras. Nesse momento entra a atuação da M2A Engenharia, responsável por grande parte das implantações do Sicredi em São Paulo.

A empresa, dirigida por Milton Amaral, já participou da execução de 37 das 43 agências implantadas na capital paulista e no ABC, além do escritório regional na Avenida Paulista e de quatro unidades no estado do Paraná.

A parceria teve início em 2016, com a construção da agência da Avenida Paulista. Desde então, a empresa passou a atuar diretamente nas novas implantações e na estruturação da presença física da cooperativa na região.

Entre os projetos de maior escala está um plano de expansão que resultou na inauguração de 17 agências em apenas sete meses.

À frente das obras está Fabiano Bastos, gerente de obras da M2A. Engenheiro de 46 anos, com mais de 20 anos de experiência na construção civil, ele coordenou a expansão do escritório regional e a entrega das últimas unidades inauguradas.

Para cumprir o cronograma, as obras foram organizadas em frentes simultâneas distribuídas pela capital. Cada projeto conta com engenheiro responsável, encarregado, técnico de segurança e equipes especializadas. A logística exige cronogramas, já que diversos prestadores de serviço atuam em mais de uma obra ao mesmo tempo.

Além dos desafios técnicos, a execução também precisa considerar as particularidades urbanas da cidade. Obras em regiões centrais podem exigir retirada noturna de entulho, enquanto áreas residenciais impõem restrições de ruído e convivência com vizinhos.

Outro desafio recorrente é a necessidade de adaptar projetos durante a execução. Mesmo após vistoria técnica detalhada, a realidade do imóvel pode exigir ajustes, como estruturas imprevistas ou limitações construtivas. A proximidade entre construtora, escritório de arquitetura e Sicredi facilita essas decisões. Reuniões frequentes nas obras com os times de arquitetura responsáveis pelos projetos, construtora e cliente permitem alinhar soluções rapidamente e manter o cronograma sob controle.

A escassez de mão de obra especializada na construção civil também impacta o setor. Para lidar com esse cenário, a empresa trabalha com planejamento antecipado de equipes e adapta soluções construtivas conforme a disponibilidade de profissionais.

Mesmo diante dessas limitações, Fabiano afirma que a parceria com o Sicredi tem permitido entregas consistentes. Para ele, o diferencial está no modelo colaborativo adotado nos projetos. “Você pega um espaço que muitas vezes não tem nenhuma característica definida e, em poucos meses, entrega uma agência completa, pronta para operar. É esse processo de transformação que dá sentido ao nosso trabalho”, complementa.

O resultado desse trabalho conjunto reforça a presença da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP na cidade e evidencia um processo que combina planejamento, engenharia e gestão para sustentar a expansão da cooperativa.

Cada agência inaugurada representa mais do que um novo ponto de atendimento. É a materialização de uma estratégia de crescimento que conecta infraestrutura, cooperação e desenvolvimento local.


Veja mais conteúdos

Conteúdos que gostaríamos de sugerir para a sua leitura.

Líderes de audiência

Operações

BIM na operação predial ainda avança mais na teoria do que na prática no Brasil

Estudo revela que falhas de interoperabilidade e integração limitam o potencial do BIM na gestão predial

Carreira

Desgaste entre gestores liderou queda global de engajamento, aponta Gallup

Dados do State of the Global Workplace 2025, publicado pela Gallup, indicam que a queda do engajamento nas empresas esteve concentrada em cargos de liderança, com impacto direto sobre produtividade e desempenho organizacional

Carreira

Washington Botelho é o novo CEO da JLL para o Brasil

Nomeação de liderança estratégica fortalece posição no mercado e integração regional

Carreira

Início da nova Reforma Tributária gera incertezas e acende alerta no setor de facilities services

Modelo de IVA Dual deve impactar custos, contratos, sistemas e estratégia das prestadoras de serviços, avalia a Febrac

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa