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Outsourcing of Things: está na hora de terceirizar minha infraestrutura de TI?

Nos últimos dois anos, as estratégias de transformação digital se mostraram fundamentais para a sobrevivência dos negócios

Nos últimos dois anos, as estratégias de transformação digital se mostraram fundamentais para a sobrevivência dos negócios. Dentre as tendências tecnológicas impulsionadas, o mercado de outsourcing de TI ganhou bastante atenção nesse período e, ao que tudo indica, será cada vez mais solicitado.

Para se ter ideia do potencial desse mercado, uma pesquisa da TIC Empresas, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada em julho desse ano, revela um aumento total ou parcial na adesão da terceirização da estrutura de tecnologia da informação (TI) e do outsourcing of things no ambiente corporativo. O levantamento aponta uma aderência de 60% das pequenas empresas, 63% das médias e 67% das grandes.

Na prática, o outsourcing de TI nada mais é do que a terceirização de serviços, soluções e infraestrutura de TI. Entre esses serviços, podem estar inclusos fornecimento de profissionais especializados, desenvolvimento de inovações estratégicas e tecnológicas, gerenciamento e manutenção da infraestrutura, entre outros. Um exemplo que observamos bastante durante a pandemia, e que continua até hoje, foi o movimento de migração para o home office, onde muitas empresas recorreram ao aluguel de máquinas e outras soluções para apoiar seus colaboradores.

À medida que as organizações de TI aceleram suas iniciativas digitais em escala, seus relacionamentos com provedores de serviços de TI se tornam mais importantes. O outsourcing não é mais apenas uma alavanca para serviços de tecnologia mais rápidos e baratos, mas um parceiro fundamental para impulsionar o crescimento dos negócios, melhorar a experiência do cliente e obter vantagem competitiva. Trata-se de uma utilidade capaz de facilitar a rotina de uma organização adepta da transformação digital ou em vias de adotá-la. 

Se pararmos para analisar o cenário atual, com a chegada do 5G e as possibilidades disponíveis a partir dessa tecnologia, as companhias têm tido a necessidade de garantir uma estrutura de TI adequada que entregue velocidade, consistência e baixa latência a um valor razoável de investimento. Isso porque o outsourcing mostra-se relevante para a discussão à medida em que encabeça uma ótima oportunidade de se priorizar a conectividade no espaço interno e abraçar a tecnologia de modo seguro e assertivo, sem surpresas desagradáveis e prejudiciais.

E, em um momento em que as empresas estão lutando para encontrar e manter talentos digitais, os terceirizados estão se tornando muito mais essenciais para fornecer os tipos de habilidades que a TI corporativa precisa hoje. Muitas startups de tecnologia despontaram diante desse cenário, se aliando a players de mercado para oferecer toda a infraestrutura necessária, de forma a unir metodologia ágil com o conhecimento técnico, mostrando que o caminho para uma retomada de sucesso com certeza deve se apoiar na integração da tecnologia e da terceirização como pilares para conquista de vantagens competitivas essenciais para o resultado final.

Tão importante quanto realizar a transição ao digital, é ter a certeza de que os benefícios extraídos da inovação serão utilizados com inteligência e eficácia. Apoiar os procedimentos com uma infraestrutura flexível e conectada é um diferencial indiscutível nos dias de hoje, e o outsourcing vai ao encontro dessa necessidade, oferecendo meios de se alavancar os negócios.

*Pedro Al Shara é CEO da TS Shara, fabricante nacional de nobreaks e estabilizadores de tensão

Foto: Divulgação




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