LOCKDOWN: UMA CRISE de CADA VEZ

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LOCKDOWN: UMA CRISE de CADA VEZ

Uma reflexão sobre como o fechamento pode ser pensado pelos profissionais de Facilities Management

Por Alberto Gonçalves dos Reis*

Houve em algum momento que, todos os profissionais, independentemente de suas atribuições, se preparassem para tanto tempo longe de suas atividades? Provavelmente não.

As empresas se adaptaram e buscaram de alguma forma se organizar para uma nova realidade. Sim, pessoal, é cíclico e estar atento a toda e qualquer possibilidade está no DNA de muitas lideranças: a construção de cenários.

Trabalhar com probabilidades e possibilidades contribuem, de forma substancial, a pensar no dia seguinte, nas semanas posteriores e como mudar o modelo de agir de uma empresa.

Muito comum nas organizações, por critérios de negócios ou prioridades, mudar planejamento é uma tônica que adotamos como profissionais em Facility Management: mudança de um projeto, seja por prioridade ou por estratégia de mercado eles serão mudados.

Agora nos deparamos com uma nova realidade: dentro de uma pandemia global passamos por condições adversas que nos colocam à prova diariamente: a mudança de planejamento. No entanto precisamos entender esse novo conceito.

Longe de uma solução aparente, a pandemia nos mostrou que a essência de um pensamento organizado pode fazer com que as organizações mostrem, mais uma vez, que o senso de responsabilidade com os negócios e com a vida são importantes.

Em cada etapa pode ocorrer um novo planejamento. Se temos os cenários para situações em risco, ótimo. Caso não tenhamos, a recomendação é que as empresas e seus comitês possam discutir e analisar à exaustão o senso de parceria e entendimento.

Os conceitos e as alternativas relacionadas à pandemia são infinitos: quarentenas, restrições de serviços, de acesso de pessoas e, a última, tão conhecida e já aplicada em algumas condições estão em nossa porta: a restrição total ou parcial, ou seja, o lockdown.

Não estamos aqui para julgar as condições ou estabelecer um senso crítico. Buscamos mais uma vez nortear as nossas idéias e avaliarmos os impactos que uma ação dessa pode significar dentro do ambiente dos profissionais de Facilitiy Management.

Como não existem regras pré-estabelecidas, o lockdown atinge a todos, sem exceção. Então perguntas que ficam no ar e colocaremos um ponto de vista como possível solução:

1) Como será a ação de um site crítico como ambientes de Data Center, que implicam em análise remota, em caso de necessidade de deslocamento ao local dentro de um horário em lockdown?

2) Como ficará o deslocamento de equipes responsáveis por limpeza, sanitização e manutenção em horários restritos?

3) E as equipes de manutenção volante, que atuam fora dos horários de expediente, garantindo o bom e pleno funcionamento das agências, lojas e outras áreas de atuação, que operam na madrugada?

4) Empresas de segurança que realizam monitoramento presencial com equipes de apoio a operações?

5) Atendimentos emergenciais de qualquer natureza?

Sim, temos outras áreas, principalmente a saúde que está trabalhando em seu limite e um lockdown certamente vai exigir ainda mais disponibilidade das pessoas.

Sim, ambientes de logística e cadeia de alimentos que circulam por todo o Brasil e que serão impactados, desde a disponibilidade ao seu consumidor final.

Sim, nossa capacidade de produção, recebimento, estocagem, distribuição, não se limitando a armazéns logísticos e portos e aeroportos.

Independentemente de se aplicar as regras e analisar toda a capacidade econômica do Brasil o lockdown precisa ser "pensado" por nós, profissionais de Facilities Management. Algumas formas de realizarmos essas demandas:

- Avaliar as condições de sua operação e analisar a aplicação de equipes residentes, mesmo que temporariamente, nas atividades críticas;

- Manter uma excelente linha de comunicação com seus prestadores de serviços, avaliando a possibilidade e a disponibilidade de se flexibilizar jornadas de trabalho, pensando na sua capacidade de operação como também na disponibilidade de serviços públicos (ônibus, metrô, trem, VLT, dentre outros) para seus colaboradores;

- Entender o seu foco de negócio e os impactos que um eventual não atendimento ocorra, um não cumprimento de um SLA e quais são os prejuízos que essa condição pode acarretar (nesse ponto sugerimos a leitura do contrato de prestação de serviços, envolvendo as áreas objetos dessa demanda específica e o departamento jurídico da empresa);

- Avaliar internamente eventuais seguros previstos para determinados produtos ou atividades que possam ser impactadas em caso de não atendimento (condições internas e impactos a clientes externos);

- Avaliar todo o seu plano de contingenciamento de serviços (combustível para geradores, monitoramento de no-breaks, reservatórios de água potável e demais utilidades).

- Manter, dentro de sua matriz de comunicação, um critério de comunicação eficaz com o Poder Público. As emergências ocorrem, e o deslocamento de equipes pode ser prejudicado e as regras não estão bem definidas para as prioridades.

Sendo assim, nós, profissionais de Facility Management, continuaremos na vanguarda de nossas atribuições, pensando em todos os aspectos, e em todos os sentidos para buscarmos o melhor, seja para a nossa empresa como ainda para as pessoas.

E não paramos por aqui. Em situações de crise tudo pode acontecer. Precisamos apenas entender o que pode ocorrer, construir cenários e  sairemos - cada vez mais fortes - dos desafios que enfrentamos diariamente.

*Alberto Gonçalves dos Reis possui mais de 30 anos de experiência em Gerenciamento e Administração de Serviços; MBA Executivo em Gestão Estratégica de Negócios, com sólida experiência em implantação e gerenciamento e implantação de ambientes de Facilities, projetos em gestão de propriedades em múltiplas empresas e implantação de serviços terceirizados. Atua também como professor universitário e palestrante nas áreas de Facilities, Sustentabilidade, Gestão de Pessoas, Gerenciamento de Crises e Cadeia de Suprimentos. [email protected]

Foto: Divulgação

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