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Escritório volta a ganhar tração, mas em nova lógica de ocupação, mostram dados da Deskbee

Levantamento indica avanço do uso presencial dos espaços corporativos, com crescimento nas reservas de estações de trabalho, vagas de estacionamento e demandas de suporte à operação

Por Léa Lobo

Escritório volta a ganhar tração, mas em nova lógica de ocupação, mostram dados da Deskbee

Foto: Divulgação


​A volta ao escritório está acontecendo, mas não exatamente nos moldes de antes da pandemia. Em vez de um retorno linear ao modelo tradicional, o mercado corporativo passa a adotar uma ocupação mais estratégica, apoiada em dados, tecnologia e novas rotinas de uso dos espaços.

Em São Paulo, a taxa de desocupação de escritórios corporativos de alto padrão apresentou queda consistente ao longo de 2025. Segundo levantamento do Secovi-SP em parceria com a CBRE, houve recuo de 2,3% no período, em uma análise que acompanha cerca de 8,7 milhões de metros quadrados disponíveis para locação em empreendimentos Classe A e Triple A. O movimento sugere que o reaquecimento dos escritórios não está relacionado apenas à assinatura de novos contratos, mas também a estratégias como renegociações, consolidações de operações e revisão do uso dos ambientes.

Mais do que um ajuste imobiliário, essa mudança já aparece na rotina das empresas. Dados da Deskbee, plataforma brasileira de gestão de espaços corporativos, apontam que entre o primeiro e o segundo semestre de 2025 houve crescimento nas reservas de estações de trabalho e vagas de estacionamento, sinalizando uma retomada consistente da presença física, ainda que em uma dinâmica diferente da pré-pandemia. A empresa atua com soluções para reserva de salas e estações de trabalho e gestão do workplace híbrido.

De acordo com a Deskbee, com base em cerca de 400 mil usuários de empresas como Raízen, XP, Renault, Cielo, Volkswagen e Coca-Cola, a reserva de estações de trabalho saltou de cerca de 690 mil no primeiro semestre de 2025 para quase 740 mil no segundo semestre. O mesmo avanço foi observado nas reservas de vagas de estacionamento, que passaram de aproximadamente 50 mil para 53 mil no período.

Para Mário Verdi, fundador e CEO da Deskbee, o mercado está amadurecendo a equação entre os modelos presencial e híbrido. “É uma tendência que continua ano após ano, e os dados agora mostram o impacto físico real desse retorno aos escritórios. Não se trata de uma ideia ou uma promessa futura, as pessoas estão utilizando os espaços corporativos agora, e muitas vezes de maneiras diferentes do que antes”, afirma.

A localização também segue como fator relevante nessa retomada. Regiões com forte oferta de comércio, serviços e alimentação vêm se mostrando mais atrativas para receber equipes em maior volume. Não à toa, a Avenida Paulista registrou a maior queda em desocupação, com 3,4% no último trimestre de 2025.


Presencial pede estrutura mais preparada

O retorno ao escritório, porém, não depende apenas do entorno urbano. Dentro das empresas, a operação precisa acompanhar a nova intensidade de uso. Nesse ponto, a própria Deskbee registrou entre o primeiro e o segundo semestre de 2025 um aumento de 18,6% nos chamados administrativos e de 13,4% nos chamados operacionais. Na prática, o sistema passou a ser mais acionado para apoiar processos internos e resolver demandas que muitas vezes exigem suporte in loco.

O dado reforça um ponto central para Facility Management, de que a presença física exige estrutura, governança e capacidade de resposta. Não basta ter pessoas de volta ao escritório; é preciso garantir que o ambiente funcione com fluidez, conforto e previsibilidade.

“A presença física requer estrutura. Já estamos vendo cada vez mais pessoas ocupando os escritórios, frequentemente em locais com muitas opções de acesso, serviços, alimentação e mais. Ainda assim, as empresas precisam estar preparadas para as intercorrências do presencial e do híbrido, especialmente depois de um longo período atuando remotamente. Caso contrário, falhas de gestão dos espaços podem causar perda de engajamento e produtividade na equipe toda”, conclui Verdi.


Tecnologia, dados e FM no centro da nova ocupação

A leitura dos números mostra que o escritório segue relevante, mas seu valor agora passa menos pela simples ocupação e mais pela qualidade da experiência entregue. Nesse cenário, soluções tecnológicas ganham protagonismo ao ajudar empresas a entender fluxos, organizar recursos, antecipar demandas e tornar o ambiente mais aderente ao comportamento real dos usuários. A companhia também estará presente com suas soluções na 13ª Expo InfraFM, que acontece de 9 a 11 de junho de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, paralelamente ao 21º Congresso InfraFM.

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