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EPIs: Conheça 5 dicas para manutenção correta dos trava-quedas

Respeito à periodicidade de manutenção e ao uso de componentes do equipamento

Embora a maioria dos equipamentos de trabalhos verticais possam ser substituídos quando em condições inadequadas de uso, o mesmo não acontece com os trava-quedas, únicos componentes da categoria passíveis de inspeção. Por isso, é importante conhecer alguns critérios para maior efetividade das manutenções e, consequente, segurança dos profissionais. Confira algumas dicas:

Periodicidade - Apesar da Norma Brasileira Regulamentadora recomendar a inspeção anual dos equipamentos, em muitos casos, a periodicidade está atrelada às condições de uso e de tipos de trabalhos desenvolvidos. E os técnicos de segurança devem estar atentos a isso. É o que explica Josimar Almeida, gerente de trabalho em altura da Hércules, empresa nacional que há 37 anos desenvolve EPIs para diferentes setores da economia e faz parte do Grupo Ansell, líder global no segmento.

"Um equipamento usado em indústria química ou de fertilizantes exposto ao contato com substâncias que comprometam os componentes ou, em alguns casos, corrosivas, tem uma frequência maior de manutenção. Diferente daquele usado em um galpão de logística envolvendo produtos sólidos, por exemplo, ou em outras atividades em que não há contato com esses tipos de materiais".

Inspeção garantida - Além da periodicidade, outras questões devem ser consideradas para maior efetividade dos EPIs. Segundo o especialista, "é importante que o procedimento seja feito pelo próprio fabricante ou por um parceiro credenciado por ele. É uma das atribuições da NBR 14628, como forma de manter o fornecedor responsável pelos equipamentos durante a vida útil".

O especialista alerta que é comum no mercado empresas realizarem a manutenção em locais diferentes ou buscarem prestadores de serviço que atuam no segmento, o que resulta na perda da garantia e pode comprometer a qualidade do EPI.

Controle dos prazos - O acompanhamento dos prazos e dos procedimentos realizados é fundamental para a vida útil do equipamento. Quando a inspeção é feita diretamente com o fabricante esse controle é parte do compromisso assumido com o cliente, destaca o gerente.

"Por meio de um sistema, começamos a avisar os clientes que fazem a revisão na empresa sobre o vencimento do prazo para avaliação do material com três meses de antecedência. Além disso, é feita a emissão de um certificado com um número de série que permite a rastreabilidade, possibilitando criar um histórico do equipamento com registro das peças que já foram trocadas, com assinatura e carimbo da empresa", acrescenta Almeida.

Para maior eficiência, é importante também ficar atento aos materiais de composição. Ao substituí-los por componentes que não são originais de fábrica, o equipamento pode ficar comprometido.

Padronização - Além do trava-quedas, uma série de equipamentos compõe o portfólio para trabalho em altura e o Ministério do Trabalho e Previdência recomenda a utilização de todos os componentes do mesmo fabricante. "Além de trazer maior segurança para os trabalhadores e as empresas, o uso evita transtornos, em caso de acidente, como o conflito de responsabilidade envolvendo fornecedores diferentes, impactando o Ministério do Trabalho. Não é aconselhável usar um trava-quedas de uma empresa e o cinturão de outra", informa o especialista.

Fazer a pré-inspeção - Mesmo com a manutenção em dia e de forma adequada, a Norma Regulamentadora recomenda que seja feita a pré-inspeção dos EPIs a cada utilização. No caso dos trava-quedas retráteis, por estarem suspensos em uma altura de 10 metros do chão, o especialista recomenda alguns cuidados, como fazer a verificação do conector, se o mesmo está enferrujado, olhar se o cabo e a fita não estão soltos ou desfiados. Também é importante conferir, claro, se o equipamento está travando. 

Foto: Divulgação. 


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