Lâmpadas LED não têm a durabilidade prevista na embalagem

Prática é considerada abusiva e PROTESTE exige resposta das marcas; manutenção da luminosidade é um dos problemas

As lâmpadas de LED (sigla para Light Emitting Diode) - tecnologia que oferece luz de forma mais econômica que as fluorescentes - estão na mira da associação de consumidores PROTESTE, desde 2016, quando o primeiro teste mostrou resultados ruins dos produtos que prometem eficiência, economia de até 90% de energia e longa vida útil.

Agora, oito marcas foram ao laboratório para testes e, novamente, o resultado não foi satisfatório. Entre elas, está a lâmpada Brilia, que foi a melhor do teste no ano passado, mas agora foi penalizada por apresentar grande perda de luminosidade com o tempo. Isso mostra que o produto importado ofertado pelo fabricante não tem durabilidade constante, ou seja, sua qualidade varia de lote a lote.

Durante a avaliação para verificar a manutenção da luminosidade das lâmpadas ao longo do tempo, em que foi analisada a depreciação luminosa durante 3 mil horas (o que equivale a dois anos de uso durante cinco horas por dia), três modelos foram muito ruins e um deles, ruim. Brilia Smart foi o pior de todos, perdendo 18% de sua luminosidade nesse período, sendo que, na embalagem, a descrição diz que o produto dura 14 anos.

Entre as testadas, a Golden Ultraled A60 e a Empalux A60 LED só oferecem um ano de garantia - o que é muito pouco. Os destaques positivos, nesse caso, ficaram com a FLC Led Bulbo e Philips Led Bulbo, que têm cinco anos de garantia.

Ainda no teste, a associação buscou saber se a potência indicada (os modelos avaliados variam de 9 W a 10 W) era condizente com a realidade. O modelo Osram LED Superstar Classic A consome 5,26% a mais do que o declarado. Por isso, foi considerado ruim. Todas as outras foram muito boas nesse quesito, com exceção da Empalux A60 LED, que foi apenas boa.

No que se refere ao fator de potência, é importante que este não seja baixo, porque quando isso acontece, a fornecedora de energia tem o direito de sobretaxar a residência (baixos fatores de potência são ruins por exigir superdimensionamento das centrais elétricas). No entanto, nenhuma das lâmpadas ofereceram esse risco. 

Na avaliação do fluxo luminoso (quantidade total de luz emitida pela lâmpada, que deve condizer com a declarada na embalagem) e da eficiência luminosa (quantidade total de luz emitida pela lâmpada dividida pela taxa de energia usada - potência), o ideal é que a lâmpada utilize cada vez menos energia para a emissão da mesma quantidade de luz, resultando em alta eficiência luminosa em lúmen por Watt (lm/W).

Em relação ao fluxo luminoso, Empalux A60 LED e G-Light A60 LED entregam 9% a menos de luminosidade do que retratam na embalagem, e por isso foram avaliadas como muito ruins. Taschibra Prime LED 900 foi considerada ruim, por emitir menos 7,2 % de luminosidade do que o informado.

Vele ressaltar que a Portaria INMETRO 389 de 2014 institui que nenhum modelo de lâmpada LED certificada poderá apresentar luminosidade menor do que 95,8% da luminosidade inicial após o ensaio ininterrupto com duração de 3000 horas. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor considera prática abusiva colocar no mercado produtos que estejam em desacordo com normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes.

Por isso, a PROTESTE enviou o resultado do teste ao Inmetro e pediu que fossem adotadas providências em relação aos fornecedores das lâmpadas Brilia Smart LED, Empalux A60 LED e G-Light A60 LED, pois elas perdem a luminosidade além do permitido pela portaria que regula o setor.

Para conferir o resultado completo, basta acessar o portal da PROTESTE.


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