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IA, ESG, energia e dados entram no centro dos debates do segundo dia do Congresso InfraFM

Programação do dia 10 conecta inteligência artificial, eficiência energética, automação, economia circular e impacto social à rotina operacional de facilities, mostrando como tecnologia e sustentabilidade passam a orientar decisões de custo, desempenho e valor dos ativos

Por Redação

IA, ESG, energia e dados entram no centro dos debates do segundo dia do Congresso InfraFM

Foto: Divulgação



O segundo dia de palestras do Congresso InfraFM coloca em evidência dois temas que vêm redefinindo a gestão dos ambientes corporativos: tecnologia e sustentabilidade. Dividida entre as Trilhas 2 e 3, a programação reúne especialistas de empresas nacionais e multinacionais para discutir como inovação, inteligência artificial, dados, ESG, energia e economia circular estão impactando a operação dos edifícios e a tomada de decisão nas organizações.

No Palco A, dedicado à Tecnologia & Inovação, a presidência de mesa é conduzida por Fernanda Carvalho, Head de Facilities & Real Estate no Mercado Livre. Já no Palco B, voltado à Sustentabilidade & ESG, os debates são conduzidos por Fernanda Aragão Lopes, CEO e Presidente da EQS Engenharia, e por Mônica Laplace, Diretora de Riscos da RV Gestão.

Inteligência artificial deixa de ser tendência e passa a ser ferramenta de gestão
A discussão sobre inteligência artificial abre a programação da Trilha de Tecnologia & Inovação com a participação de Pedro Vasconcellos, Co-Founder da Woba, e Sabrina Espinós, Head Facilities & Real Estate da Vestas.

O debate analisa como a IA começa a gerar valor real para as áreas de facilities, apoiando processos relacionados à automação, análise de dados, gestão de riscos, experiência dos usuários e tomada de decisão. A tecnologia deixa de ser vista apenas como promessa e passa a ocupar espaço nas operações corporativas.

Quando Facilities se torna estratégia de negócios
A programação também aborda como a digitalização permite que a gestão de facilities amplie sua participação nas decisões corporativas. Douglas Tcharles, Head de Facilities e Manutenção da Localiza&Co, apresenta como processos inteligentes, inteligência artificial e práticas de ESG podem gerar ganhos operacionais, eficiência e economia.

A discussão reforça uma tendência observada em diversos setores: a área deixa de atuar apenas como suporte e passa a contribuir diretamente para indicadores financeiros, desempenho operacional e reputação corporativa.

Dados ganham protagonismo na gestão dos ambientes corporativos
Outro tema de destaque é o papel dos dados na tomada de decisão. Rafael Alves, Gerente de Facilities na G4 Educação, Gabriel Jesus, especialista em Dados, Inovação e Workplace na G4 Educação, e Thiago Monteiro, responsável por Operações de Eventos e Workplace, mostram como informações operacionais podem apoiar planejamento, manutenção, ocupação dos espaços e gestão de serviços.

O painel evidencia que o uso inteligente dos dados está se tornando um diferencial competitivo para organizações que buscam maior previsibilidade e eficiência.

A evolução do FM tradicional para operações cognitivas
A transformação digital também aparece na experiência da WEG. André Vicente Lenzli, Gerente de Infraestrutura e Utilidades, Tiago Filipi Longhi, Head of Industrial Engineering, e Vinícius Salgueiro Ribeiro, Técnico de Gestão de Energia, apresentam como a empresa vem incorporando inteligência operacional, automação e análise de dados na gestão de ativos.

O painel mostra como tecnologias digitais ampliam a capacidade de monitoramento, reduzem falhas e contribuem para uma operação mais eficiente e previsível.

ESG amplia seu impacto além da agenda ambiental
No Palco B, a sustentabilidade é abordada sob uma perspectiva ampla. Fernanda Favoreto, VP South America Real Estate da Volvo Group, discute como o ESG passa a incorporar não apenas gestão de carbono, mas também impacto social, diversidade, governança e geração de valor para as organizações.

A discussão reforça que sustentabilidade deixa de ser uma iniciativa isolada e passa a influenciar contratos, investimentos, gestão de fornecedores e decisões de longo prazo.

Economia circular chega aos edifícios corporativos
Outro tema relevante da programação é o design circular aplicado ao ambiente construído. Lara Teixeira, SVP Design, Technical & Service PME Americas da Accor, e Eduardo Serra, CEO da Sempre Engenharia, apresentam estratégias para reduzir desperdícios, ampliar a vida útil dos ativos e incorporar práticas de circularidade na gestão dos edifícios.

O debate demonstra como conceitos tradicionalmente associados à indústria passam a influenciar também o setor imobiliário e a gestão de infraestrutura.

Robôs, automação e novos modelos de limpeza
A inovação aplicada à operação predial também aparece nas discussões sobre limpeza corporativa. Mayara Carvalho, consultora em Facilities, Operações e Sustentabilidade, e Vítor Silva, consultor e gestor em inovação e tecnologia para hotelaria, hospitalidade e facilities, mostram como robôs, sensores e inteligência artificial estão redefinindo processos de higiene e manutenção.

O tema ganha relevância à medida que as empresas buscam aumentar produtividade, qualidade e rastreabilidade dos serviços.

Energia como serviço avança na gestão de Facilities
A programação também explora novos modelos de contratação para utilidades. Kaio Pontini, Gerente de Operações e Property Asset Management da Tishman Speyer, e Bruno de Martini Anastácio, Líder de Eficiência Energética e Utilidades da Tools Digital Services, empresa do Grupo Santander, discutem o conceito de Energia como Serviço.

O modelo propõe uma abordagem baseada em desempenho, buscando reduzir consumo, ampliar eficiência energética e transferir parte dos riscos operacionais para parceiros especializados.

Blue Zones e bioengenharia ampliam o debate sobre sustentabilidade
A reta final da programação amplia a discussão sobre qualidade de vida e impacto ambiental. Sergio Athié, Sócio-Fundador da AWI, e Camila Nagy, Green Building Expert e LEED Fellow na Athié Wohnrath, apresentam o conceito de Blue Zones Buildings, que busca aplicar princípios de longevidade e bem-estar aos ambientes construídos.

Na sequência, Paulo Bresciani, fundador da Fazenda Cubo, e Daniela Leite, CEO da Comida Invisível, discutem bioengenharia e novos caminhos para a alimentação corporativa, conectando sustentabilidade, redução de desperdícios e responsabilidade social.


Como construímos este material
Esta matéria foi elaborada com base na programação oficial do segundo dia do Congresso InfraFM, com análise editorial dos temas previstos nas Trilhas de Tecnologia & Inovação e Sustentabilidade & ESG. O conteúdo relaciona os assuntos discutidos aos desafios atuais da gestão de facilities, operações, infraestrutura, energia e ambientes corporativos. Caso identifique alguma inconsistência ou queira sugerir novas pautas, entre em contato pelo e-mail [email protected].


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