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Woba lança agentes de IA para gestão imobiliária corporativa e aposta em nova fase do workplace

Plataforma apresentada durante a Expo InfraFM promete apoiar decisões ligadas a custos, operação e experiência dos colaboradores por meio de inteligência artificial aplicada ao real estate corporativo

Por Redação

woba

Foto: Divulgação


A inteligência artificial entrou de vez na pauta da gestão imobiliária corporativa nesta quarta-feira, 10 de junho, durante a Expo InfraFM. No evento, a Woba apresenta o WOS (Woba Operational System), sistema que reúne agentes de IA para apoiar decisões ligadas a estratégia, operação e experiência nos espaços de trabalho.

A empresa, que atende organizações como Cielo, XP, Prudential e iFood, afirma que a nova plataforma representa o primeiro passo de uma estratégia mais ampla para incorporar inteligência artificial às decisões relacionadas ao ambiente corporativo. Segundo a Woba, a expectativa é dobrar o faturamento pelo terceiro ano consecutivo.

“Não estamos lançando mais um produto de facilities. Estamos construindo uma nova categoria”, afirma Roberta Vasconcellos, CEO e cofundadora da Woba. “O real estate corporativo vai mudar mais nos próximos cinco anos do que mudou nos últimos cinquenta. A gente está liderando essa mudança e os três agentes são só o começo.”

Três frentes de atuação
Segundo a empresa, cada agente foi desenvolvido para atuar em uma camada diferente da gestão dos espaços corporativos. O agente de Estratégia concentra análises relacionadas ao consumo dos ambientes, custos por metro quadrado, contratos e dados comparativos de mercado. A proposta é identificar oportunidades de otimização e apoiar decisões relacionadas ao portfólio imobiliário.

Já o agente de Operação foi desenhado para acompanhar chamados, monitorar SLAs e organizar fluxos que normalmente ficam distribuídos entre diferentes canais de comunicação e fornecedores.

Por sua vez, o agente de Experiência utiliza dados relacionados à utilização dos espaços para identificar padrões de ocupação e mudanças no comportamento dos colaboradores, conectando essas informações a indicadores ligados ao ambiente de trabalho.

Além desses modelos, a empresa afirma que outros agentes poderão ser desenvolvidos de acordo com necessidades específicas de cada organização.

IA chega a uma área historicamente operacional
A movimentação ocorre em um momento em que áreas de facilities, property e workplace vêm ampliando seu papel estratégico dentro das empresas.

Segundo dados citados pela própria Woba, a automação aplicada às operações de facilities pode reduzir custos operacionais em até 30%. Ainda assim, grande parte do mercado continua apoiando processos em controles manuais e sistemas pouco integrados.

A empresa afirma que já utiliza mais de 100 agentes de inteligência artificial internamente. Entre os resultados reportados estão redução de aproximadamente 60% do tempo gasto em determinados processos de marketing, conclusão de rotinas financeiras mensais em cerca de 10 minutos e maior autonomia dos times comerciais na geração de materiais de apresentação.

Pressão por eficiência impulsiona novas soluções
O avanço de tecnologias voltadas à gestão dos ambientes corporativos também acompanha mudanças mais amplas no mercado imobiliário.

Segundo informações citadas pela Woba com base em dados da JLL, 73% das empresas globais tratam atualmente a otimização do portfólio imobiliário e o uso inteligente dos espaços como prioridade estratégica. A combinação entre custos elevados, modelos híbridos de trabalho e oscilações nos padrões de ocupação tem ampliado a demanda por ferramentas capazes de oferecer maior visibilidade sobre as operações.

Dentro desse cenário, a inteligência artificial começa a ocupar espaço em atividades que vão desde a análise de contratos até o acompanhamento da experiência dos usuários.

“Os três agentes são só o primeiro capítulo de uma plataforma que vai entregar inteligência contínua para cada decisão imobiliária de uma corporação, do contrato à experiência do colaborador”, afirma Roberta.

Para a executiva, o objetivo não é substituir profissionais, mas ampliar sua capacidade analítica. “O facilities sempre teve potencial estratégico. O que faltava era capacidade contínua de análise de dados e visibilidade sobre a operação. Os nossos agentes cuidam do monitoramento contínuo. O gestor foca nas decisões que só ele pode tomar”, conclui.

Como construímos este material
Esta matéria foi produzida com base nas informações fornecidas pela Woba durante o lançamento do WOS (Woba Operational System), apresentado na Expo InfraFM, e em declarações concedidas pela CEO e cofundadora Roberta Vasconcellos. Caso identifique alguma inconsistência ou queira sugerir novas pautas, entre em contato pelo e-mail [email protected].


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