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TECO, o transformador óptico que redefine a digitalização das subestações

Desenvolvido pela ENGIE em parceria com PowerOpticks e AQTech, o transformador eletrônico óptico (TECO) é o primeiro do gênero na América Latina e marca um salto na digitalização e sustentabilidade das subestações elétricas

Por Redação

Foto: Divulgação


​A próxima fronteira da eficiência energética no Brasil pode estar dentro de um transformador. Mais precisamente, no Transformador Eletrônico de Corrente Óptico (TECO), desenvolvido pela ENGIE Brasil Energia em parceria com a PowerOpticks e a AQTech. O equipamento, único do gênero na América Latina, é mais seguro, leve e ambientalmente sustentável que os modelos convencionais e está pronto para ser comercializado após um investimento superior a R$ 15 milhões em pesquisa e desenvolvimento no âmbito do programa PD&I da Aneel.

O TECO começou a ser desenvolvido em 2015 e já opera em ambiente real desde 2017. O projeto, que agora entra na fase de lote pioneiro, posiciona-se nas etapas finais da cadeia de inovação da ANEEL. Na prática, é o resultado de uma década de maturação tecnológica e da convergência entre engenharia elétrica, digitalização e sustentabilidade.

Mais do que um protótipo, o equipamento representa uma tecnologia nacional com potencial industrial, o que consolida um avanço importante para o setor elétrico, historicamente dependente de importações em soluções de alta precisão.

Subestações digitais: onde a inovação acontece

O transformador eletrônico tem papel central na digitalização das subestações, traduzindo o fluxo de energia em dados confiáveis para sistemas de automação e controle. Ao substituir o fio de cobre por fibra óptica, o TECO garante maior precisão nas medições, isolamento elétrico total e eliminação do uso de óleo isolante, um ponto crítico de risco ambiental e de segurança em instalações tradicionais.

Segundo Luciano Freitas, engenheiro de manutenção da ENGIE, o TECO “revoluciona a medição de corrente ao oferecer confiabilidade e segurança superiores, reduzindo riscos de explosão e custos operacionais”. Essa substituição marca um avanço concreto na transformação digital do campo elétrico, permitindo que a modernização das subestações avance com mais segurança e interoperabilidade.

Leveza e eficiência: ganhos estruturais e econômicos

O design do TECO é outro diferencial competitivo. O equipamento pesa cerca de dez vezes menos que um transformador convencional e ocupa muito menos espaço físico, o que resulta em redução de custos civis e logísticos, além de maior facilidade de instalação e manutenção.
Para gestores de infraestrutura, essa leveza representa mais do que praticidade: significa otimizar o investimento em implantação e liberar área útil nas subestações, algo especialmente relevante em empreendimentos urbanos ou sites industriais com espaço limitado.

De acordo com Jurandir Oliveira, coordenador da PowerOpticks, o TECO é “um produto realmente disruptivo, único na América Latina”, comparável apenas a projetos em execução na China, Itália e Espanha. A partir de 2025, o primeiro lote comercial está sendo produzido para atender às concessionárias e geradoras que buscam atualizar suas subestações com equipamentos inteligentes.

A digitalização do sistema elétrico, até pouco tempo concentrada em sistemas de controle e gestão, agora alcança o nível físico das medições. Essa evolução abre caminho para subestações totalmente digitais, mais seguras e capazes de integrar-se a plataformas avançadas de supervisão, inteligência artificial e manutenção preditiva.

Sustentabilidade e inovação como ativos estratégicos

O impacto ambiental também é um argumento decisivo. A eliminação do óleo isolante, a redução de materiais metálicos e o menor consumo de energia nos processos de medição fazem do TECO uma solução mais limpa e alinhada às metas ESG das companhias do setor elétrico.
Para a ENGIE, que já utiliza o equipamento em seus próprios ativos, a inovação gera retorno duplo: fortalece a cadeia de inovação nacional e garante royalties de comercialização que serão reinvestidos em novos projetos de PD&I.

Com capacidade para operar em linhas de até 550 kV, o TECO sinaliza uma transição estrutural para um modelo de operação digital, sustentável e interoperável.

Num setor cada vez mais pressionado por eficiência, segurança e descarbonização, essa tecnologia surge como um divisor de águas, não apenas pelo avanço técnico, mas por demonstrar que a inovação energética pode e deve ser feita no Brasil.


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