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Grandes desafios para 2025: dados, IA e a busca pela eficiência

As práticas que definirão sucesso para as empresas em 2025

Por Helio Matsumoto

Grandes desafios para 2025: dados, IA e a busca pela eficiência

O ano de 2025 começa como um período marcado por incertezas. Inflação global, mudanças políticas importantes – como o novo presidente eleito nos Estados Unidos – e pressão econômica configuram um ambiente desafiador para líderes empresariais em todo o mundo. É um cenário que exige decisões rápidas, mas assertivas, para garantir a continuidade dos negócios e a adaptação às transformações tecnológicas.

Em meio a este contexto de tantas variáveis, os dados se consolidam como um dos principais ativos estratégicos das organizações. Porém, muitas empresas se deparam com um dilema: enquanto acumulam volumes imensos de informações ao longo de anos, enfrentam sérios problemas com qualidade e integração de dados. Isso compromete iniciativas de inovação, como a adoção da inteligência artificial (IA), que depende diretamente de dados limpos e organizados para trazer benefícios palpáveis ao dia a dia da companhia.

O dado como ativo estratégico

Um dos maiores desafios para 2025 será descobrir como utilizar os dados acumulados ao longo de décadas. Empresas que conseguirem limpar e organizar suas bases de dados estarão em vantagem, pois poderão realizar análises históricas para identificar padrões e fazer previsões mais precisas utilizando ferramentas como a IA, por exemplo.

Porém, a qualidade e a integração dos dados não são os únicos fatores críticos. A governança de dados também se destaca como um fator essencial para maximizar o valor estratégico dessas informações. Isso inclui estabelecer diretrizes claras sobre como os dados são gerenciados, protegidos e compartilhados. Sem a governança adequada, organizações correm o risco de expor informações sensíveis ou estratégicas, especialmente ao utilizar ferramentas como IA generativa, que podem replicar ou interpretar esses dados de maneiras imprevistas.

Além disso, deixar dados sensíveis desprotegidos ou usá-los em plataformas sem controles claros de compartilhamento pode resultar em vazamentos de informações, violações de privacidade e comprometimento da confiança do mercado. Adotar uma governança robusta significa garantir a conformidade regulatória, além de proteger os ativos mais valiosos da empresa contra mau uso ou acessos não autorizados.

Um de nossos focos, portanto, deve ser em iniciativas que garantam a integridade e a acessibilidade dos dados, enquanto soluções de nuvem, como superapps, são usadas para melhorar a experiência do usuário e simplificar o acesso a informações. Empresas que conseguirem alinhar a qualidade dos dados com práticas sólidas de governança estarão mais preparadas para extrair insights valiosos e transformar desafios em oportunidades estratégicas.

O paradoxo da inteligência artificial

A inteligência artificial é a grande promessa (e até mesmo realidade) do momento. As possibilidades que a IA oferece, desde automação até análises preditivas, alimentam o desejo de transformação em todas as áreas de negócios. Contudo, como destacou Eric Helmer, Vice-Presidente Executivo e CTO da Rimini Street, “todo mundo quer IA, mas como usá-la se os dados são ruins?”

Antes de implementar IA, as empresas precisam lidar com a questão do excesso de dados de baixa qualidade. Dados inconsistentes, duplicados ou desatualizados tornam a Inteligência Artificial Generativa completamente inútil. Isso ocorre porque a IA depende diretamente da qualidade dos dados para funcionar de forma eficaz. Se os dados estão poluídos, a IA não consegue gerar insights precisos, tomar decisões fundamentadas ou entregar valor real para o negócio.

Em vez de ser uma ferramenta transformadora, essa inovação torna-se um peso morto, incapaz de atender às expectativas ou justificar os altos investimentos realizados. Mais do que isso, a integração dos dados armazenados em diferentes sistemas – sejam eles antigos ou novos – se mostra um desafio gigantesco, e grande parte do problema está em extrair valor dos dados que estão espalhados em sistemas legados e na nuvem. Sem uma boa integração, ferramentas como IA e automação não conseguem entregar resultados de fato relevantes.

CIOs fora da zona de conforto: mitigando riscos em tempos de incerteza

O papel do CIO está passando por uma grande transformação. Antes vistos como gestores de tecnologia, agora eles se tornaram líderes estratégicos, responsáveis por alinhar decisões tecnológicas aos objetivos de negócios. Essa mudança ocorre em um cenário de transição para modelos de assinatura, adoção de serviços em nuvem e pressão constante por inovação mais ágil. Para muitos, isso significa sair de sua zona de conforto e enfrentar desafios como mudanças na arquitetura tecnológica e maior necessidade de justificar investimentos com resultados rápidos.

Uma abordagem pragmática é essencial para navegar nesses tempos incertos, e isso inclui a necessidade de alinhar os esforços de TI aos ciclos de negócio e aos calendários de venda. Em setores como varejo, por exemplo, o alinhamento de iniciativas tecnológicas com momentos críticos, como Black Friday ou períodos sazonais, pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma estratégia. É por isso que CIOs precisam antecipar demandas e garantir que os sistemas estejam preparados para suportar picos de uso e oferecer experiências impecáveis aos clientes.

Ao mesmo tempo, a falta de alinhamento entre CIOs e CFOs agrava o cenário que já é complexo. Pesquisas globais indicam que muitos CFOs estão insatisfeitos com os retornos dos investimentos em TI. Para superar esse desalinhamento, os líderes de TI precisam traduzir suas estratégias em valor claro para o negócio, demonstrando como a tecnologia pode impulsionar diretamente os objetivos empresariais. Isso inclui preparar sistemas legados para absorver inovações sem comprometer a estabilidade operacional, especialmente em períodos de alta relevância estratégica.

Outro ponto crítico é a integração dos sistemas de TI com os objetivos de negócio, garantindo que as plataformas suportem e potencializem as estratégias empresariais. Isso envolve modernizar os sistemas sem perder a essência dos legados, integrar dados de forma eficiente e garantir que a tecnologia esteja alinhada às prioridades estratégicas da organização. Soluções que priorizem a estabilidade, a eficiência e a mitigação de riscos são indispensáveis para que os CIOs desempenhem seu atual papel estratégico.

Ao adotar uma abordagem alinhada ao calendário de negócios e com foco na governança e no valor gerado, os CIOs estarão mais preparados para demonstrar resultados tangíveis e navegar os desafios de 2025. Mais do que nunca, é preciso buscar alternativas que entreguem valor imediato e preparem as organizações para os desafios do futuro.

Como navegar em 2025 com sucesso?

Os desafios são muitos, mas as oportunidades também são significativas. Empresas que conseguirem:

  • Priorizar a qualidade e a integração de dados;

  • Mitigar riscos com soluções flexíveis e eficientes;

  • Alinhar TI e negócios em uma estratégia unificada;

  • Adotar inovações práticas e centradas no usuário, como automação e superapps;

...estarão melhor posicionadas para atuar no cenário incerto de 2025 e além.

Com a combinação certa de estratégia e tecnologia, é possível sobreviver e prosperar em tempos de mudança. Enfrentar os desafios de 2025 exige conhecimento de mercado, clareza de prioridades e uma abordagem pragmática aos negócios. Neste novo ano vamos falar muito sobre isso: os dados são a base para tudo – são os ativos mais valiosos que uma empresa pode ter e o principal motor para a inovação sustentável.


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