Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

Vitor Muraca, coordenador de Facilities do Banco Rendimento, destaca a importância da gestão inteligente dos ambientes, da atuação preventiva e do uso de tecnologia para reduzir custos e riscos operacionais

Por Léa Lobo

Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

A gestão de Facilities no setor financeiro vem passando por transformações impulsionadas pela digitalização dos serviços, pelas novas formas de ocupação dos escritórios e pela necessidade de operar estruturas cada vez mais enxutas e eficientes.

Para Vitor Muraca, coordenador de Facilities do Banco Rendimento, esse cenário exige do profissional da área uma combinação de planejamento, capacidade de resposta, análise de dados e visão de negócio. Arquiteto de formação, Muraca entrou em Facilities no início da carreira, quando surgiu a oportunidade de trabalhar em uma multinacional de telecomunicações. Segundo ele, o ritmo da operação e a diversidade de desafios acabaram direcionando sua trajetória profissional para o setor.

Hoje, sua atuação no Banco Rendimento envolve a infraestrutura e o bem-estar dos colaboradores em escritórios localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além das demandas relacionadas às lojas do Rendimento Câmbio, instaladas principalmente em shoppings e aeroportos. Nessas unidades, a rotina inclui manutenções preventivas e corretivas e intervenções realizadas muitas vezes fora do horário comercial.

Gestão inteligente dos espaços

Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

Foto: Escritório de Brasília/DF

As mudanças no modelo de trabalho e a expansão dos serviços digitais também alteraram a forma como as empresas utilizam seus ambientes físicos. Para Muraca, o desafio está em encontrar equilíbrio entre redução de custos e qualidade de vida para os colaboradores. Nesse contexto, monitorar a disponibilidade das estações e buscar uma ocupação mais uniforme ao longo da semana tornam-se práticas importantes. “Em poucas palavras: gestão inteligente do espaço de trabalho”, resume.

As alterações de layout também fazem parte dessa dinâmica. Na avaliação do executivo, Facilities precisa garantir que as mudanças aconteçam rapidamente e com o menor impacto possível para os usuários. A qualidade de uma intervenção, segundo ele, não deve ser avaliada apenas pelo resultado, mas também pela forma como a execução acontece. Ruído, sujeira, odores, desorganização ou interferências na rotina podem comprometer a experiência dos chamados clientes internos.

Fornecedores locais ganham espaço

Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

Foto: Escritório do banco no Eldorado Business Tower - São Paulo/SP

Atender unidades distribuídas em diferentes localidades é outro desafio da área. No Banco Rendimento, a busca por agilidade e otimização de custos abre espaço tanto para grandes prestadores quanto para pequenos fornecedores regionais.

Muraca observa que empresas de grande porte nem sempre têm interesse em atender localidades menores, principalmente quando os custos operacionais tornam essas operações menos atrativas. Nesse cenário, fornecedores locais podem assumir papel relevante para garantir continuidade, rapidez no atendimento e equilíbrio de custos, além de criar oportunidades para pequenos empreendedores.

Menos emergência e mais prevenção

Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

Foto: Escritório do banco no Eldorado Business Tower - São Paulo/SP

Embora Facilities seja frequentemente associado à capacidade de resolver imprevistos, Muraca defende que a recorrência de emergências deve ser encarada como um sinal de alerta. “É normal que imprevistos aconteçam, mas não deve ser comum em nosso cotidiano”, afirma.

Por isso, ações preventivas e o uso consistente de dados devem ocupar espaço cada vez maior na gestão. Chamados, indicadores e históricos operacionais, quando devidamente analisados, podem ajudar a identificar padrões e antecipar potenciais falhas. Para o executivo, simplesmente registrar informações não é suficiente: é preciso interpretá-las e utilizá-las para orientar decisões. Essa abordagem também ajuda a reposicionar Facilities dentro das organizações.

Ainda percebida muitas vezes como uma área de despesas, Facilities pode demonstrar seu valor ao transformar dados em evidências de economia, melhor utilização de recursos, redução de desperdícios e mitigação de riscos.

Inteligência Artificial entre as prioridades

Facilities precisa transformar dados, espaço e prevenção em eficiência para o negócio

Foto: Loja Rendimento Câmbio Shopping Plaza Sul – São Paulo/SP


Entre as transformações que deverão influenciar a gestão nos próximos anos, Muraca destaca a Inteligência Artificial. Para ele, Facilities não pode ser uma das últimas áreas das organizações a incorporar novas tecnologias. A expectativa é que estruturas administrativas se tornem cada vez mais enxutas, o que deverá aumentar a necessidade de automação de processos e de ferramentas capazes de ampliar a produtividade das equipes.

Nesse ambiente, o papel do gestor tende a evoluir, menos tempo dedicado a rotinas operacionais repetitivas e maior atenção à análise, prevenção e tomada de decisão. Para Muraca, a valorização de Facilities passa justamente pela capacidade de mostrar, com números e resultados, que a área pode não gerar receita diretamente, mas exerce papel decisivo na eficiência e na continuidade dos negócios.

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