Qual será o efeito da quarentena nas ocupações de escritório?

Empresas terão de devolver espaços? A vacância da cidade será impactada?

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É consenso que o Coronavírus mudou a vida de todas as pessoas. Nunca na história da humanidade o mundo inteiro parou por conta de uma doença. E uma das novidades a que tivemos de nos adaptar foi trabalhar remotamente.

Segundo pesquisa do Instituto Hibou/lndico, 60% dos brasileiros estão fazendo home office. Para alguns pode significar mais tranquilidade; outros, no entanto, admitiram estar trabalhando mais do que antes (25% dos entrevistados).

Para empresas de tecnologia o home office já é uma realidade há muito tempo, mas empresas que nunca cogitaram essa modalidade tiveram de se adaptar à essa nova realidade. Como será que está sendo a experiência? Será que houve queda relevante de produtividade? Ou será que algumas empresas descobriram que essa modalidade pode ser uma grande sacada para reduzir custos sem perder produtividade?

Empresas de consultoria já trabalham há algum tempo com escritórios que não possuem estações de trabalho para todos os colaboradores. A métrica usada é de uma posição para cada três colaboradores. Mas isso se dá pela natureza do negócio, na qual a maioria dos colaboradores fica alocada nos clientes.

Existem estudos que comprovam que a informação circula muito mais rápida e sem perder conteúdo quando estão todos no mesmo ambiente. Para um escritório de advocacia, por exemplo, o face to face é muito importante. Mas com todos trabalhando de casa, será que eles não descobriram uma forma de não perder produtividade com o home office?

Se essa afirmação for verdadeira, isso se refletirá no tamanho dos escritórios que, no caso dos advogados, costuma ter tamanhos bem generosos. E possível ter escritórios menores e mais eficientes? E possível ter três salas para quatro advogados, já que quase sempre um deles não está na empresa? Ou nem mesmo o Coronavírus vai conseguir quebrar a tradição das grandes bancas?

Outro setor que ocupa grandes espaços são os call centers e áreas de atendimento ao cliente. Não foram todas as empresas do ramo que determinaram home office, algumas continuam trabalhando dos escritórios, com algumas adaptações. Para essas empresas que determinaram o trabalho remoto, qual foi o resultado? Seria possível manter uma parcela dos colaboradores trabalhando em casa? Isso diminuiria custos de estrutura, além de gerar qualidade de vida para os colaboradores, já que os deslocamentos dos funcionários costumam ser enormes; boa parte deles mora nas franjas da cidade.

O momento para todos está sendo de bastante reflexão. Claro que existem problemas estruturais como a qualidade da Internet, por exemplo. Mas é possível imaginar que alguma coisa irá mudar depois que tudo voltar ao normal.

Muito provavelmente algumas empresas terão de devolver espaços, já que provavelmente serão afetadas em cheio pela crise. A vacância da cidade será impactada. Mas esse movimento poderá não ser apenas por obrigação. A crise deve fazer com que várias empresas repensem seus escritórios e suas estratégias de workplacement e nós, da RealtyCorp, estamos inteiramente à disposição para ajudar a pensar essa estratégica juntamente com vocês.

Gerson Rodrigues é sócio-diretor da RealtyCorp. É formado em Marketing pela Universidade Paulista, é Técnico em Transações Imobiliárias

​Foto: Divulgação

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