Prefeitura de SP quer bairro dentro do Autódromo de Interlagos

Projeto prevê prédios residenciais, complexo empresarial com escritórios e hotéis e shopping instalado no meio do circuito da Fórmula 1

Maior ativo público na lista de privatizações da gestão João Doria (PSDB), o autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, deverá ganhar um novo bairro com prédios residenciais, um complexo empresarial com escritórios e hotéis e até um shopping instalado no meio do circuito da Fórmula 1. Esses são os negócios imobiliários que a Prefeitura propõe liberar para a empresa que comprar o autódromo para valorizar a venda do espaço.

A gestão destinou ao todo três diferentes áreas que ocupam, juntas, 14% dos 960 mil m² do autódromo para que o futuro dono de Interlagos promova seus negócios. A proposta permitirá a construção de até 480 mil m², com torres sem limite de altura. A maior área, de 70 mil m², é a do atual kartódromo Ayrton Senna, que deverá virar um bairro com cerca de 25 prédios para receber até 5 mil famílias. Quanto ao centro comercial, por exemplo, a ideia é construir um conjunto de lojas, bares e restaurantes e m edificações baixas com vista para o autódromo. Além disso, o local poderá abrigar shows, com acesso a ser feito por passagem por baixo da pista.

Como contrapartida, o futuro dono de Interlagos terá de manter a pista oficial para atividades automobilísticas, exigência definida no projeto de lei de privatização do autódromo, instalar um parque público de acesso gratuito dentro do circuito e construir 1.579 moradias populares no entorno. 

A proposta de privatização foi divulgada há duas semanas pela Prefeitura juntamente com o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba, na zona sul, e ficará em consulta pública até o inícios do mês que vem, quando poderá sofrer algumas alterações antes de ser enviado para a Câmara Municipal até o fim de março. O projeto precisa ser aprovado em duas votações por 2/3 dos vereadores para virar lei. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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