Quando recuar é positivo!

Taxa de vacância é a menor dos últimos três anos no mercado de escritórios de São Paulo, diz levantamento

O mercado de escritórios de alto padrão de São Paulo fechou o ano com taxa de vacância de 21%, número quatro pontos percentuais inferior ao registrado nos anos de 2015 e 2016 e três pontos menor do que em 2014. "Assim como era esperado, o ciclo do mercado está em recuperação e a tendência é que haja crescimento no decorrer de 2018", alerta Ricardo Betancourt, presidente da Colliers Brasil.

De acordo com dados da Colliers International Brasil, as regiões de São Paulo com menor taxa de vacância são Paulista (8%), Itaim Bibi (10%) e Juscelino Kubitscheck (12%). Já a Chácara Santo Antônio (59%), Santo Amaro (58%) e Marginal Pinheiros (29%) possuem maior taxa de vacância. O estudo ainda indica que 10 edifícios da cidade são responsáveis por 42% da vacância de São Paulo nos imóveis de classe A / A+.

Em relação ao preço médio pedido de locação, o valor passou de R$ 97,00 m² / mês no quarto trimestre de 2016 para R$ 90,00 m² no encerramento do ano passado. A Faria Lima segue com o preço médio pedido mais elevado da cidade, R$ 133,00, seguido por Itaim (R$ 117,00), Vila Olímpia (R$ 114,00) e JK (R$ 110,00). Os preços mais acessíveis estão em Santo Amaro e Marginal Pinheiros (R$ 55,00), Chácara Santo Antônio (R$ 68,00) e Barra Funda (R$ 69,00).

O inventário existente em São Paulo para os imóveis da classe A / A+ é de 2.840 milhões, sendo que a Chucri Zaidan é responsável por 585 mil m². Faria Lima (374 mil), Marginal Pinheiros (325 mil) e JK (310 mil) também aparecem com grande inventário de escritórios de alto padrão.

A absorção líquida do quarto trimestre foi de 76 mil m², um pouco inferior ao trimestre anterior, 81 mil m², mas os dois períodos somados foram bem superiores ao número registrado no primeiro semestre, 77 mil m², o que colaborou para a queda da taxa de vacância.

Classe B

Já nos imóveis de classe B da cidade de São Paulo, a taxa de vacância fechou o ano em 21%, mesmo índice do fim de 2016. A absorção líquida do quarto trimestre foi de 34 mil m², número bem superior ao registrado no terceiro trimestre, -3,6 mil m². Em relação aos preços médios pedidos de locação, o mercado fechou o ano em R$ 73,00 m² / mês, valor inferior ao registrado no fim de 2016, R$ 82,00 m² / mês.

Foto destaque: Carlos Alkmin

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