Afinal, onde estamos quando o assunto é workplace?
 

Wi-Fi 6: uma alternativa de bem-estar digital

Transformar a rede sem fio em performance

(*) Por Douglas Freitas

No topo das listas de desejo de todo usuário da internet, a tecnologia de Wi-Fi 6 é a realização de um sonho, chegando com promessas de streaming em alta qualidade e downloads de meros segundos ou minutos para arquivos que, sem essa tecnologia, levariam horas. Com base no padrão IEEE 802.11ax, o Wi-Fi 6 nasceu com a premissa de transformar a rede sem fio em sinônimo de performance.

O cenário atual no Brasil tem o Wi-Fi 5 (802.11 ac) como referência de velocidade e ponto máximo de desempenho, mesmo sendo uma tecnologia de 2014. Ela atende às necessidades atuais de conexão, mas poderia ser bem melhor em relação à velocidade, latência e cobertura/abrangência. Já a versão 6, anunciada em 2019 pela Wi-Fi Alliance, surgiu com intuito de melhorar a qualidade de conexão, potencializando seu desempenho e sanando grande parte dos gaps da versão anterior. Entrega velocidade quatro vezes mais rápida; menor latência; permite mais dispositivos conectados e provê maior capacidade e abrangência, além de ser mais econômica, consumindo menos energia.

Segundo as previsões da consultoria Market Intelligence & Consulting, o volume de vendas de dispositivos Wi-Fi chegará 3,1 bilhões em 2021, sendo que 50% deles já serão compatíveis com o Wi-Fi 6 (roteadores, TV, computadores, consoles e celulares). Isso porque o padrão IEEE 802.11ax é, por design, criado para operar em todas as faixas de frequência possíveis, indo de 1 GHz a 7 GHz e velocidade de transferência de dados de 10 Gb/s, conquistando ganhos de 30 a 40% sobre o desempenho máximo do Wi-Fi 5. Nessa gama mais ampla de faixas, temos algumas frequências de rádio bem menos congestionadas. Com isso, a transferência de dados feita por elas provê melhor aproveitamento e estabilidade, entregando mais velocidade.

Fazendo uma analogia simples, estamos basicamente falando de uma rodovia com todas as faixas de trânsito livre, com um ou dois carros indo e vindo - um cenário bem mais atraente do que as vias congestionadas de hoje, ainda mais durante a pandemia. Essa nova versão contribuirá, e muito, para o aumento da capacidade de processamento e velocidade de transferência de dados, facilitando o uso de outras tecnologias que exigem maior desempenho. Nessa evolução tecnológica destaca-se a IoT (Internet das Coisas). Isso devido ao suporte/sustentação de um maior volume de equipamentos demandando acesso simultaneamente, com tempo de resposta mais ágil e curto a cada um dos equipamentos.

Há ainda outros ganhos que a nova tecnologia deve trazer ao contexto de conectividade. Além de ter sido pensado para economizar energia, mesmo agregando mais dispositivos, o Wi-Fi 6 consegue ser mais seguro em relação aos dados, com recursos específicos de criptografia. Com essa tendência do aumento no tráfego de informações e de velocidade, há a necessidade de se adaptar em relação à infraestrutura, a fim de aumentar também a capacidade de processamento, eficiência e escalabilidade da rede, atendendo à essa nova demanda de conexão de inúmeros dispositivos simultâneos.

Além disso, especialistas do setor já discutem como o Wi-Fi 6 será importante para a implantação do 5G no país, suportando toda a evolução exponencial das capacidades de internet de banda larga fixa. O Wi-Fi 6 será a tecnologia para poder entregar essa internet de alta velocidade nas empresas e residência, permitindo que provedores de internet consigam criar serviços diferenciados e obterem novas oportunidades de receita.

Com a pandemia e o altíssimo volume de dispositivos conectados em locais que antes não tinham tanta demanda, o Wi-Fi 6 é a alternativa adequada para atingirmos o bem-estar digital. Pois, essa rede é voltada a operar em ambientes com muitos dispositivos conectados, seja em residências ou em locais públicos.


​*Douglas Freitas é Diretor Comercial da AGORA

Foto: Divulgação.


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