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Landbanking de R$ 1 bilhão

Criação da REM Holding marca desfecho da sucessão na REM Construtora

Quase um ano após o engenheiro civil Renato Mauro Filho assumir como CEO da REM Construtora, a criação da REM Holding, no final do mês de janeiro, selou a passagem de bastão aos sucessores dos fundadores Renato Mauro e Rosa Mauro Battistuzzi. Com um banco de terrenos da ordem de R$ 1 bilhão em valor de vendas, a segunda geração dos Mauro da REM se concentra, agora, no traçado de um planejamento estratégico para os próximos cinco anos.
 
Marca forte nos segmentos de médio e alto padrão, a REM Incorporadora e Construtora tornou-se braço de desenvolvimento de negócios da REM Holding, que passou a deter também a REM Vendas, comercializadora de unidades da marca. A REM Vendas, por sinal, respondeu pela metade dos R$ 200 milhões transacionados em 2020, montante advindo, principalmente, dos quatro lançamentos realizados no período, nos bairros de Vila Romana, Pompeia e Perdizes. O crescimento da empresa foi de 50% ante 2019.


De acordo com Renato Mauro Filho, dois lançamentos que haviam sido planejados para o ano passado, com VGV somado de R$ 170 milhões, ocorrerão este ano, em terrenos da zona Oeste. As unidades terão 60 m², 80 m² e 100 m², e os preços variam entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão. Em 2020, registra ele, a REM Construtora atingiu R$ 355 milhões em lançamentos na planta, frente a uma expectativa inicial da ordem de R$ 500 milhões.
 
"Adiamos os empreendimentos por cautela, atentos aos desdobramentos da pandemia. Mesmo com sinais positivos do mercado, então, seguimos a cartilha do 'doutor REM' (Renato Mauro, fundador), a de correr riscos somente até certo ponto", frisa Renato Filho. A partir deste ano, entretanto, pondera ele, com a vacinação em andamento, a REM retomou a confiança e planeja lançar em torno de R$ 650 milhões até 2022.
 
Conforme o Diretor Geral Rodrigo Mauro, frente ao atual cenário do mercado, "com a prevalência de juros básicos altamente atrativos à compra de imóveis", novos empreendimentos, além dos que estão previstos, podem ser lançados. "Observamos uma tendência significativa, decorrente da pandemia: o cliente passou a buscar imóveis com um quarto a mais, para aprimorar a prática do home office", justifica ele.
 
De acordo com os executivos, a REM Holding também prioriza a execução de obras para terceiros, um nicho representativo, em faturamento, desde a fundação do grupo, há 30 anos. "Jamais deixaremos de ter o 'cimento na veia'", resume Renato Filho. Atualmente, a empresa executa a construção de cinco torres residenciais para clientes, e o contrato para mais uma deverá ser assinado nas próximas semanas, de acordo com o executivo.
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Outro segmento que está no alvo na REM Holding é o de 'properties'. O diretor Rodrigo Mauro adianta que a empresa espera viabilizar, até o final de 2021, a conclusão de compra de uma área na região da avenida Paulista, que já conta com 2,5 mil m² adquiridos. Em princípio, o objetivo é investir na construção de um complexo de uso misto. Um segundo terreno, nas imediações da avenida Escola Politécnica, deverá ser alvo de lançamento no mesmo segmento. O perfil deste empreendimento ainda não está definido, conforme a empresa. 
 
Valuation. O contrato de acionistas que norteia a operação da REM Holding abre espaço de vez para a entrada de novos investidores, de fora da família Mauro, nos empreendimentos da incorporadora e construtora. O documento também contempla estratégias para Valuation que os executivos não divulgam.
 
Além dos irmãos Renato e Rodrigo, filhos de Renato Mauro, tornaram-se acionistas da REM Holding as duas filhas da fundadora Rosa Mauro Battistuzzi. Todos os sócios contam com a prerrogativa de adquirir partes dos demais ou, ainda, vender sua participação, parcial ou totalmente, a outros investidores do mercado. 

Foto: Divulgação


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