Pontos de ônibus feitos de contêineres

Projeto em Cuiabá prevê a construção de 82 instalações do tipo, com energia solar e jardins suspensos

Foi-se o tempo em que os contêineres transportavam apenas cargas em navios e trens. Em Cuiabá, um projeto da Prefeitura prevê um novo modelo de abrigo de espera de ônibus, seguindo como base os conceitos de sustentabilidade e conforto aos usuários já estabelecidos a partir da edificação da inovadora Estação Alencastro.

Construídos a partir de contêineres utilizados para transporte de cargas, os novos pontos de ônibus serão distribuídos em 82 espaços de diferentes regiões da cidade, onde o fluxo de passageiros varia em uma média de 5 a 10 mil pessoas por dia. Por meio de um minucioso trabalho de restauração, as estruturas metálicas, que antes seriam descartadas, ganham uma nova finalidade com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

A diferente alternativa encontrada para garantir maior comodidade ao cidadão é fruto de um trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a Secretária Extraordinária dos 300 Anos. As pastas já começaram a desenvolver o projeto ao longo de toda cidade e, neste momento, atuam na estruturação final do primeiro ponto, localizado em frente ao Pantanal Shopping, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA).

Assim como acontecerá em todas as estruturas, o abrigo da Av. do CPA está sendo equipado com placas solares, que asseguram luminosidade a qualquer hora do dia, pontos de USB para recarga de celulares, além de uma biblioteca com livros diversos que poderão ser usufruídos no espaço, garante a Prefeitura. O inovador conceito conta ainda com a presença de jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais, trazendo uma beleza verde em meio a todo contexto urbano.

Todos os pontos serão construídos por meio do processo de chamamento público, no qual a iniciativa privada é incentivada a aderir à política denominada "adote um abrigo". Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias. Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

Fotos: Divulgação Prefeitura de Cuiabá

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