Facilities conecta eficiência operacional, segurança e experiência das pessoas

Kátia Gadelha compartilha experiências que mostram como dados, governança e liderança ampliam a contribuição da área para os negócios

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Manter operações seguras, controlar custos e criar condições para que as pessoas trabalhem melhor são responsabilidades que colocam Facilities em contato direto com os resultados das organizações. Para Katia Gadelha, profissional com quase três décadas de experiência nos setores industrial, corporativo, logístico, de varejo e tecnologia, essa contribuição exige conhecimento técnico, visão de negócio e proximidade com a operação. “Facilities não é um fim em si mesma. Seu papel é tornar o trabalho mais fluido e seguro, reduzir riscos, dar previsibilidade à operação e criar condições para que as pessoas desempenhem o seu melhor”, afirma.

Da operação crítica à gestão dos espaços
Entre os projetos de sua trajetória, Katia destaca a liderança de Facilities e Segurança Empresarial na operação de impressão das provas do Enem. O trabalho envolveu diferentes plantas no Brasil, funcionamento ininterrupto e suporte a cerca de 4 mil pessoas. A integração entre logística, serviços e segurança apoiou uma edição destinada a 4,1 milhões de inscritos.

No varejo, liderou a concepção e a implantação do retorno aos escritórios no pós-pandemia. A gestão dos espaços orientada por dados permitiu ampliar a oferta de estações de trabalho e evitar gastos adicionais com mobiliário e obras. Segundo a profissional, o projeto recebeu reconhecimento no Prêmio ABRAFAC 2023 e no Global FM Awards of Excellence 2024.

Em outras operações, atuou na implantação de contratos full service, na revisão de escopos e na estruturação de equipes. Em tecnologia, contribuiu para uma plataforma de aquisição de itens ergonômicos por voucher, simplificando processos de Compras, Financeiro e Contabilidade e melhorando a experiência dos colaboradores em trabalho remoto.

Escuta, indicadores e decisões claras
Para Katia, o relacionamento com clientes internos começa pela compreensão da necessidade real de cada demanda. Isso envolve observar a rotina, analisar dados e apresentar alternativas com seus respectivos custos, riscos e impactos.
“Relacionamento, para mim, não significa concordar com tudo. Significa construir confiança, alinhar expectativas, apresentar dados e cumprir o que foi pactuado”, explica.

Com fornecedores, defende uma atuação baseada em responsabilidade compartilhada, comunicação direta e indicadores. Em situações críticas, considera a segurança o primeiro filtro de decisão, seguida pela continuidade operacional, pelos impactos nas pessoas e pela viabilidade financeira.

Competências para uma atuação estratégica
Visão financeira, capacidade analítica, comunicação e liderança estão entre as competências que Katia considera indispensáveis. O profissional também precisa conectar contratos, fornecedores, segurança e experiência do usuário às prioridades do negócio.

Nesse cenário, a inteligência artificial pode apoiar a análise de dados, a antecipação de riscos e a automação de rotinas. Seu uso, porém, exige validação das informações e julgamento profissional. “A IA não substitui julgamento, escuta ou presença humana; ela potencializa o trabalho”, afirma. Para Katia, transformar recursos tecnológicos em resultados depende de diagnóstico consistente, presença no campo e equipes preparadas para executar.


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