Reforma do Terminal 1 do Aeroporto de Confins (MG)

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Reforma do Terminal 1 do Aeroporto de Confins (MG)

Tem projeto assinado pela Fernandes Arquitetos Associados

A Fernandes Arquitetos Associados é o escritório responsável por assinar o projeto de modernização do Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). O projeto prevê a ampliação das áreas comerciais, revisão dos fluxos e processos - que englobam áreas de meio-fio, raio-X, check-ins, restituição de bagagens, salas e portões de embarque. A proposta é preparar o Terminal para os próximos 20 anos de operação. 

A intervenção em espaços preexistentes busca o equilíbrio entre a recuperação estilística/estrutural e fatores técnicos e construtivos da obra original, com transformações contemporâneas, que atendam as demandas atuais, sem descaracterizar a arquitetura original - de autoria do arquiteto Milton Ramos. O novo projeto tem como objetivo promover melhorias nos fluxos operacionais, proporcionar mais conforto, comodidade para passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária, além de viabilizar mudanças que valorizem o estado, caracterizando a arquitetura como um meio poderoso de identificação e valorização da história e da cultura mineira. 

O escritório selecionou três fortes elementos de representatividade para guiar a proposta para o novo projeto do Terminal 1: a tradição do barroco, a marcante topografia mineira e o modernismo presente nas formas do projeto original do aeroporto - todos eles também possuem características comuns como a plasticidade, o elemento curvo, a expressividade e a relação com a paisagem. 

Os arquitetos também buscaram inspirações em sinergia com o olhar atento para o futuro e, nesse sentido, o próprio edifício existente do Terminal caracterizou-se como importante referência e de base sólida para exploração de suas potencialidades. Construído há mais de 30 anos, o Terminal 1 têm arquitetura e estética marcadas pelo concreto e, com o projeto de atualização, o intuito é compor harmonicamente as áreas existentes com novos materiais e texturas. 

Meio-Fio 
Ao longo dos anos, o projeto original recebeu uma série de alterações e algumas adições descontextualizadas. Sendo assim, a escolha dos materiais teve um papel essencial na construção da identidade do edifício. 
No acesso do Terminal 1, o novo programa buscou uma afinidade entre o material marcante do concreto original e outros materiais amplamente utilizados nas intervenções mais recentes de todo o aeroporto, além do novo elemento forro, que é integrado ao interior dos acessos à área de embarque/desembarque. 
A principal intenção da proposta foi conferir um caráter de unidade formal em toda a fachada do Terminal 1, assim como estabelecer um claro diálogo harmonioso entre o projeto original e as intervenções contemporâneas. Dessa forma, o novo projeto vai resgatar a importância da área do meio-fio como a porta de entrada e primeiro contato do usuário com o aeroporto.  

Área de embarque/desembarque 
Atualmente, a área de embarque/desembarque já dispõe de uma organização espacial e de fluxos claros. O setor possui grande pé direito e vazios centrais com visuais amplos, que favorecem a orientação dos usuários. Entretanto, uma parte apresenta espaços a serem ocupados e ativados. 
As intervenções no saguão são pontuais, mantendo a organização clara dos fluxos ao mesmo tempo em que potencializa e ativa espaços hoje pouco explorados. O projeto luminotécnico terá papel essencial e vai destacar a materialidade do concreto aparente, compondo com o novo fechamento em painel amadeirado, trazendo um elemento estético que unifica toda a sala de embarque. 
Como as condições físicas e de insolação não permitem o plantio de espécies de grade porte (árvores ou grandes palmeiras), a solução proposta para a criação de elementos verticais de vegetação foi a introdução de totens metálicos modulares, em estruturas vazadas para suporte de canteiros suspensos. Esses totens têm a base reduzida, circunscrita aos canteiros nos quais serão distribuídos e vão crescendo conforme sobem, como se formassem a copa de uma árvore. 


Inspeção de segurança - situação atual 
Com a nova reorganização espacial do primeiro pavimento, haverá ampliação da área dos canais de inspeção, concentrados no eixo central da conexão entre os blocos dos lados Terra e Ar. Essa alteração vai possibilitar o aumento de área, absorvendo o crescimento ao longo dos anos, implementando um nível ainda mais alto de atendimento ao usuário. 
Sendo assim, esse ambiente ganha destaque como porta de entrada para o lado Ar e funciona como um espaço de transição importante. Introduzindo a materialidade e estética presentes ao longo de toda a sala de embarque, há a inclusão de um novo forro em tom amadeirado. 

Sala de embarque 
A intervenção tem como premissa reorganizar os fluxos, possibilitando o deslocamento eficiente entre os portões, ao mesmo tempo em que estimula os passageiros com uma grande variedade de opções do novo mix comercial, com confortáveis áreas de estar, cafés, restaurantes e varejo. 
A nova materialidade busca uma harmonia entre o concreto original, o granito do piso, testeiras das lojas e novos materiais adicionados. Os elementos nos forros, portões de embarque e área de longarinas aliam a funcionalidade desses materiais à intenção de preparar o Terminal 1 para o futuro, ao mesmo tempo, que reforçam características da rica tradição mineira. 
Outro elemento marcante é a topografia do estado representada pelas formas orgânicas do forro, instalado nas áreas de espera e de formação de filas junto aos portões de embarque. Cada trecho entre os portões representa no teto a topografia de uma montanha de Minas Gerais. 

Portões de embarque 
O respeito ao legado da arquitetura moderna do projeto original de Milton Ramos, aliado ao olhar afetuoso às tradições mineiras, tem na sala de embarque o seu momento mais influente. Os portões de embarque de um aeroporto representam a tangente entre o mundo exterior e interior de uma localidade. Nesse cenário, o escritório buscou as diversas contribuições artísticas e arquitetônicas do barroco mineiro com as portas de arte sacra, que marcam esse portal de chegadas e partidas do universo mineiro. 
A ideia é que cada portão receba uma aplicação de chapa metálica perfurada fazendo referência às portas das icônicas igrejas de Minas Gerais. 

Fotos: Divulgação.

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