A Covid-19 reforçou a importância de sermos digitais

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A Covid-19 reforçou a importância de sermos digitais

Confira experiências no Brasil e exterior

A transformação digital para os governos - que se tornou ainda mais relevante em meio à pandemia de Covid-19 - tem quatro componentes fundamentais que os líderes governamentais deveriam aproveitar hoje para construir resiliência e oferecer serviços que satisfaçam seus cidadãos.

O governo do futuro terá o alinhamento de todas as suas lideranças para usar políticas centradas no usuário, adotar uma cultura de inovação na qual se fomente a experimentação, derrubar barreiras a partir de novos veículos de aquisição e implementar uma classificação de dados moderna, assim como desenvolver capacidades para empoderar os trabalhadores para finalmente aproveitarem as novas tecnologias.

E quando se fala em transformação digital, a maioria dos governos deseja fornecer benefícios valiosos aos seus cidadãos - como permitir que acessem serviços públicos ou paguem seus impostos com a mesma facilidade que pedem por um táxi, por exemplo. A exigência de uma redução de custos, a precisão da mitigação dos riscos e o preparo para o futuro também formam parte da estratégia que buscam para digitalizar seus processos.

A Covid-19 reforçou a importância de sermos digitais. Em questão de semanas, os setores de todos os níveis de governo tiveram que adaptar rapidamente sua forma de trabalhar para estarem à altura das novas e urgentes necessidades de seus cidadãos, e aqueles que estão embarcando em uma transformação digital querem estar melhor preparados. 

Com a pandemia, que teve grandes impactos em 2020 e continuará em 2021, temos visto governos em todo o mundo recorrem à nuvem porque é a melhor maneira de construir e ampliar soluções em menor tempo e com uma parcela reduzida dos recursos que normalmente seria necessária.

No Brasil, por exemplo, o governo do Estado do Ceará firmou, em novembro do último ano, acordo de colaboração para criação do primeiro Centro de Competências para a Transformação Digital no País, que terá como principais pilares a empregabilidade, a transformação digital, o empreendedorismo e a pesquisa e desenvolvimento, onde centenas de pessoas serão beneficiadas no primeiro ano. Já o governo do Estado de São Paulo lançou em abril o Centro De Mídias da Educação, plataforma que permitiu que estudantes da rede estadual tivessem acesso a aulas ao vivo, vídeo aulas e outros conteúdos educacionais durante a quarentena. No total, cerca de 5 milhões de jovens foram beneficiados. No Canadá, o governo municipal de Calgary ativou em apenas três dias uma interface de escritórios virtuais para 464 empregados, conectados de maneira segura em uma rede VPN encriptada. 

A ideia é que cada governo possa ser tão ágil quanto uma startup quando necessário. O mais importante é que esta será uma nova normalidade, e o setor público vai continuar aproveitando essas formas de trabalho.

Outros casos de êxito que posso mencionar são as experiências dos governos da Itália, do Serviço Digital do governo do Reino Unido e do governo do Estado de Guanajuato, no México, que implementaram componentes de transformação para entregar mais valor aos cidadãos.

A maioria dos governos com os quais trabalhamos veem sua falta de habilidades como a razão principal para que não tenham feito o progresso que desejam em sua jornada à nuvem. Por outro lado, a força laboral existente tem um valioso conhecimento institucional que é muito difícil de substituir. Se a isto somarmos que adquirir talentos em escala é difícil e custoso, é muito mais eficaz investir em nossa força de trabalho do que iniciar uma contratação desde o zero.

Neste sentido, há no mercado muitos eventos e ofertas de capacitação em um enorme ecossistema para ajudar profissionais em qualquer categoria de trabalho. O governo do futuro, assim, será capaz de aproveitar tecnologias inovadoras de maneira escalável, segura e com disponibilidade na nuvem.

Marcos Boaglio é Arquiteto de Soluções para o Setor Público da AWS

Foto: Divulgação

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