Afinal, onde estamos quando o assunto é workplace?
 

O payback na humanização da arquitetura corporativa

Ações que estão no radar das empresas que querem estar à frente no mercado

Por Daniel Vilela*

Uma das grandes atribuições de um departamento de Recursos Humanos de uma empresa é oferecer as melhores condições para o bem-estar e aperfeiçoamento das pessoas, o que reflete diretamente nas condições de saúde. O desafio, portanto, é constante, imperativo e urgente.

Pesquisas revelam que, globalmente, cerca de 70% dos profissionais sofrem de estresse, que é a quarta doença mais diagnosticada no mundo.  Em se tratando do Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 11,5 milhões de pessoas sofrem com a depressão e o país lidera o ranking global de incidência de transtornos da ansiedade.

Vivemos um momento em que investir em medidas para amenizar este estado emocional é importante para a melhora do convívio familiar, da produtividade e, portanto, da saúde e economia do país. É o que revela um estudo recente, que mediu essa interferência em valores, mostrando que algo em torno de R$ 80 bilhões é gasto anualmente por conta da rotatividade das pessoas, licenças médicas, queda na produtividade e faltas no trabalho.

A boa notícia, porém, é que esse quadro pode ser modificado, a partir de medidas relativamente simples, capazes de incentivar pessoas na mudança de comportamentos nocivos à saúde. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, 70% dos cerca de US$ 3 trilhões gastos anualmente em cuidados com a saúde naquele país ocorrem por conta de problemas advindos de alimentação inadequada, tabagismo ou sedentarismo.

Atualmente, existem normas que direcionam a construção de ambientes profissionais no que tange ao bem-estar físico, tais como ergonomia, iluminação, acústica e climatização.  Mas e o aspecto psicológico? Embora não haja normas para cores, vegetação e elementos naturais, aromas, organização e personalização, na prática cuidar desses tópicos é dar empatia aos espaços. É por isso que novas certificações, como a Wellness e a Fitwell, têm estado cada vez mais no radar de profissionais de RH e vêm sendo perseguidas por empresas que querem estar à frente no mercado e ganhar competitividade, investindo no que realmente importa: as pessoas. 

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou quais são as prioridades para um ambiente verdadeiramente saudável: iluminação natural; introdução de plantas; espaços sem ruídos; vista para praia e cores vibrantes.

De todos eles, a inserção do verde na arquitetura é o mais sinestésico de todos, ou seja, o que consegue envolver ao mesmo tempo o maior número de sentidos. Assim, um dos caminhos mais interessantes para proporcionar ambientes de trabalho saudáveis e produtivos é apostar no verde, sob o conceito da chamada biofilia. Afinal de contas, as plantas reduzem em 37% os níveis de tensão e ansiedade, em 44% a sensação de raiva, e em 38% a fadiga.

É por isso que um projeto moderno de arquitetura corporativa sempre leva em consideração a adoção das plantas, desde a sua concepção. Jardins verticais em suas variadas modalidades (natural, preservado, musgo moss e permanentes) e o Paisagismo corporativo, além de refinar a estética local, contribuem de forma significativa para tornar os espaços corporativos mais harmônicos e equilibrados.

O conceito de biofilia nos espaços corporativos veio para ficar. E os departamentos de recursos humanos que estão atentos a essa nova realidade tendem a reter talentos, cuidar das pessoas a partir de uma ótica mais integral, além de melhorar a produtividade das pessoas.

*Danilo Vilela é Diretor de Marketing da Vertical Garden

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