Empresas e profissões que já nascem inclusivas se sobressaem no mercado

De acordo com pesquisa da Harvard Business Review, os conflitos são reduzidos em 50% nesses casos. Entenda aqui

Notícia publicada em 19 de agosto de 2019

Se o segredo do sucesso é saber se adaptar e sobreviver às mudanças, os tempos atuais representam uma ótima oportunidade para comprovar se essa máxima funciona ou não.

Nossos filhos já nascem muito mais aliados da diversidade e da inclusão do que nós, e nos dão broncas diariamente por causa de colocações preconceituosas ou excludentes que faziam parte normalmente de nosso vocabulário.  Eles sabem que não fazemos por mal, mas não admitem que continuemos agindo como no passado. E não podemos mais colocar a culpa na educação ou na cultura. A paciência curta dos mais jovens mostra que estamos fora de sintonia com modus operandi do mundo de hoje.

As novas empresas parecem sofrer desse mesmo tipo de impaciência em relação às empresas tradicionais. Elas nascem na velocidade das startups e parecem se abastecer da energia da diversidade e da inclusão para ditar um novo modus operandi no mercado.

A diversidade e a inclusão alavancam resultados e deixam para trás quem quer enxergar tudo de forma padronizada. Quando uma empresa abre espaço para as diferenças e consegue ouvir a pluralidade de ideias, ela produz mais soluções, elimina pontos cegos processo e melhora sua tomada de decisão. Em tempos de crise, isso significa economizar recursos e talentos. E é assim, incluindo todo mundo e evoluindo de forma sustentável que o lucro aparece.

Assim acontece com as startups financeiras, ou fintechs, das quais a Nubank é um dos exemplos entre tantos já presentes em nosso mercado. Usando uma linguagem solta e descontraída, a empresa desafiou as instituições financeiras tradicionais ao apostar em um único serviço: o cartão de crédito sem taxas ou anuidade. Com um departamento exclusivo de diversidade e inclusão, a Nubank mostra para seus colaboradores e clientes que se preocupa em caminhar na direção de uma comunidade igualitária, fazendo disso parte de sua missão.

Outro mercado que surgiu nos últimos anos é o de youtubers ou influenciadores digitais. Uma das principais características desses produtores de conteúdo é a pluralidade. Jovens negras, que não se viam representadas pelos padrões de beleza dos comerciais, assim como corpos fora do padrão e o público LGBTQI+, hoje ditam novos padrões comportamentais e estéticos em seus canais e atraem empresas que querem abraçar essa diversidade e garantir mais consumidores para seus produtos e serviços.

Companhias que já nascem diversas e includentes saem na frente na disputa de mercado, pois conseguem atrair mais talentos para seus ambientes colaborativos e produtivos. De acordo com pesquisa da Harvard Business Review, os conflitos são reduzidos em 50% nesses casos. Ter diferentes pontos de vista, mas acima de tudo expressar as ideias e conduzir as relações com respeito e empatia são características que os novos gestores devem adquirir, além de serem valores essenciais para empresas que desejam se manter competitivas e se tornarem realmente inovadoras.

Então, como empresários, precisamos sair das bolhas corporativas, entender rapidamente a diversidade que nos cerca e garantir que esta diversidade esteja representada em nosso negócio. Quando abrimos espaço para a diversidade e incluímos as diferenças, multiplicamos as possibilidades de solucionar os desafios que enfrentamos todo dia. Não dá mais para rotular este assunto como "mimimi." Diversidade e inclusão são poderosas estratégias de transformação. Acredite. 

Ronaldo Ferreira Jr. é Conselheiro da AMPRO - Associação Nacional das Agências de Live Marketing e sócio-fundador da um.a #diversidadeCriativa, agência especializada em eventos, campanhas de incentivo e trade

Foto: Divulgação

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