Afinal, onde estamos quando o assunto é workplace?
 

Ambiente de trabalho versus produtividade

Um novo layout, quando bem projetado, traz mudanças positivas no comportamento e aproveitamento dos funcionários

Notícia publicada em 6 de junho de 2019

Por Thamiris Nascimento

Depois que a gigante Google remodelou sua sede no Vale do Silício, o ambiente de trabalho no estilo “plano aberto” começou a ser sinônimo de “empresa inovadora e bem-sucedida”. Com a evolução dos ambientes corporativos, muitas empresas que mantinham seus funcionários em cubículos ou compartimentados em salas resolveram inovar em busca de mais produtividade.

Diferente do que acontecia até pouco tempo atrás, os atuais projetos de layout consideram o indivíduo e o bem-estar do funcionário (fator determinante nas soluções dos novos espaços). Para conseguir tal feito, os arquitetos e designers aplicam diversas ferramentas que visam humanizar os ambientes e abusam da criatividade para deixar cada cantinho mais atrativo aos olhos de quem frequenta diariamente o mesmo lugar, muitas vezes, por mais tempo do que em sua própria casa.

Mas, os novos conceitos de projeto não se limitam apenas à estética. Apesar de lindos, o propósito da mudança nos escritórios não é construir parquinhos de diversão para adultos. A implantação de um novo layout, quando bem projetado, traz mudanças positivas no comportamento e na produtividade dos funcionários.

Paredes e divisórias vão ao chão, dando espaço a mesas de trabalho confortavelmente largas, às vezes até com regulagem de altura. Trabalhar em ambientes abertos amplia o horizonte, facilita a chegada de novas ideias e a comunicação entre as pessoas, que ficam mais acessíveis, sentadas lado a lado. A possibilidade de interação aumenta e as relações se tornam mais colaborativas. O tempo gasto em salas de reunião também é reduzido, o que possibilita tomar decisões de forma mais rápida e efetiva.

Além da área de trabalho mais livre e integrada, esse novo conceito corporativo sugere a criação de outros ambientes de interação, como salas de reunião informal, meeting points, salas de descompressão, espaço para prática de esportes, áreas de café, entre outras possibilidades e ideias que podem surgir de acordo com o perfil e a necessidade da empresa.

Thiago Nascimento, Diretor de Engenharia na Construtora LINC, afirma que “o open space auxilia na performance dos funcionários, além de facilitar a comunicação; observar outra pessoa trabalhando te inspira a realizar um bom trabalho”.

Diversas áreas de pesquisa apontam a influência do ambiente nas emoções e comportamentos humanos, mostrando como o cérebro é estimulado pelas sensações que temos ao ver uma cor na parede ou ao tocar o tecido de um sofá, por exemplo. Por isso as cores, formas e texturas utilizadas nos escritórios devem ser escolhidas com atenção, pois contribuem para os funcionários se sentirem mais motivados e dispostos a desenvolver um bom trabalho.

Da mesma forma, quem vem sendo estudada e ocupando cada vez mais o espaço corporativo são as plantas, que ajudam na sensação de bem-estar e aumento da criatividade. A preocupação com a acústica é um fator que põe em dúvida a eficiência do conceito open space. O fator barulho gera dificuldade na concentração e também irritação nos funcionários, o que leva a um baixo rendimento. Hoje o mercado já disponibiliza excelentes produtos acústicos para evitar esses possíveis problemas, que podem ser aplicados no forro, nas paredes e, inclusive, integrados ao mobiliário. Questões como luminosidade, temperatura e ventilação são também elementos indispensáveis na configuração de um projeto de qualidade.

Apesar do sucesso dos escritórios implantados no modelo “ambientes inteligentes” ou “smart workplaces”, adotar esse conceito e deixar o espaço com aparência moderna não significa que a empresa será mais lucrativa. Compreender a cultura corporativa é tão importante quanto assegurar o bem-estar dos funcionários no novo layout. Caso contrário, o resultado da mudança pode ser negativo.

Em poucas décadas o ambiente de trabalho sofreu grandes mudanças para se adaptar ao mercado e às metodologias de gestão. Hoje se trabalha com maior velocidade e eficiência, graças à tecnologia que avança em ritmo acelerado.

Atualmente, ferramentas de comunicação móvel e à distância estão possibilitando encontros virtuais, como os chats e as videoconferências, o que facilita a vida dos funcionários e reduz despesas nos negócios. Para acompanhar essa tendência algumas empresas fazem uso da flexibilidade incentivando o “home office”, sem abrir mão do escritório físico para aqueles que preferem trabalhar na companhia dos colegas ou necessitam usar as salas de reunião.

Usando a ferramenta de design com inteligência, aliada à evolução tecnológica, os escritórios do futuro irão nos surpreender ainda mais. A tecnologia nos oferece mais conforto, mas somente o homem é capaz de ofertar a criatividade. Os novos conceitos de ambiente de trabalho priorizam a satisfação do funcionário, que é a peça-chave para bons resultados nos negócios.

Thamiris Nascimento é arquiteta da Construtora LINC

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