Afinal, onde estamos quando o assunto é workplace?
 

O e-commerce vai acabar com os shoppings centers?

Nos EUA, a previsão é que 25% destes estabelecimentos fechem em até cinco anos. Já no Brasil...

Uma pesquisa divulgada pelo banco Credit Suisse aponta números alarmantes: de 20% a 25% dos shoppings centers norte-americanos devem fechar no espaço de cinco anos. Isso significa que, dentre os 1.200 shoppings dos EUA, 250 poderão encerrar suas atividades até 2023. Mas qual o motivo dessa mudança no país mais consumista do mundo?

Kai Schoppen, CEO da Infracommerce, uma das empresas líderes de negócios digitais na América Latina, identifica uma causa clara: a chegada do comércio eletrônico. "A conectividade e o uso de ferramentas e serviços online e os modelos de comportamento e consumo mudaram, criando uma nova necessidade para o mercado. Além disso, no caso dos EUA, sendo o quarto maior país do mundo em extensão territorial, não é difícil imaginar as barreiras geográficas que as marcas enfrentam diariamente para estarem presentes junto ao seu consumidor, problema praticamente eliminado pelo e-commerce", explica Schoppen. De acordo ainda com o levantamento da Credit Suisse, o número de vendas online do vestuário norte-americano deve pular dos 17% atuais para 37% até 2030.

E o Brasil, será que segue pelo mesmo caminho? Os números indicam que não. Somente em 2016 foram inaugurados 20 novos shoppings, totalizando 561 em operação no país, aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Já o e-commerce brasileiro faturou em 2016 o total de R$ 53,4 bilhões, 11% a mais em relação a 2015, segundo a ABComm. Então, se nos EUA o e-commerce afetou diretamente os shoppings centers, no Brasil este impacto ainda não aconteceu.

Para Kai Schoppen, no caso dos shoppings centers, enquanto nos EUA trata-se de um setor maduro e, até mesmo saturado, no Brasil ele segue em desenvolvimento. Os famosos outlets, por exemplo, ainda são novidade, existindo apenas 11 em operação - nos EUA são mais de 200 existentes. "Já para o e-commerce, existe uma similaridade bastante positiva: a extensão territorial e a possibilidade de conquistar espaços que as lojas físicas não alcançam", analisa o executivo.

Se nos Estados Unidos as vendas eletrônicas já respondem por cerca de 12% das vendas totais, no Brasil ainda são apenas 4%, ou seja, há uma enorme fatia de mercado disponível. Diante desses dados, Schoppen conta que não surpreende que, mesmo com a crise que aplacou a economia brasileira nos últimos anos, o setor de comércio eletrônico tenha registrado crescimento anual de 15% e um dos cenários mais promissores para 2017, onde espera-se que o faturamento do setor alcance R$ 59,9 bilhões.

"Para que no Brasil o cenário não se repita, é importante que a expansão do e-commerce seja realizada com planejamento e integração com os demais mercados", explica Schoppen. O especialista aponta a necessidade do varejo de compreender que as vendas online e off-line podem - e devem - ser integradas, proporcionando uma experiência mais ampla para o consumidor.

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