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Crise aprimora setor imobiliário de galpões logísticos e industriais

Em palestra da CoreNet Global Brasil, Clarisse Etcheverry, sócia-diretora da EREA, prevê a estabilização do mercado brasileiro

Parque Logístico TRX Embu, localizado na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300) Km 84, sentido Jundiaí/SP: 49.502 m² de ABL em terreno de 340.800 m²​

Data do início dos anos 2000 o início da qualificação no mercado de galpões logísticos, no Brasil. Com mais de 20 anos de atuação na área, Clarisse Etcheverry (foto), sócia-diretora da EREA (Eminence Real Estate Advisory), chama essa fase de "pioneirismo da profissionalização", quando as expectativas eram de replicar no Brasil os padrões internacionais para locações logísticas, seguindo alterações na legislação, com mudanças estruturadas e uma indústria bastante capitalizada. Entre 2006 e 2007, o mercado nacional começou a ser visto pelos investidores com outros olhos, mas a crise americana de 2008 adiou os planos de crescimento no Brasil.

Em 2010, depois de um período de estagnação, as empresas voltaram a investir na área de galpões logísticos. A partir deste ano até 2014, aconteceu o que Clarisse classifica como o "boom" do segmento. "Havia um cenário de baixa vacância e grande interesse do investidor. Nessa época, foram entregues a média anual de cerca de um milhão de m² em condomínios logísticos em São Paulo", conta Clarisse. O final de 2014 trouxe prenúncios de crise política e, em 2015, o segmento entra num ciclo recessivo, com queda de demanda em um mercado super ofertado, devido ao grande número de entregas. 

Profissionalização

O cenário negativo provocado por uma mudança muito rápida de mercado, na opinião da executiva, trouxe também boas aquisições. O período foi de uma alta profissionalização do setor, com investidores analisando tudo com mais cautela, locatários mais conscientes e exigentes e a área de galpões logísticos entrando em altos padrões internacionais para se tornar mais competitiva. A realidade acirrada do mercado induziu além de negociações e oportunidades para inquilinos, a acréscimos para a área de galpões logísticos como um todo, com ganho de benefícios como preocupações ambientais, especializações em consultorias e em projetos de instalações, entre outros. Tudo isso trouxe reflexos para o inquilino, que passou a se preocupar com dados como uso de iluminação natural, energia solar, reuso de água, criando novas demandas para o setor.

Outro fator que tem ajudado a impulsionar a área atualmente, segundo ela, é a movimentação das atividades na cadeia do varejo, com alto crescimento do e-commerce e as perspectivas de aumento do padrão de consumo do brasileiro. Todos esses movimentos trazem perspectivas otimistas, na visão na executiva.

"Da mesma maneira que o mercado reagiu muito rápido aos sinais de crise, ele também reage muito rápido aos sinais de recuperação. Um ponto positivo do período de dificuldades é o alto grau de profissionalização que foi necessário para mudar as perspectivas. Hoje, o mercado na área logística tem uma grande sofisticação imobiliária, um ganho que não será perdido. Acredito que a demanda irá retornar em breve, e com a vantagem adquirida da conquista de um nível de profissionalização na área muito maior, criando-se um ciclo virtuoso para todos desse mercado", explica Clarisse.


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