Queda na taxa de vacância e possível aumento de aluguel em 2018

Somente nos dois primeiros meses deste ano 100 mil m² foram movimentados no mercado imobiliário corporativo de SP

Os dados do primeiro trimestre do ano no mercado imobiliário corporativo prometem trazer bons sinais, de acordo com o banco de informações da Buildings Pesquisa Imobiliária. Um dos primeiros indicativos da análise geral em vias de fechamento aponta que 100 mil m² foram movimentados no mercado imobiliário corporativo de São Paulo apenas nos dois primeiros meses deste ano.

Para a empresa, o destaque recente está no mercado classe A (que engloba edifícios de classificação A, AA e AAA), com números positivos ainda mais acentuados no mercado tiple A (AAA), de São Paulo. No segmento classe A, que envolve os 240 melhores edifícios corporativos dos 2.800 existentes em São Paulo, apesar do preço médio ofertado do m² vir caindo, tendo fechado a R$ 85 o m², a vacância também diminui trimestre a trimestre, fechando o último tri de 2017 com 19,2%. O aumento gradativo de ocupação sinaliza, para a Buildings, que o mercado está aquecido e em fase de recuperação. Uma das previsões é que o mercado classe A de São Paulo chegue a ter uma vacância próxima de 15% até o final do ano. "Quando analisamos os ciclos de mercado com base nos nossos dados históricos dos últimos 13 anos, vemos que toda vez que a vacância diminui para níveis inferiores a 10% no segmento classe A de São Paulo, o mercado começa a apresentar elevação nos preços de aluguel. A nossa expectativa é que isso ocorra no segundo semestre de 2019", diz Fernando Didziakas, sócio da Buildings.

Triple A

No mercado triple A (AAA), em São Paulo, que representa os 38 melhores edifícios do segmento corporativo da cidade, dados do último trimestre de 2017 monitorados pela Buildings apontam que a vacância vem caindo progressivamente e chegou a 14,2% no último trimestre, apesar do preço do aluguel também ter caído levemente, chegando a R$ 102 o m² no último trimestre nesse segmento. A previsão é que, nessa classificação, a vacância chegue perto de 10% já na metade de 2018. Pela média histórica de análises da empresa, a vacância na casa dos 10% cria uma pressão pela alta dos preços. Dessa forma, a expectativa da empresa de pesquisa imobiliária é que os preços voltem a subir já no segundo semestre, no mercado do segmento AAA em São Paulo.

Fatores macroeconômicos como os recentemente apontados, tais como aumento do PIB, crescimento da economia e queda na taxa de desemprego, já podem estar influenciando o mercado de edifícios corporativos mais concorrido da capital. "O mercado imobiliário comercial ainda sofre com vacâncias altas, porém, hoje encontra um cenário econômico muito mais positivo nesse processo de retomada. Crescimento do PIB e diminuição da taxa de desemprego são fatores que animam e estimulam o mercado como um todo", opina Didziakas.

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