IFMSummit São Paulo destaca tecnologias que impulsionam um FM mais estratégico com o tema Break the Loop

Evento discutiu como dados, automação, inteligência artificial e gestão de ativos estão transformando o setor

Por Léa Lobo

IFMSummit São Paulo destaca tecnologias que impulsionam um FM mais estratégico com o tema Break the Loop

Foto: Divulgação 


Realizado em 26 de março, o IFMSummit, organizado pela diretoria da Infraspeak reuniu empresas de tecnologia, especialistas e lideranças de FM para discutir o avanço da transformação digital no setor. O evento mostrou que o FM caminha para uma atuação mais integrada, analítica e estratégica, apoiada por inteligência artificial, automação, dados e novas ferramentas de gestão.

A Infraspeak destacou sua visão sobre os principais desafios das operações de facilities, como processos fragmentados, excesso de tarefas administrativas e baixa visibilidade sobre a rotina e os ativos. A empresa reforçou sua proposta de conectar todos os agentes da operação em uma única plataforma e destacou a evolução do Gear AI, com recursos de sugestões inteligentes, alertas automáticos, automações e indicadores de saúde dos ativos. Ou seja, o facilities precisa sair do modelo reativo para ganhar eficiência, previsibilidade e relevância estratégica dentro das organizações.

Gustavo Gracitelli e Fernando Gorguet, da Deskbee, mostraram como a tecnologia pode simplificar a jornada do colaborador e ampliar a inteligência sobre os ambientes corporativos e abordaram a evolução da plataforma de workplace management da empresa, integrando reserva de estações e salas, carona corporativa, estacionamento, controle de acesso, chamados, catering, estoque e outras rotinas do escritório. O grande destaque foi o lançamento de novas soluções com câmeras e sensores, incluindo check-in por reconhecimento facial, captura automática de presença e leitura de ocupação de salas e áreas abertas, ampliando o uso de dados reais na gestão dos espaços.

Na sequência, Gonçalo Meira da Nous apresentou sua proposta de transformar dados de facilities e manutenção em valor por meio de dashboards mais visuais, intuitivos e estratégicos. Destacou que muitas operações ainda têm dificuldade para converter informação em leitura prática de gestão e mostrou como seus painéis em Power BI, integrados ao ecossistema da Infraspeak, podem melhorar a tomada de decisão, apoiar a eficiência operacional e até gerar novas oportunidades comerciais. Com opções que vão de dashboards customizados a aceleradores conectados ao Data Lake da plataforma, mostrando que a análise de dados pode deixar de ser apenas suporte para se tornar diferencial competitivo.

Hugo Pereira, diretor do Grupo Orion, reforçou que a inteligência artificial só entrega valor quando existe uma base sólida de dados por trás. Ao falar sobre tradição e inovação, ele destacou que a transformação digital começa pela captação, organização e processamento correto das informações, e não apenas pela adoção de ferramentas avançadas. A demonstração de uma solução capaz de converter contas de energia em análises e indicadores em poucos minutos mostrou o potencial da tecnologia para acelerar diagnósticos, mas também deixou claro que maturidade operacional e qualidade dos dados seguem sendo fatores decisivos para o sucesso.

Flávio Pimentel, da Neowrk, trouxe uma reflexão mais conceitual sobre inovação e gestão. Em sua fala, destacou que soluções superficiais ou padronizadas demais tendem a não responder à complexidade real das operações. Para ele, cada ambiente de trabalho tem suas próprias dinâmicas, necessidades e comportamentos, o que exige mais profundidade na leitura dos problemas e mais proximidade entre gestão e operação. Ele também chamou atenção para a pressão sobre equipes cada vez mais enxutas e para a necessidade de equilibrar produtividade com investimento em conhecimento, colaboração e inteligência estratégica.

Encerrando o bloco, Satoshi Yadoya, da Sodexo, abordou os desafios da gestão de ativos e da manutenção em operações complexas, especialmente no ambiente industrial. Sua apresentação mostrou como a falta de prioridade para a infraestrutura de suporte pode gerar aumento de corretivas, queda de disponibilidade e maior pressão sobre as equipes. Como resposta, defendeu uma abordagem estruturada, baseada em levantamento técnico dos ativos, análise de criticidade, histórico de falhas, custos e planejamento apoiado por um Command Center, que atua como uma camada adicional de controle, confiabilidade e suporte à operação em campo. O foco, segundo ele, é construir uma evolução realista da infraestrutura, equilibrando risco, custo, desempenho e longevidade dos ativos.

Além das apresentações tecnológicas, a agenda também trouxe discussões relevantes para o momento do setor, com temas como liderança em operações complexas, experiência do usuário, ROI, gestão do conhecimento e protagonismo do facilities na era da tecnologia, todos os temas apresentados por profissionais que atuam na gestão de FM. Outro ponto alto do evento foi a entrega do Infraspeak FM Award 2026, para os gestores que já utilizam as ferramentas da anfitrião e trazem respostas e resultados mais eficientes em suas operações.

O IFMSummit São Paulo reforçou, assim, que o futuro do FM passa pela integração entre tecnologia, dados, estratégia e pessoas, consolidando a área como um elo cada vez mais importante para a performance dos negócios. Para quem não participou do evento, uma boa notícia é que todas essas soluções estarão presentes, com seus respectivos expositores, na 13ª Expo InfraFM, que acontecerá de 9 a 11 de junho de 2026. Faça seu credenciamento gratuito e venha conhecer de perto as centenas de soluções que serão apresentadas por mais de 150 expositores: https://www.infrafm.com.br/eventos/205/expo-infrafm-2026?utm_source=menu-portal-ifm


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