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O futuro da climatização está no cérebro, não no termostato

Climatização não é só conforto. É gestão. É performance. É sustentabilidade!

Por Léa Lobo

O futuro da climatização está no cérebro, não no termostato

Se a climatização ainda é vista por alguns como um item coadjuvante na infraestrutura predial, a Trane, marca do grupo Trane Technologies, muda essa narrativa. Mais do que fornecer equipamentos robustos e eficientes, a gigante norte-americana — com mais de um século de atuação — está impulsionando uma revolução silenciosa no setor de Facility, Property & Workplace Management: a climatização como inteligência operacional.

Cristian Drewes, General Manager da Trane no Brasil, é categórico: "Nós não vendemos apenas ar-condicionado. Entregamos soluções térmicas inteligentes que impactam diretamente no consumo de energia, na sustentabilidade e na operação eficiente dos edifícios." Com uma estrutura robusta no país, a empresa oferece além de sistemas de equipamentos comerciais HVACR, serviços em geral que incluem controles, automação, Rental (soluções temporárias) e serviços digitais.

Essa virada de chave se fortalece com uma proposta clara: integrar tecnologia, dados e serviço especializado. “Hoje, 50% do nosso negócio já está em serviços, incluindo o monitoramento remoto de equipamentos, contratos de manutenção e até locações inteligentes de chillers”, explica Drewes. E sim, a empresa possui a maior frota de chillers para locação da América Latina, com aproximadamente 36.000 TR de potência térmica dedicado para soluções temporárias, com diversidade de equipamentos para atender qualquer desafio.

Plataforma conectada com dados que fazem sentido (e economizam milhões)

É nesse ponto que entra Carlos Bueno de Camargo Filho, Engenheiro de Otimização e uma das mentes por trás do Intelligent Services da Trane. Em sua explicação didática — e quase pedagógica — sobre como os dados operacionais se tornam valor estratégico, ele resume: “Não basta coletar dados. É preciso entender o que fazer com eles.”

O futuro da climatização está no cérebro, não no termostato

A plataforma não apenas conecta equipamentos por meio de IoT, APIs ou infraestrutura cabeada, como também processa dados em nuvem com algoritmos preditivos. “O dashboard é pensado para ser direto. Em segundos, o gestor pode identificar o que está acontecendo, onde está o desvio e qual ação deve ser tomada. E mais: conseguimos prever o impacto financeiro de cada escolha.”

Carlos reforça que o diferencial está na capacidade de transformar dados brutos em planos de ação objetivos. “É como dar visão de raio-X para o gestor predial. Sabemos não só onde está o problema, mas quanto ele custa — e quanto se economiza com a correção.”

Não faltam exemplos de sucesso. Um cliente do varejo que integrou a solução digital da Trane reduziu em 44% o consumo de energia. E mais do que isso: passou a entender o seu comportamento energético em detalhe, incluindo métricas como custo por metro quadrado e balanço de demanda contratada versus utilizada. "Um sistema mal ajustado pode estar com a demanda energética contratada 50% acima do necessário — e isso custa caro", alerta Carlos ao contar esse case do Shopping Pátio Brasil.

Outra frente poderosa é a modelagem de economia: “Criamos simulações com base no uso atual e em upgrades possíveis, prevendo economia anual e até o payback da solução — item essencial para o gestor conseguir aprovar investimentos junto ao board”, completa.

O futuro está no serviço inteligente com locação, retrofit e ESG
A locação de sistemas de climatização, antes vista como uma solução paliativa, ganhou nova dimensão. "Hoje, temos contratos que vão de duas semanas a cinco anos", destaca Drewes. Pavilhões de exposições, aeroportos, mineradoras e datacenters são alguns dos clientes da Trane Rental. “Mais do que alugar, entregamos uma solução completa, com bombas, transformadores, monitoramento remoto e manutenção inclusa.”

A empresa ainda atua fortemente na eletrificação de calor, substituindo sistemas industriais movidos a gás ou carvão por tecnologias térmicas elétricas mais eficientes e limpas. Tudo alinhado à meta global da Trane de reduzir 1 gigatonelada de carbono até 2030 — o equivalente à emissão anual combinada do Reino Unido, França e Itália.

Por fim, a proposta da Trane vai além da climatização. Ela oferece aos Facility Managers uma forma estratégica de enxergar o edifício como um organismo vivo — onde cada dado pode antecipar uma falha, otimizar um recurso ou impulsionar metas ESG.

“Climatização não é só conforto. É gestão. É performance. É sustentabilidade”, finaliza Drewes.

E para quem achava que ar-condicionado era só botão de ligar e desligar, a Trane mostra que o futuro da climatização está no cérebro, não no termostato.


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