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Energia, uma questão de eficiência no saneamento

Dia 29 de maio é marcado pela celebração do Dia Mundial da Energia

Um dos efeitos mais desafiadores do aquecimento global, que altera o regime climático, está na extensão das estiagens, tanto no que diz respeito à sua duração quanto às áreas onde elas ocorrem. Neste cenário, um país como o Brasil, que possui sua matriz energética fortemente estruturada em hidrelétricas, a falta de chuvas acarreta, além da própria carência de água para o consumo humano, a preocupação em se buscar fontes alternativas e mais sustentáveis de geração de energia.

No saneamento, particularmente, a energia é um dos principais insumos das operações de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, estando presente em todo o seu ciclo. Ela é a força motriz para a captação nos rios, enviar para as estações de tratamento e para o bombeamento que leva a água tratada para as casas das pessoas. Ao tratar de energia, o saneamento busca eficiência atrelada à sustentabilidade para a manutenção de seus serviços. 

A Iguá vem se destacando no setor de saneamento enquanto expoente de inovações voltadas para a eficiência energética e operacional, com foco em soluções sustentáveis. Em Palestina (SP), por exemplo, a companhia desenvolve um sistema inédito de geração fotovoltaica a partir de placas flutuantes de captação de energia solar localizadas sobre a lagoa de uma estação de tratamento de esgoto do município. Ao mesmo tempo em que a lagoa remove a poluição, ela gera energia limpa.

Atualmente, fazendas de geração fotovoltaica têm ganhado terreno no Brasil. A Iguá está prestes a ter quatro de suas operações no interior do estado de São Paulo - Andradina, Castilho, Palestina e Mirassol - alimentadas pela energia solar. Para tanto, estão sendo construídas duas usinas com placas solares dotadas de tracker - tecnologia que permite o acompanhamento da trajetória do sol e torna a captação mais eficiente -, com capacidade para gerar um total de 2.9 KW. Ao consumir de uma fonte limpa, sustentável e perene, a companhia reduz a possibilidade de paralisação de suas operações mediante um apagão do sistema elétrico, como ocorreu no Brasil entre 2001 e 2002. 

Mas não é apenas o uso de uma matriz energética mais limpa que será suficiente para combatermos o aquecimento global. A redução do consumo de energia elétrica é uma das iniciativas mais relevantes para as empresas de saneamento neste desafio ambiental. Para implementar a eficiência energética hoje há uma série de recursos que podem ser implementados. 
Inicialmente pela própria concepção de projetos inovadores, com diferente "mindset", que sejam menos demandantes de energia. A adequação de iniciativas existentes atreladas a práticas operacionais mais eficazes também tem um papel preponderante. Finalmente, a utilização de equipamentos inteligentes de alta tecnologia, que consumem menos energia durante sua vida útil, é a base a para uma eficiência energética efetiva. 

Em face de tudo isto, a Iguá estabeleceu a meta de utilizar 100% de energia limpa até 2030, além de ser carbono neutro até o final da década. Esses são alguns de seus objetivos dentro do programa de ESG que a Companhia tem adotado como um fator norteador para seu crescimento sustentável.

Os resultados de uma busca constante por fontes limpas e sustentáveis de energia trazem vantagens que extrapolam as economias financeiras. No saneamento, especificamente, os ganhos operacionais são altamente significativos. Como consequência, os benefícios se estendem ao meio ambiente, contribuindo para a sua conservação. E também para as pessoas, que passam a ter mais garantia da constância dos serviços oferecidos, assegurando seu bem-estar e qualidade de vida.
 
Péricles Weber é Diretor de Operações na Iguá Saneamento

Foto: Divulgação


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