Otis divulga resultados do estudo sobre o Fluxo de Ar no Elevador

A exposição à Covid-19 no uso do equipamento é de baixo risco com o uso de medidas preventivas simples

A Otis Worldwide Corporation (NYSE: OTIS) acaba de divulgar os resultados de um estudo acadêmico de três meses que investiga como o fluxo de ar no elevador afeta a possível exposição ao vírus da Covid-19 e uma abordagem baseada na ciência para como reduzir essa exposição nos elevadores.

Os resultados mostram que a quantidade significativa de troca de ar, presente na maioria dos elevadores combinada com estratégias simples de redução de exposição, incluindo o uso adequado de máscara do tipo cirúrgica1 pelos passageiros e a instalação de um tipo comum de sistema de purificação de ar2, coloca a viagem de elevador entre as últimas atividades no espectro de exposição.

O estudo conclui que uma curta viagem de elevador representa um risco relativamente baixo de exposição em comparação com outras atividades diárias - menos do que jantar ao ar livre e comparável a uma ida ao supermercado - quando as medidas preventivas para redução da exposição são seguidas. A Otis é a empresa líder mundial em fabricação, instalação e manutenção de elevadores e escadas rolantes.

Uma vez que a ciência continua afirmando que as gotículas e aerossóis (respiratórios) são os principais meios de transmissão, o estudo se concentrou no fluxo de ar e no impacto das taxas e tipos de ventilação, tecnologias de purificação (principalmente, ionização bipolar com ponta de agulha) e o uso adequado de máscaras.

O estudo foi realizado pelo doutor Qingyan (Yan) Chen, professor de Engenharia Mecânica da James G. Dwyer, em Purdue, que é amplamente conhecido por sua pesquisa sobre a propagação de doenças infecciosas através de sistemas internos de ar - e como evitá-la. Dr. Chen utiliza a modelagem dinâmica de fluidos computacional (CFD) sofisticada em sua pesquisa, concentrada em ambientes internos, cabinas de aeronaves e projeto e análise de construção. Ele publicou três livros e mais de 470 artigos em revistas e conferências. Anteriormente, ele atuou como diretor principal do Centro de Excelência para Pesquisa Ambiental de Cabines de Avião da Administração Federal de Aviação.

Dr. Chen e a equipe analisaram a provável exposição ao vírus, a qual pode ser quantificada através da frequência, duração e intensidade da exposição. A duração de uma viagem típica de elevador é curta - geralmente menos de um minuto. Diversos cenários de viagens de elevador de dois minutos foram demonstrados para avaliar o risco relativo.

A intensidade da exposição é afetada pelo nível de troca de ar ou ventilação. Os elevadores têm uma troca de ar significativa já que foram projetados assim em comparação com muitos outros espaços internos, e são exigidos pelo código a ter aberturas para ventilação. Muitos elevadores também possuem ventiladores para aumentar a ventilação.

"A troca de ar é importante. Nossos resultados concluíram que a maior ventilação em um elevador, em relação às atividades comparadas, resulta em menor risco de exposição. Se todos os passageiros usarem adequadamente as máscaras, o risco relativo de exposição cai 50%. A ventilação do ar com tecnologias de purificação, chamada NPBI, pode reduzir isso em 20-30% adicionais", declarou o Dr. Chen. "Comparamos o risco relativo de exposição dos elevadores com outras atividades comuns em um dia normal de trabalho, incluindo uma viagem de ônibus de uma hora e oito horas em um ambiente de escritório. A viagem de elevador era uma atividade com menor risco de exposição, dada a sua curta duração."

As comparações qualitativas colocam a viagem de elevador com todos os passageiros usando máscaras em uma categoria de risco de baixa exposição, com risco relativo semelhante ao de fazer compras em um supermercado.

"Os elevadores são parte essencial da vida cotidiana de muitas pessoas, geralmente, a primeira etapa da sua jornada e a última em seu retorno para casa. Sabemos que muitos passageiros têm dúvidas sobre os riscos de exposição associados a viagem de elevador e queremos apresentar as respostas comprovadas pela ciência", disse Robin Fiala, vice-presidente de Marketing e Vendas. "Estamos compartilhando os resultados do estudo antes da respectiva publicação para manter os passageiros bem informados e esclarecer quaisquer interpretações equivocadas."

Mais detalhes sobre o estudo do fluxo de ar no elevador, incluindo um artigo técnico, estão disponíveis no site da companhia. O relatório técnico completo, de autoria da equipe de pesquisa da Universidade de Purdue, está disponível mediante solicitação e deve ser publicado em uma revista acadêmica ainda este ano.

Foto: Divulgação


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