Quem decide primeiro, investe de forma mais inteligente
 

Apesar da pandemia e recessão econômica, número de novos empreendimentos aumentou

Mas investimentos requerem cautela e planejamento

Com o mercado imobiliário aquecido, muitos empreendedores estão pensando em novos projetos para aproveitar o momento. Mesmo com cenário positivo e perspectivas otimistas para o segmento imobiliário é preciso cautela, muito estudo de mercado e um planejamento claro antes de investir. Para que seja possível tirar uma ideia do papel é necessário, antes de tudo, saber como colocá-la lá.

Apesar da pandemia e recessão econômica, aumentou o número de novos empreendimentos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), São Paulo concedeu 161 alvarás para novos empreendimentos verticais no segundo trimestre de 2020, registrando um aumento de 13,4% em comparação ao mesmo período de 2019.

As vendas de imóveis no Brasil também estão em alta, de acordo com a Abrainc e a Fipe, as vendas no primeiro semestre de 2020 foram as maiores para o período desde 2014. Com 61.600 imóveis vendidos entre janeiro e junho, crescendo 10,6% em relação aos primeiros seis meses de 2019. Além disso, com a taxa Selic, em 2% ao ano, os investimentos bancários deixaram de ser um atrativo, impulsionando ainda mais o crescimento do setor imobiliário.

Com tantas oportunidades, muitos proprietários de terras, terrenos e imóveis pensam em ótimos projetos comerciais ou residenciais, porém eles acabam não acontecendo, pois falta planejamento prévio. O importante, nesse caso, é saber filtrar opiniões e palpites que chegam de todos os lados e focar num trabalho sério, que responda às seguintes questões: qual a vocação do terreno, área ou imóvel que tenho? Ou seja, que tipos de negócios são atrativos para o local ou aquele mercado, identificando negócios que possam ser empreendidos com potencial de sucesso. Depois, e não menos importante, o mercado tem capacidade de absorver o que pretendo lançar? Procure saber se existe demanda presente e futura para o projeto.

A parte legal também tem um peso importante e deve ser levada em consideração, com muita cautela. Busque entender aspectos relevantes do plano diretor local e procure estar atento a antecipar-se a problemas futuros. Isso evita desgastes jurídicos e gastos desnecessários. Por fim, analise se há viabilidade financeira para o projeto. Pode ser que haja demanda, mas se houver desequilíbrio financeiro entre investimento e retorno, o negócio torna-se inviável.

Em síntese, são quatro abordagens estratégicas que devem ser realizadas ates mesmo de um esboço arquitetônico do empreendimento: vocação de área, viabilidade mercadológica, legal e financeira. Com essas respostas é grande a possibilidade que o empreendimento venha ser um sucesso e novos parceiros e investidores se interessarão em participar dele. Investir tempo em plano de negócios antecipadamente ajudará a ter segurança para executar projetos em qualquer setor do ramo imobiliário. Caso não consiga sozinho, procure a orientação de especialistas e consultorias especializadas.

Fábio Basso, empresário e sócio fundador da F.Basso Inteligência de Negócios

Foto: Divulgação

Líderes de audiência

Workplace

O que muda quando diferenças culturais entram no projeto de um escritório

Na implantação da sede brasileira da Yuwell, Henrique Tso, gerente de Recursos Humanos para a América Latina, precisou conciliar referências da matriz chinesa com custos, fornecedores, prazos e formas de trabalho locais

Mercado

De Itaú a Amazon: quem ocupa os maiores escritórios de São Paulo

Itaú lidera a lista com 91,4 mil m² no Esther Towers. O ranking mostra onde estão as grandes empresas e por que áreas corporativas extensas se tornaram mais disputadas

Operações

Seu prédio usa água potável onde não precisa?

Nova resolução nacional define critérios para o reúso não potável e recoloca em debate onde essa água pode ser usada nos edifícios

Operações

Mercado Livre terá a maior locação de galpão do Brasil. Como manter 464 mil m²?

O novo complexo próximo a Viracopos ajuda a explicar por que, em ativos logísticos de grande escala, manutenção deixa de ser uma lista de ordens de serviço e passa a ser gestão de risco operacional

Mercado

Itaú ocupa 91 mil m² e recoloca o longo prazo no centro da estratégia imobiliária

A maior locação corporativa já registrada no segmento especulativo no Brasil ocorre quando políticas híbridas amadurecem e grandes áreas de alto padrão ficam mais escassas em São Paulo

Operações

Microsoft trata água no próprio campus e reduz dependência da rede pública

Projeto em Mountain View integra reúso, águas pluviais e operação predial e mostra como a resiliência hídrica começa a entrar no desenho dos grandes campus corporativos

Sugestões da Redação

Mercado

Real Estate em 2026. O que orienta a escolha entre ocupar, adaptar ou investir?

Relatório da JLL mostra como a redução da oferta de novos empreendimentos valoriza ativos de alta qualidade no mercado imobiliário global

Outside Work

Em 2026, sua casa terá um "CPF". Entenda o que é o Cadastro Imobiliário Brasileiro e como ele afe...

Um novo cadastro nacional vai reorganizar a forma como o Estado enxerga os imóveis no Brasil. A partir de 2026, essa mudança começa a impactar impostos, transações e a gestão patrimonial

Revista InfraFM

Quando saúde mental, liderança e Workplace viram estratégia de negócio

De Harvard a Oxford, passando por CEOs que já transformam lucro em bem-estar: Mind Summit mostra que o futuro das organizações não é sobre espaços para trabalhar, e sim sobre espaços que libertam o melhor das pessoas. Facilities & Workplace entram no centro da estratégia corporativa

Revista InfraFM

O engenheiro que também aprendeu a cuidar de prédios vivos

A arquitetura humana e tecnológica dos campi do Insper integra educação, convivência e networking

Revista InfraFM

O futuro já começou. Quem vai gerenciá-lo?

Projetando a sociedade do futuro para as nossas vidas

Revista InfraFM

Azul por dentro da operação que faz o Brasil voar

Infraestrutura que trata o avião como cliente e formação que sustenta a excelência operacional da companhia aérea