Cinco passos para desenvolver a autoliderança

Cada vez mais valorizada no meio corporativo, essa competência tem aspectos próprios para cada pessoa, diz especialista

Em um mercado cada vez mais concorrido e exigente, conseguir gerenciar a própria carreira é uma qualidade fundamental para os profissionais que desejam obter êxito em suas áreas de atuação. Assim, a capacidade de autoliderança vem sendo cada vez mais valorizada.

Mas, o que é autoliderança? Como o próprio termo indica, é o processo de liderar a si mesmo. Por meio dela, o profissional assume o domínio e a responsabilidade sobre a sua trajetória, buscando a motivação, as capacidades e as habilidades necessárias para atingir seus objetivos. A sua prática proporciona o desenvolvimento de pensamentos e comportamentos benéficos e construtivos, como a autoconfiança, o foco e a resiliência, proporcionando ao profissional autonomia e controle sobre a sua carreira.

Importância no mercado

Essa capacidade é cada vez mais valorizada no mercado de trabalho, sendo que o fator humano tornou-se um dos aspectos mais importantes dentro das empresas nas últimas décadas, e não poderia ser diferente, pois ele é crucial para o sucesso de uma organização.

Dessa forma, o mercado de trabalho começou a reconhecer a importância das características comportamentais e da capacidade de adquiri-las e utilizá-las em favor do autodesenvolvimento e da busca por resultados. Isso proporcionou mais liberdade e autonomia para os funcionários controlarem e direcionarem as suas carreiras dentro das empresas.

Porém, para que isso seja positivo e traga evolução para as organizações e seus colaboradores, é essencial que os profissionais sejam capazes de gerir a si mesmos e buscar um crescimento contínuo.

Como desenvolver?

O desenvolvimento da autoliderança envolve diversos fatores, necessita de uma profunda investigação interna e tem aspectos próprios para cada pessoa. No entanto, existem algumas questões que são indispensáveis para esse processo. Veja algumas orientações voltadas para aquelas que deseja m desenvolver essa característica:

- Autoconhecimento. Ponto indispensável no desenvolvimento da autoliderança. Isso ocorre porque para esse processo ser possível é necessário que o profissional tenha uma consciência profunda sobre si mesmo e consiga ter clareza em relação a princípios, valores e objetivos.

- Autodeterminação. A determinação e a confiança são fundamentais em qualquer processo de liderança. Elas proporcionam a resiliência necessária para superar os desafios que aparecem na busca pela conquista de objetivos. A principal mudança é que, nesse caso, ela serve principalmente para criar estímulos e impulsos internos para depois reverberar e afetar o ambiente externo.

- Abertura para aprender. O profissional que deseja desenvolver a autoliderança precisa estar em constante evolução. É imprescindível que ele esteja sempre superando limitações, por menores que sejam, adquirindo capacidades e aperfeiçoando habilidades. O processo de autoliderança sempre vai apresentar novos desafios, necessitando de aprimoramento ininterrupto.

- Responsabilidade. Ponto profundamente associado à autoliderança. É a base para a construção dessa competência, sendo indispensável para que o profissional se comprometa com princípios e valores e os utilize para gerar motivação e impulso em direção aos objetivos.

- Disciplina. Voltada para conquistar qualquer objetivo. Ela é responsável pela manutenção do foco nas metas estipuladas e no que é necessário ser feito para alcançá-las. Sem ela não é possível manter um planejamento em curso e transformar um desejo em realidade.

Como a autoliderança pode ajudar a liderar equipes?

O primeiro passo para ser um grande líder é conseguir liderar a si mesmo com eficiência. Isso ocorre porque a liderança efetiva acontece quando o profissional consegue esta posição de forma genuína, tornando-se uma figura inspiradora, alguém que tem credibilidade e cujo comportamento é um exemplo a ser seguido.

As capacidades e habilidades necessárias para desenvolver a autoliderança aliadas ao impacto interno e externo desse processo proporcionam a conquista de diversas qualidades, como estabilidade emocional, segurança na hora de tomar decisões e resiliência, que fazem o líder ser um exemplo para os membros da equipe.

Além disso, faz com que o profissional consiga entender melhor as necessidades e os comportamentos das outras pessoas. Assim, ele consegue extrair o melhor de cada indivíduo em função dos resultados coletivos. No entanto, é importante lembrar que ela também traz grandes responsabilidades. Para que apresente resultados é preciso comprometimento e empenho para buscar o autodesenvolvimento, superar obstáculos e alcançar os objetivos almejados.

Luciana Passadori é palestrante, especialista em Liderança Intrapessoal, Ser Integral, Qualidade de Vida, Consultora, Colunista da Revista - Setor Recursos Humanos, Terapeuta Familiar - especialista em Reeducação Emocional, Advogada com especialização em Direito de Família e em Psiquiatria Forense pelo NUFOR/USP, bem como pós-graduada em Psicologia Transpessoal. Possui formação em Coaching Integrado - Coaching Executivo, Life Coaching pelo ICI Integrated Coaching Institute - Credenciado pelo ICF International Coach Federation e ainda, diversos cursos na área de Desenvolvimento Humano, Autoconhecimento e Autoliderança. É também, facilitadora e coordenadora do L2: Autoliderança Transformadora no Instituto Passadori

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