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Proauto Kimium defende nova visão para operações de Facilities Services

Para o CEO Renan Piovezan, higienização deixou de ser apenas fornecimento de produtos e passou a envolver cuidado com quem está na ponta da operação

Por Léa Lobo

Proauto Kimium defende nova visão para operações de Facilities Services

Imagem: Linkedin 


Em um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, produtividade, redução de custos e maior controle operacional, a limpeza profissional vem ganhando uma dimensão estratégica dentro das organizações. Mais do que garantir ambientes limpos, seguros e saudáveis, a atividade passou a exigir inteligência de dados, uso correto de produtos, treinamento contínuo das equipes e uma visão mais humana sobre quem executa as rotinas diariamente.

É com essa leitura que a Proauto Kimium, empresa com quase 30 anos de trajetória, vem consolidando sua atuação no mercado brasileiro. Especializada em soluções profissionais de limpeza, higiene e biossegurança, a companhia evoluiu de fornecedora de produtos químicos para parceira estratégica de operações, apoiando clientes na implantação de processos, padronização de rotinas, controle de consumo, treinamentos e uso mais eficiente de recursos.

À frente da empresa está o CEO Renan Piovezan, que construiu sua trajetória dentro do próprio negócio. Antes de assumir a liderança executiva, passou por áreas como vendas, operação e gestão, além de carregar uma história empreendedora marcada por diferentes experiências nos setores de serviços, alimentação e varejo. Essa vivência, segundo ele, ajudou a formar uma visão prática sobre o mercado, que é o de entender a dor do cliente e fazer o que precisa ser feito.

Para Piovezan, o grande diferencial de uma empresa do setor não está apenas na formulação química dos produtos, mas no serviço, no conhecimento e na segurança operacional que ela entrega. “Fórmula por fórmula, a fórmula do sabão está na internet. O que torna uma empresa única é entender qual necessidade ela atende e como contribui para resolver as dores do cliente”, afirma.

Na prática, essa visão se traduz em uma atuação que vai além da venda de detergentes, desinfetantes ou soluções concentradas. A empresa oferece treinamentos em boas práticas, contaminação cruzada, higienização das mãos, testes de ATP, orientação técnica, mapeamento de consumo e acompanhamento de indicadores. A empresa também trabalha com análises de custo por setor e por atividade, ajudando os clientes a identificar onde há desperdício, quanto se consome por metro quadrado e como melhorar a performance das equipes.

​Segundo o executivo, muitos desses controles já eram feitos internamente há anos, como forma de garantir o uso correto dos produtos. Com o tempo, a empresa percebeu que havia ali um ativo importante, dados capazes de apoiar decisões, melhorar processos e aumentar a eficiência da operação. “A gente tinha muitos dados. Então, envelopamos isso para o mercado, melhoramos e seguimos evoluindo na prestação de serviço”, explica.

Outro ponto central na estratégia da empresa é o uso de produtos concentrados e sistemas de diluição, que contribuem para a redução de desperdícios e impactos ambientais. Piovezan destaca que, ao optar por formulações mais concentradas, é possível reduzir transporte desnecessário, consumo de combustível, embalagens, rótulos e movimentação logística. “Quando transportamos produto com muita água, estamos transportando peso desnecessário. Isso gera mais caixas, mais embalagens, mais combustível e mais emissão. Por isso, orientamos o mercado a usar soluções mais concentradas”, afirma.

Na visão do CEO, esse raciocínio se conecta diretamente à agenda ESG.  Já no pilar social, aposta fortemente no treinamento e no desenvolvimento humano das equipes que estão na ponta da operação. Para Piovezan, treinar não significa apenas ensinar o uso correto de um produto ou procedimento técnico. Significa também contribuir para o crescimento das pessoas. Por isso, a empresa inclui em sua abordagem temas como comunicação, estabelecimento de metas, inteligência emocional, educação financeira e nutrição. “A gente acredita que, a cada conversa, a cada treinamento, a pessoa precisa sair melhor do que entrou”, diz.

Essa preocupação dialoga com um dos principais desafios enfrentados hoje pelas empresas de limpeza, multisserviços e Facilities: a atração, retenção e valorização da mão de obra operacional. Para o executivo, muitas organizações ainda tratam o colaborador da ponta apenas pela lógica da cobrança e da demanda, sem olhar para cultura, pertencimento, flexibilidade, saúde emocional e respeito às necessidades individuais. “Se a gente não trabalhar o ser humano para ele crescer de dentro para fora, esse profissional uma hora vai espanar”, alerta.

Entre os erros mais comuns cometidos por contratantes na escolha de soluções de higiene e limpeza, Piovezan cita a falta de clareza sobre o motivo da contratação. Para ele, se a empresa busca apenas “comprar produto químico”, encontrará inúmeras opções no mercado. O ponto decisivo é compreender o que está por trás da escolha, que inclui organizar estoque, reduzir desperdício, treinar equipes, controlar custos, melhorar indicadores ou evitar o uso incorreto de produtos.

Outro erro recorrente é a indicação inadequada de soluções, que pode gerar danos a superfícies, manchas em pisos e ineficiência na limpeza. O executivo também defende uma lógica de simplificação. Em muitos casos, menos produtos, mais bem aplicados, podem gerar melhores resultados do que uma grande variedade de itens pouco compreendidos pela equipe operacional.

Para o mercado de Facilities, essa reflexão é especialmente relevante. Gestores da área costumam lidar com dezenas de atividades simultâneas, e a limpeza, embora muitas vezes percebida como atividade de apoio, tem impacto direto na saúde, na experiência dos usuários, na imagem da empresa, na produtividade e na continuidade das operações.

Na visão da Proauto Kimium, o futuro da limpeza profissional passa pela integração entre dados, química, processos, tecnologia e pessoas. Mas Piovezan faz uma ressalva de que não basta ter uma enxurrada de dados. É preciso saber quais indicadores analisar, quem vai interpretá-los e como eles serão usados para melhorar o ecossistema como um todo. “Tão importante quanto ter dados é saber qual dado olhar. Se a informação não ajuda a tomar decisão, ela ocupa espaço e não gera evolução”, afirma.

A proposta da companhia é mostrar que a limpeza profissional pode sair da lógica da commodity e assumir um papel mais estratégico dentro das organizações. “No fim, quem cuida da tarefa é uma pessoa. A limpeza técnica precisa ser bem-feita, mas entender o sentimento de quem está por trás da operação é tão importante quanto olhar para o dado ou para a performance”, conclui.



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