Tecnologia de duplicadores de vagas ganha espaço no mercado imobiliário brasileiro

Reduzindo custos e ampliando soluções para falta de estacionamento



Tecnologia de duplicadores de vagas ganha espaço no mercado imobiliário brasileiro

Foto: Divulgação Emaster

A escassez de vagas de estacionamento nas grandes cidades brasileiras tem impulsionado o uso de duplicadores de garagem, equipamentos que permitem estacionar dois veículos no espaço de uma única vaga. A solução, já consolidada em mercados internacionais, vem ganhando força no Brasil ao atender condomínios, consumidores individuais e construtoras em busca de alternativas para otimizar áreas de garagem.

Criada na Europa e no Japão nos anos 1980, a tecnologia surgiu como resposta à limitação de espaço urbano e ao alto custo de expansão de garagens subterrâneas. No Brasil, a adoção começou com equipamentos importados, mas evoluiu para soluções nacionais, mais adaptadas às características locais, como vagas fora do padrão europeu, pé-direito variável e veículos de diferentes portes.

Segundo Flavio Fornasier, CEO da Emaster Elevadores Automotivos, essa adaptação foi fundamental para o avanço do segmento. “Percebemos rapidamente que o Brasil tem suas próprias particularidades. Atuamos nesse mercado há mais de 10 anos e começamos com produtos importados, que atendiam bem no início, mas as diferenças locais exigiram uma mudança de abordagem. Isso nos levou a trabalhar com soluções nacionais, com muito mais flexibilidade para adaptar cada projeto à realidade de cada cliente”, afirma.

O aumento do valor do metro quadrado nas cidades também contribui para a expansão da tecnologia. Para construtoras, os duplicadores podem representar uma alternativa à construção de novos níveis de garagem, reduzindo custos, tempo de obra e necessidade de ampliação da área construída. Em alguns casos, a solução também ajuda a atender exigências legais de número mínimo de vagas por unidade habitacional.

A mudança já começa a aparecer nos projetos. Antes vista como uma solução emergencial, a tecnologia passou a ser considerada ainda na fase de anteprojeto. “Arquitetos e engenheiros passaram a incluir os duplicadores já na fase inicial. Isso melhora o resultado técnico e reduz custos”, explica Fornasier.

Além dos condomínios residenciais, cresce a procura por parte de colecionadores de veículos, que buscam segurança, organização e melhor aproveitamento do espaço. Também há demanda em edifícios já entregues, desde que existam condições técnicas adequadas e aprovação em assembleia.

Apesar das vantagens, a instalação exige avaliação técnica. O pé-direito mínimo recomendado gira em torno de 3 metros, podendo ultrapassar 3,4 metros para acomodar SUVs. O piso deve ser nivelado, a instalação precisa seguir normas técnicas e contar com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A manutenção periódica também é essencial para garantir segurança e durabilidade.

Em um cenário de cidades cada vez mais densas e imóveis com áreas reduzidas, os duplicadores de vagas se consolidam como alternativa para ampliar a capacidade das garagens sem grandes intervenções estruturais. Mais do que uma solução pontual, a tecnologia já influencia a forma como empreendimentos são planejados e como os usuários lidam com o uso do espaço urbano.

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