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Logística 4.0 já é realidade em Goiás

Conceito leva o setor a uma nova fase, altamente tecnológica e ultra conectada; o Global Park é um exemplo

A Indústria 4.0, em síntese, tem como principal objetivo tornar o processo produtivo cada vez mais eficiente, autônomo, descentralizado e customizável por meio do processamento de dados em tempo real e da realidade virtual. O termo foi utilizado pela primeira vez na Alemanha, em 2011, para identificar uma estratégia do governo daquele país para promover a informatização de suas fábricas. De uma tendência futura, a Indústria 4.0 é hoje uma realidade concreta e já dá origem a outro novo conceito, que começa a ser assimilado e adotado no mundo empresarial: a Logística 4.0.



A mudança leva este setor a uma nova fase, altamente tecnológica e ultra conectada, atendendo a requisitos impostos pelo processo industrial do século 21, como velocidade em produção e distribuição, ganho de eficiência, redução de custos e disponibilidade de informações de forma ampla e instantânea. "Com a  Indústria 4.0, os processos logísticos também tiveram que se atualizar. Com isso, surgiu a necessidade de uma cadeia de suprimentos eficientes, que fosse capaz de cumprir com as necessidades de uma distribuição em larga escala ultra-rápida e precisa", explica o economista Adalberto Bregolin, Diretor Comercial do Global Park, bairro empresarial na região metropolitana de Goiânia e que oferece áreas específicas para indústrias e operadoras logísticas.

Abrangendo uma área total de 1,8 milhão de m², sendo 900 mil m² para instalação de empresas, o empreendimento foi planejado para essa nova realidade da Indústria 4.0 e da Logística 4.0. Com lotes que vão de 2.800 m² a 25.000 m², o Global Park conta com estrutura urbana completa, com água, energia, rede de esgoto, asfalto CBUQ  - durável e resistente - e fibra óptica com alta velocidade de dados. "O Global Park é um empreendimento pensado justamente para atender essa demanda de indústrias e operadoras logísticas que buscam o lugar certo para se instalar e se modernizar, fazendo frente às novas necessidades do mercado, tanto de aumento de produtividade, quanto de ganho de escala, redução de custos e agilidade na entrega de seus produtos", detalha Bregolin.

O bairro industrial tem como diferencial ruas com 18 metros de largura, que são ideais para manobras de grandes carretas e veículos bitrens. "O projeto também oferece configurações de áreas que permitem layouts modernos, tanto para a indústria, quanto para operadoras logísticas", completa o diretor comercial do Global Park. Idealizado pelo empresário de incorporações Emanoel Camargo, ele reuniu nove investidores para desenvolver o mais avançado empreendimento logístico do Centro-Oeste. Os investimentos para implantação ultrapassam a casa dos 100 milhões de reais.

Localização estratégica

Aproveitando a privilegiada localização geográfica da região metropolitana de Goiânia, no centro do País, o bairro empresarial está a apenas 3 quilômetros do maior entroncamento rodoviário de cargas do Centro-Oeste, bem às margens da BR-153, também conhecida como Transbrasiliana, rodovia com 3,6 mil quilômetros de extensão e que liga o extremo sul ao norte do País. 

O empreendimento também está estrategicamente situado ao centro do chamado Eixo Brasília-Anápolis-Goiânia, que abrange as duas áreas metropolitanas que apresentam o mais acelerado crescimento demográfico entre todas as metrópoles brasileiras, assim com a maior taxa de expansão do PIB. Com uma população de aproximadamente 6 milhões, segundo estimativa do IBGE, esse eixo já é o 3º maior mercado consumidor do Brasil, superado apenas pelas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo levantamento da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codplan). O Eixo Brasília-Anápolis-Goiânia também recebe um dos maiores fluxos migratórios do País. O crescimento populacional na região tem se situado em cerca de um ponto percentual ao ano acima da média nacional, sugerindo a absorção média anual superior a 100 mil migrantes. 

Novo consumo

O economista Adalberto Bregolin destaca que nos últimos anos houve mudanças significativas nos hábitos de consumo da população, que busca cada vez mais produtos customizados, porém de baixo custo, mas especialmente na forma de comprar, sendo cada vez mais pela internet. "O e-commerce vem crescendo em proporções espetaculares, e foi ainda mais impulsionado pelo advento da Covid-19", ressalta o especialista.

Segundo ele, esse grande movimento em tão curto espaço de tempo, trouxe alguns gargalos para a indústria e o setor de logística. "Para reduzir esses prazos de entrega, as indústrias precisam se modernizar. Grandes varejistas como Amazon e Magazine Luiza, por exemplo, e operadoras logísticas têm investido pesado na construção de CDs [Centros de Distribuição] e em automação, e isso já dentro deste conceito 4.0, pois entendem que o e-commerce não é uma onda e sim uma realidade sem volta, e ainda com muito potencial de crescimento".

Foto: Divulgação


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